sábado, 27 de agosto de 2005

Ao contrário de ontem, vivenciei nesta sexta-feira algumas experiências “inéditas”. O que relato hoje neste blogger ocorreu na escola de ensino médio em que trabalho e não em uma universidade pública, onde, acredito, nunca sentiria o que eu senti hoje. No dia de hoje foi promovido, em todas as escolas da rede pública estadual, um tal de “Agita galera”. Foram programadas atividades esportivas (futebol e aeróbica) e dança, privilegiando a participação dos alunos (a isso chamam de “protagonismo juvenil”). Inicialmente, todos os alunos dançaram e se divertiram muito com a ginástica aeróbica. A professora Soninha (de Educação Artística) e eu fomos “escalados” para ficar ao fundo do palco e observar os alunos mais dedicados, para que os mesmos pudessem ser premiados ao final do evento. Obviamente, o sentimento que brotou em ao ver todos aqueles alunos, chacoalhando seus corpos em perfeita sintonia com o ritmo da música, sem qualquer inibição, é meu “conhecido” de longos anos. Ocorreu-me, mais uma vez, quão tímido eu sou... Realmente o fato de não saber dançar sempre me incomodou muito, visto que a impressão de estar sendo ridículo enquanto danço praticamente bloqueia qualquer tentativa de movimento... O sentimento a que me refiro é fruto da relação aluno-professor fora da sala de aula. Confesso que me senti emocionado ao ver o carinho que os alunos têm por mim e a maneira como me tratam. Em um determinado momento, as meninas estavam insistindo que eu fosse dançar forró no palco (mesmo após meus protestos e avisos do inevitável “mico”) e os rapazes me puxando para jogar futebol... Não foi apenas isso: em todos os momentos aparecia algum aluno para conversar comigo quando eu estava sozinho. Em resumo: senti-me amado. Um amor diferente (e olha que amor é o que não me falta nessa vida!) e que, ao que tudo indica, eles sentem em mim também. Caso contrário, as coisas teriam sido muito diferentes. Tive, nessa manhã, a impressão maravilhosa de estar caminhando no rumo certo. Finalmente, após quase um ano lecionando, sentir-me um professor de verdade... À tarde, ares diferentes. Lá estou na universidade a ajudar a Marcele a preparar o seminário. Mal sabia eu que a apresentação dela será na próxima sexta-feira. Isso porque eu lhe disse que gostaria de ver uma prévia da apresentação com um mês de antecedência. Acho que deve ser mal de todo mineiro. Meu Deus... Bom, não resta muito a fazer. É rezar bastante, cruzar os dedos e ter bastante fé que ela não vai “gaguejar” por causa do nervosismo. Afinal, o seminário está “apresentável”. Falta agora ela caprichar e treinar bastante para não permitir que a ansiedade lhe cause problemas.. Este blogger recebeu hoje a visita da Cristiane Grael, amiga de laboratório e colega de pós-graduação. A “Cris Grael” (como todos a chamam) é professora da Universidade Federal de Diamantina. Ela e o Fernando (outro “brother” de pós-graduação) são casados. Tive hoje a notícia que ele foi aprovado em concurso público e agora também é professor da mesma universidade. Parabéns a vocês dois! Desejo-lhes todo o sucesso do mundo! Vocês são pessoas de bom coração e merecedoras desta bênção que, bem sei, era o que vocês mais têm desejado da vida (pelo menos nos últimos anos...) E obrigado pela visita! Ao final deste dia tão feliz, tenho algo muito triste a relatar. Em uma de minhas reflexões, notei que o pessoal da moradia estudantil de Ribeirão Preto praticamente não envia mais e-mails. De fato, NINGUÉM que mora atualmente lá na casa 12 escreveu-me nos últimos 4 meses! Aqueles que têm visitado este blogger não fazem idéia do quanto é doloroso para mim escrever isso, já que enxergava o pessoal da moradia, com quem vivi tantos anos, como verdadeiros irmãos. Há muito tempo tenho evitado admitir que “Os amigos são como amores de verão: existem apenas durante uma estação de nossas vidas e depois caem no esquecimento...”. Contudo, a julgar por este “esquecimento coletivo”, vejo que me este pensamento é uma verdade, por mais dura que pareça ser. Não me esqueço de ninguém mas, novamente, fui esquecido. E todos sabem: a gente não pede pra ninguém ser nosso amigo... Ainda bem que os amigos de verdade (acho que não somam duas mãos...) não nos abandona e não nos esquece jamais. Esses, sim, merecem um lugar no coração. Obrigado, meus verdadeiros amigos!
