terça-feira, 23 de agosto de 2005

6h30min. Foi essa a hora em que acordei sob o barulho irritante e pouco discreto do despertador do celular. Como todos sabem, existe um botão no teclado que, quando apertado, faz com que o despertador volte a tocar minutos mais tarde. É a famosa "soneca". Infelizmente, esse botão tão útil fica perto de um outro que apertei sem querer... É, é aquele mesmo: o que cancela o alarme! Resultado: minha soneca durou até 8h da "tarde"! Dando continuidade ao trabalho de ontem, passei a maior parte do dia desenhando alguns esquemas para o livro. Na parte da tarde, por volta das 15h, recebi um telefonema do Betão. O assunto da conversa foi um artigo científico que está em fase de redação. Ele disse também que o Paul está lá no laboratório auxiliando na instalação do espectrômetro de massas de alta resolução. Para os que não os conhecem, o Betão é um professor de Ribeirão Preto que em muito contribuiu para que eu conseguisse enfrentar os duros anos de pós-graduação. Trata-se de uma pessoa por quem eu aprendi a ter grande admiração e respeito e, em função de todo o apoio e incentivo que dele recebi, acabamos nos tornando grandes amigos. Atualmente mantemos um vínculo de colaboração científica, embora trabalhemos em universidades diferentes (eu na Unifran, ele na USP). Quanto ao Paul, trata-se de um pesquisador da Universidade de Bristol (Inglaterra), de quem me tornei amigo através do Betão. Ambos merecerão um espaço maior nesse blogger, pois acredito que vale a pena contar histórias interessantes sobre os dois. Porém, não se preocupem: deixarei essas histórias para um outro post. Tive que parar o trabalho às 16h30min, ao que fui tomar um banho e, em seguida, jantei. Às terças-feiras tenho que comparecer a uma tal de HTP (hora de trabalho pedagógico). Neste dia e horário, os professores da escola se reúnem para debates em grupo e troca de experiências, para elaborar os "projetos pedagógicos" e definir os planos de ação para atender às exigências da Secretaria da Educação. Traduzindo: o governo paga duas horas-aula (muito bem pagas: R$4,00 cada uma...) para o professor tomar conhecimento das suas idéias e colocá-las em prática para que ele (no caso, o Alckmin...) possa dizer na próxima eleição, sob os holofotes da imprensa, que priorizou a educação... É mole? Quanto às aulas no período noturno, novamente foram um grande aprendizado. Estou aprendendo, por exemplo, o quanto é doloroso ser ignorado por uma pessoa enquanto se está falando. É, também, uma lição de auto-controle: não se pode alterar o nível de voz com os alunos, mesmo quando esse é o seu desejo mais profundo. Portanto, não é demagogia quando digo que sempre aprendo mais do que eles. É, realmente, uma lição de vida. Mas nem tudo é tão simples quanto parece. Às vezes, no momento em que tudo está acontecendo, dá vontade de pegar as coisas e ir embora dali. Às vezes o sangue ferve (o meu, pelo menos, não é de barata!). Confesso que sobrepor a razão sobre o instinto e o sentimento de dever cumprido sobre o "que se dane!" são tarefas muito desgastantes. é por tudo isso que eu encaro minha fase profissional atual como um "estágio" para algo maior. Bom, pelo menos eu espero (e vou lutar para) que seja... Como boas lembranças deste dia guardarei os e-mails sobre este blogger enviados pela Juliana, da Fabiana Purgato, do Michel, do Sakamoto, do Eduardo Covas e do Sandrinho. Os quatro primeiros são amigos que eu conheci em Ribeirão Preto, durante os anos de pós-graduação. A Juliana era aluna do Laboratório de Farmacognosia e atualmente está em Londres estudando Inglês. Abração, Ju, e sucesso! A Fabiana Purgato foi uma das minhas primeiras amizades em Ribeirão. Ela é do Laboratório de Eletrossíntese Orgânica e está prestes a defender o Doutorado. Mesmo no meio da correria, ela arranjou um tempinho e deu uma olhadinha neste blogger. Boa sorte na defesa, Fabi! "Dá neles!" O Michel (grande Mestrão!) foi companheiro de bancada. Atualmente ele está na Universidade de Tucson, no Arizona, fazendo estágio "sanduíche". Valeu, Mestrão! O Sakamoto (o nome dele é Humberto...) é um japonês gente fina que me deu muito apoio na parte experimental, ainda no início do Mestrado. Ele é uma figura! Pra variar, ele disse que o site ficou "boiola". E eu, pra variar, caí na risada, pois ele raramente diz alguma coisa! Valeu, Saka! O Eduardo Covas e o Sandrinho foram colegas de escola e são aqui de São Joaquim mesmo. O Eduardo e eu cursamos a 4a. série do ginásio juntos (isso em 1986!). A gente jogava futebol juntos, mas por problemas táticos (a gente só chutava de bico...) não podíamos vestir o mesmo colete durante os rachas... Atualmente o Eduardo é advogado e com certeza vai me processar por estar tirando o sarro no futebol dele... Valeu, Eduardo! O Sandrinho (Sandro Falcão) é uma figuraça! Jogávamos no time da Baixada (é um clube aqui de São Joaquim). Eu era zagueiro (era só chutão pro mato!) e ele era um ala direita muito habilidoso. Hoje em dia ele está um pouco fora de forma (digamos, um pouco roliço...) Atualmente ele está trabalhando em um grande banco lá em Ribeirão. Abração, Primo! (lembra essa expressão? Você a usava em 1991!) Túnel do tempo. A foto de hoje data de 1976, quando eu tinha