quinta-feira, 25 de agosto de 2005

Está decidido: mudarei o horário de atualização deste blogger. Meu corpo está muito cansado, fruto das horas de sono perdido. Assim sendo, não terei mais como comentar como foi o meu dia inteiro, mas apenas parte dele. A Ivani, coordenadora da escola pública em que leciono (E. E. Edda Cardoso de Souza Marcussi), aqui em São Joaquim da Barra, visitou este blogger e disse que não consegue ver-me como “doutor” (não sei se todos sabem, mas concluí o doutoramento em Química em fevereiro deste ano). Confesso que também não me considero um “doutor” e, pra ser sincero, acho que nunca me considerarei, embora algumas pessoas conheçam o sacrifício que fiz para obter este título. Sou uma pessoa comum (não vou usar o termo “normal” pois sei que alguns irão discordar...). Falo palavrões, conto piadas sujas, dou gargalhadas em alto volume e, embora procure sempre tratar todos com educação, não sou conhecedor de muitas “boas maneiras” nem tampouco praticante das poucas que conheço. Também não me preocupo em utilizar “s” nos finais das palavras, mesmo quando em sala de aula, muito menos fico corrigindo as pessoas que não usam o vocabulário adequado, pois odeio que me corrijam. Para vocês entenderem o que eu quero dizer, um colega de futebol corrigiu-me em uma ocasião quando eu pronunciei “forgo”. Este colega começou a rir e faltou apenas chamar-me de analfabeto!!! Perguntei-lhe então por que a palavra “fôlego” (segundo ele, essa era a pronúncia correta) levava o acento circunflexo. Ele riu novamente e, ao invés de apontar que tratava-se de uma palavra proparoxítona (todas elas são acentuadas), disse que a palavra não levava acento algum... Por outro lado, a banca da defesa de doutoramento, constituída por professores da USP, Unesp e UFSCar, altamente gabaritados, disseram que eu possuo a fala e a escrita acima da média. Isso mostra que, embora eu tenha condições de falar corretamente, eu prefiro ser “eu mesmo” a maior parte do tempo e ser “doutor” apenas quando for “imprescindível”. Também não me importo muito com a qualidade das roupas que visto, mas procuro sempre andar bem limpo e perfumado. É bem verdade que eu gostaria de ter um guarda-roupa um pouco mais farto, mas se existe qualquer outra coisa que preciso fazer, deixo a compra das roupas para segundo plano. Minha amiga Ivani também me pediu para comentar sobre a minha experiência como professor da rede pública. Eis aqui um assunto extremamente delicado de se escrever, principalmente porque eu sei que a diretora da escola (a professora Lâmia, uma das pessoas mais “chiques” que conheço) irá visitar esse blogger... Pois bem. Serei breve mas sincero: ser professor sempre foi meu sonho e acredito que o concretizarei algum dia (ainda não me considero um professor de ensino médio...)
O ambiente do ensino médio da rede pública é muito agradável. Tive a sorte de encontrar pessoas muito boas por lá, desde as secretárias (Juliana, Ângela, Rosa e Regina) à diretora (professora Lâmia) e a vice-diretora (Jacira). O relacionamento com os demais professores também tem sido muito saudável. Além de proporcionar momentos de descontração, os seus relatos têm me ajudado a enxergar que estou no caminho certo. Será que eu chegarei lá algum dia?
Aproveito esse espaço para deixar um abraço para a Ivani, para a Adriana, para a Eliane e para a Marcele. A Adriana e eu fizemos a graduação juntos e, embora troquemos e-mails, nunca mais nos encontramos. A Eliane, uma amiga de pós-graduação, atualmente está nos Estados Unidos fazendo pós-doutorado. A Marcele é aluna de pós-graduação em Franca. Eu sou o (des)orientador dela... Abração a todos e obrigado pela visita! Túnel do tempo. Nas fotos de hoje, eu já havia completado meu primeiro ano de vida. Vejam só como eu já era grande! Na foto colorida é possível ver como minha bochecha rosada. Minha família dizia que eu era “corado” por natureza... Para variar, novamente estava na casa da vovó Maria vovó materna). Gostaria de colocar uma com os avós paternos, mas a vovó Lourdes disse que não tem alguma... Também pudera: com tantos netos... Mensagem do dia. Para o melhor amigo, o melhor pedaço Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade. Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira lata branco e preto que atendia pelo nome de malhado. Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou outro alimento qualquer. Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras. O mendigo era conhecido como um homem bom que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade. Não tomava bebida alcoólica e estava sempre tranqüilo, mesmo quando não recebia nada de comida. Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que precisava alguém lhe estendia uma porção de alimentos. Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava. Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava esperando por mais um pouco. Não tinham onde passar as noites; onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do ribeirão. Ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte. Aquela figura era intrigante, pois levava uma vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor. Certo dia, um homem, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas, foi bater um papo com o velho mendigo. Iniciou a conversa falando do malhado, perguntou pela idade dele, mas Serapião não sabia. Dizia não ter idéia, pois se encontraram num certo dia, quando ambos perambulavam pelas ruas. Nossa amizade começou com um pedaço de pão disse o mendigo. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais. Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso. Como vocês se ajudam? Perguntou. Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode. Continuando a conversa, o homem lhe fez uma nova pergunta: Serapião, você tem algum desejo de vida? Sim, respondeu ele, tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que tem na lanchonete da esquina. Só isso? Indagou. É, no momento é só isso que eu desejo. Pois bem, disse-lhe o homem, vou satisfazer agora esse grande desejo. Saiu e comprou um cachorro quente e o entregou ao velho. Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o malhado, e comeu o pão com os temperos. O homem não entendeu aquele gesto, pois imaginava que a salsicha era o melhor pedaço. Por que você deu para o malhado, logo a salsicha? Interrogou, intrigado. Ele, com a boca cheia, respondeu: “para o melhor amigo, o melhor pedaço.” E continuou comendo, alegre e satisfeito. O homem se despediu de Serapião, passou a mão na cabeça do cão e saiu pensando com seus botões: aprendi alguma coisa hoje. Como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar. Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal. Jamais esquecerei a sabedoria daquele mendigo. E você, que parte tem reservado para os seus amigos? Frase do dia: "Mesmo que vivas um século, nunca deixes de aprender." Piada do dia. Mentirinha milionária
Um sujeito entra na casa de loterias, para jogar, mas estava em dúvida sobre os números que deveria escolher. Vendo a moça no balcão, pergunta: - Olhe, queria jogar, mas estou com dúvida sobre os números que devo escolher....Pode ajudar-me? - Claro, responde ela. Vamos lá....Por exemplo, diga-me quantas vezes você já viajou? - 4 vezes. - Muito bem! Agora, diga-me quanto filhos tem. - Dois. - Ótimo, quantos livros leu este ano? - 5 livros. - Certo... Quantas vezes fez amor com a sua mulher? - Caramba, isso é uma coisa muito pessoal - diz ele. - Mas, você não quer ganhar na loteria? - 'Tá bem... 2 vezes por semana. - Bom....Agora que já temos confiança um com o outro, diga-me quantas vezes já deu a bunda? - Que é isso?! - brada o homem. Sou muito macho! - OK! Não fique chateado... Então, zero vezes. Assim, já temos todos os números: 4 2 5 2 0. O sujeito faz o jogo e, no dia seguinte, a primeira coisa que ele faz é conferir, no jornal, o número. Vê, com espanto, que o número ganhador é o 4 2 5 2 1 e, cheio de raiva, comenta: - Porra! Por causa de uma mentirinha de merda, não estou milionário!!!

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