Túnel do tempo. Esta criança da foto é uma das mais lindas que eu já vi em foto. Digo, com orgulho, que ainda tenho um pouco aqui comigo...
Mensagem do dia. Eficientes físicos Em 2004, após as olimpíadas em Atenas, aconteceram as para-olimpíadas, que reuniu 136 países. As 55 mil pessoas que lotavam o estádio puderam se emocionar com a garra desses atletas muito especiais. O Brasil foi representado por 98 atletas. No desfile, Caco, o nadador brasileiro, que teve paralisia infantil, entrou sentado na cadeira de rodas com a bandeira brasileira na mão e um sorriso no rosto. Outro atleta, mesmo com uma perna mecânica, entrou sambando. A recordista mundial de arremesso de peso, Rosinha, que teve uma perna amputada aos 14 anos após ser atropelada por um caminhão, desfilou feliz. Segundo ela, a alegria estava em poder estar ali, representando o seu país, como uma atleta campeã. O judoca Antônio Tenório esteve lá para tentar a sua terceira medalha de ouro. Aos 13 anos, numa brincadeira com estilingue, um de seus olhos foi atingido por uma mamona. Perdeu a vista. Aos 19 anos ficou completamente cego, após deslocamento de retina do outro olho. E lá estavam também países pobres. Como Ruanda, cujos atletas, ao invés de bengalas, entraram utilizando pedaços de madeira. Uganda foi representada por apenas cinco integrantes. Um deles era uma mulher com dificuldade de locomoção. Ela foi, literalmente, empurrada pelo estádio inteiro, que celebrou cada passo dessa atleta, que já começou os jogos sendo uma vencedora. Também estiveram lá países como Iraque e Afeganistão. Nada de guerra. A paz reinava no coração daquela gente. Os atletas para-olímpicos trouxeram muitas medalhas para o Brasil. Cada vez que a bandeira brasileira era içada e o hino nacional executado era a demonstração de que tudo é possível àquele que crê. Os deficientes físicos nos ensinam o verdadeiro valor que tem a força de vontade. Eles restauram a sua saúde ao afirmarem que nada vai lhes impedir de ver o mundo, mesmo sendo cegos. Eles podem ver a vida de outras formas. Podem contar com alguém que será seus olhos. E os deficientes auditivos podem ouvir o som da vida na canção do amor ao próximo que os trata com carinho. Os deficientes não estão presos a cadeiras de rodas. Estão livres para sonhar que cada dia é uma dádiva, que cada dia vão conquistar algo novo. Eles nunca desistem, porque têm sempre algo novo para ser conquistado, para melhorar e aperfeiçoar em si. Enfim, eles nos mostram que podem ser mais lentos, mas já chegaram na nossa frente, porque estão vencendo a si próprios. A montanha deles é mais alta do que a nossa. A conquista deles pode demorar um pouco mais, mas será a maior das conquistas. Você sabia que o Brasil tem 26 milhões de pessoas portadoras de algum tipo de deficiência? E que, a cada ano, surgem 10 mil novos deficientes? São pessoas que se envolveram em acidentes de carro ou arma de fogo, principalmente. Cada deficiente físico pode ser considerado como uma rocha onde as ondas das dificuldades se chocam e são transformadas em combustível. Tudo em busca de um objetivo maior, que é se superar a cada dia de suas vidas. Aprendamos com eles.
Frase do dia. "Muitas pessoas são educadas o bastante para não falar com a boca cheia, porém não se preocupam em fazê-lo com a cabeça vazia." (Orson Welles)
Piada do dia. Diga-me o que guias, que eu direi...
OPALA: Sinistro: Geralmente quem tem um "Opalão" tem também um trabuco (revólver) no porta-luvas. Nunca arrume encrenca com um cara que está atrás do volante de um Opala. As placas mais comuns destes carros tem origem de Guarulhos.