apenas 5 meses de vida (e ainda era bonitão...) Eu tenho o orgulho de dizer que, pelo menos em um período da minha vida, eu fui o xodó da mulherada! Quem me tem nos braços nesta foto é a minha querida, amada e idolatrada vovó Maria, a mãe da mamãe, da tia Ângela (que postei na foto de ontem) e minha mãe também (ontem eu não disse que tinha 3 mães? Pois então: a vovó é uma delas). Eu sou o único netinho dela (será que fui muito mimado?). Além de vovó, ela também é minha madrinha de batismo. Como sou feliz por ter uma vovó como ela... Os companheiros de moradia estudantil (principalmente Ricardão, Viviane, Vandeco, Giovani, Val, Luciane, Ana e Márcia) devem agradecer muito a ela , pois era ela quem fazia aquelas bolachinhas de nata deliciosas que eu costumava dividir com vocês à noite... Mensagem do dia: Os primeiros lugares Conta uma brasileira, que foi trabalhar algum tempo na Suécia, que várias vezes fez comparações entre suecos e brasileiros. A forma de resolver problemas, a maneira de conduzir determinadas dificuldades no ambiente de trabalho, etc. Nessas suas observações, concluiu, em um primeiro momento, que os suecos tinham alguns comportamentos muito próprios. Em verdade, ela jamais imaginara que com eles aprenderia uma extraordinária lição. Algo que a faria admirá-los e seguir-lhes o exemplo. No seu primeiro dia de trabalho, um colega da empresa a veio apanhar em casa e eles seguiram, juntos, no carro dele. Ao chegarem, ele entrou no estacionamento, uma área ampla para mais de 200 carros. Como haviam chegado cedo, poucos veículos estavam estacionados, mas o rapaz deixou o seu carro parado logo na entrada do portão. Assim, ela e ele tiveram que caminhar um trecho considerável, até chegar à porta da empresa. No segundo dia, o fato se repetiu. Eles tornaram a chegar cedo e, novamente, o carro foi colocado logo na entrada. Outra vez tiveram que atravessar todo o extenso pátio do estacionamento, até chegarem no escritório. No terceiro dia, um tanto mais confiante, ela não se conteve e perguntou ao colega: "por que é que você deixa o carro tão distante, quando há tantas vagas disponíveis? Por que não escolhe uma vaga mais próxima do acesso ao nosso local de trabalho?" A resposta foi franca e rápida: "o motivo é muito simples. Nós chegamos cedo e temos tempo para andar, sem perigo de nos atrasarmos. Alguns dos nossos colegas chegam quase em cima da hora e se tiverem que andar um trecho longo, correm o risco de se atrasarem. Assim, é bom que encontrem vagas bem mais próximas, ganhando tempo." O gesto pode ser qualificado de companheirismo, coleguismo. Não importa. O que tem verdadeira importância é a consciência de colaboração. Ela recordou que, algumas vezes, em estacionamentos, no Brasil, vira vagas para deficientes sendo utilizadas por pessoas não deficientes. Só por serem mais próximas, ou mais cômodas. Recordou dos bancos reservados a idosos, gestantes em nossos ônibus e utilizados por jovens e crianças, sem preocupação alguma. Lembrou de poltronas de teatros e outros locais de espetáculos tomadas quase de assalto, pelos mais ágeis, em detrimento de pessoas com certas dificuldades de locomoção. Pensou em tantas coisas. Refletiu. Ponderou... E nós? Como agimos em nossas andanças pelas vias do mundo? Somos dos que buscamos sempre os lugares mais privilegiados, sem pensar nos outros? Alguma vez pensamos em nos acomodar nas cadeiras do centro do salão, quando vamos a uma conferência, pensando que os que chegarem em cima da hora, ocuparão as pontas, com maior facilidade? Pensamos, alguma vez, em ceder a nossa vez no caixa do supermercado a uma mãe com criança ou alguém que expresse a sua necessidade de sair com maior rapidez? Pensemos nisso. Mesmo porque, há pouco mais de dois milênios, um Rei que se fez carpinteiro, ensinou sabiamente: "quando fordes convidados a um banquete, não vos assenteis nos primeiros lugares..." O ensino vale para cada dia e situação das nossas vidas. Frase do dia. "Ao ver uma luz no fim do túnel certifique-se que não é o trem" Piada do dia. O casamento do cotoco Certa vez, uma viúva rica e solitária decidiu que precisava de outro homem, então colocou um anúncio no qual podia-se ler: "Viúva rica procura por homem para compartilhar vida e "fortuna." Requisitos necessários: 1 - Não me bater... 2 - Não fugir de mim... 3 - Ser excelente na cama... Por muitos e muitos meses seu telefone tocou incessantemente, sua campaínha não parava um segundo, ela recebeu toneladas de cartas, mas nenhum dos pretendentes se enquadrava nas qualificações. Porém, um dia, a campainha tocou novamente. Ela abriu a porta e quem estava lá??? O COTOCO sem braços nem pernas deitado no tapete da porta. Perplexa, ela perguntou: - Quem é você? E o que você quer? Olá! - ele disse - Sua busca terminou, pois sou o homem dos seus sonhos. Eu não tenho braços, logo não posso te bater. Não tenho pernas, portanto não posso fugir de você. - Bom - ela retrucou - O que o faz pensar que é tão bom na cama? O COTOCO respondeu: - Eu toquei a campainha, não toquei???

Um comentário:

Michel Mestrao disse...

Grande Mestrao!
Como jah tinha te escrito no email, a ideia do blog eh otima. Voce tem talento pra escrever, mestrao! Parabens mesmo!
Um grande abraco
Michel Mestrao