GOL/VOYAGE/SAVEIRO: Machão: O cara que tem um destes carros se acha... Rebaixa a suspensão, coloca umas rodas que as vezes vale metade do preço do carro e sai na rua pensando que está dirigindo, no mínimo, um Porsche.PASSAT (modelo antigo): Mano: O indivíduo que possui um "passatão" é geralmente um rebelde: Primeiro o cidadão coloca a logomarca da Audi e depois aquele adesivão do Racionais MC's por cima do insulfim G5 e não contente utiliza também: "Vai pensando que é boy..."CHEVETTE: Mano 2: Além das características do caro amigo acima, esse geralmente coloca um escapamento que faz mais barulho que um Lamborghini. OMEGA: Boy a fria: Como o preço destes carros hoje são equivalente ao do Fiat Uno, esses malucos são aqueles que tiram as molas do carro e colocam o banco do motorista quase no porta mala. Além disso, colocam aquele adesivo: "Quem gosta de motorzinho é dentista" - é o preferido dos "caras" da Z.L. SANTANA: Véio: Sem comentários... é carro de tiozinho que fica jogando dominó na praça ou milho para os pombos. UNO: Muquirana: É o popular dos populares. Caras que compram um carro deste porte, geralmente são aqueles que colocam R$ 5,00 de gasolina e querem andar o final de semana todo. Para equipar os possantes chegam a utilizar coisas grotescas como calotas de Mercedes ou derivados.
GOLF/ASTRA: - Dois tipos: Boy (se o modelo for novo) ou Mano 3 (se for o modelo velho) - No primeiro caso, os caras abalam na madrugada e ainda pega todas as minas "gasolina" que preferem mais estar no carro do que com o cara; e no segundo caso, como nos outros descritos acima, o cara se acha e geralmente tem placa de Osasco. Em ambos os casos, o cara juntou tudo que tinha só para possuir um carro desses e de quebra ainda deve um leasing de 100 suaves parcelas.
S10/DAKOTA/RANGER: Inferiores sexualmente: Como diz a lenda: homem que tem caminhonete geralmente possui um membro pequeno. Outra característica importante é que 90 % destes cidadãos gostam de ouvir música country e andam com chapéu de cowboy (às vezes de touro) e calças apertadas com cinto de fivela e camisa xadrez. Também é o veículo preferido de executivos que nunca sequer pisou na terra, mas gosta de uma condução imponente. Na maioria dos casos, é igual ao proprietário do Golf ou do Astra, deve o carro quase inteiro.
206/CLIO/C3: Metrossexuais: Aqueles que possuem esse tipo de veículo geralmente pega a mulherada porque elas gostam mais do carro do que do cara e eles acham que estão abalando. Geralmente são torcedores do São Paulo.
FUSCA / BRASÍLIA / 147 - Gaviões - Não precisa falar mais nada. Quando o Timão ganha um jogo, essa passa a ser a maior frota circulante da cidade. Muitas vezes os turrões amarram uma bandeira do time no teto do carro para não deixar os ferrugens a mostra.
FOX/CROSSFOX/ECOSPORT : UI UI UI: É o carro preferido dos travecos por ser "compacto para quem vê e GIGANTE para quem sente". Percebe-se que a cada ano aumenta a quantidade de boyolas na passeata da Av. Paulista e incrivelmente aumenta junto a venda destes carros.
CELTA: Moderninho: É o típico carro daqueles homens que não tiram o plástico do banco mesmo depois do carro ter virado o velocímetro. Esse veículo também é muito visto sendo guiado por aqueles caras que usam camisetas do Superman ou estilo "Seu Madruga" e cabelo despenteado.
CLASSE A/SCENIC/PICASSO: Enganadores: São seres humanos com pinta de uma coisa, mas na verdade são outra. Tipo do cara que é arquiteto ou designer de interiores e se apresenta como engenheiro de construção civil. KOMBI: Dá-lhe porco: São as preferidas dos palmeirenses por parecer um chiqueirinho. Também é muito utilizado por caras que não ligam a mínima para o veículo. A maioria tem uma chave de fenda como instrumento para deslocar os vidros laterais e são cheias de massa.
CORSA/KA/PALIO/FIESTA/ESCORT: Normalzinho: Esse é o carro do cara que possui pelo menos 10 características distintas (uma de cada grupo acima), mas por não ter personalidade definida, mistura de tudo e quando mulheres, normalmente gordas. Na rua você vê esses carros com aerofólio; luz de neon e todo adesivado; como também vê velhinhos aposentados e por que não as mulheres que por não ter muita noção de trânsito preferem esses carros, afinal não quebram tanto e cada batida não sai por mais de uns trocados.

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