quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Putz, que correria! Acordei na terça-feira cedo e já preparei as coisas para ir à Ribeirão Preto. O objetivo era conversar com o Betão para acertar os detalhes do projeto de pesquisa que irei escrever para conseguir verba junto à Fapesp (instituição estadual que financia a maioria das pesquisas desenvolvidas, juntamente com a Capes e o CNPq). Foi uma conversa muito proveitosa. Acabei passando ontem e hoje fazendo levantamento bibliográfico na internet. Vocês não imaginam como dá trabalho... Foram mais de 100 artigos, baixados um a um... Haja paciência!
É sempre muito bom retornar ao laboratório onde fiz pós-graduação. Sinto, na maneira como todos lá me tratam, que existe um sentimento de saudade mútuo muito saudável. A primeira pessoa com quem conversei foi com o prof. João (o professor que foi meu orientador no mestrado e no doutorado). A minha gratidão por ele chega a ser um sentimento quase de filho para pai... Gosto muito de conversar com ele, pois embora seja um professor titular (o grau máximo dentro do regime da USP) e de renome no meio científico, a gente acaba sempre dando umas risadas...
O Paul (aquele meu amigo inglês) estava por lá. Talvez seja impressão, mas eu o senti diferente desta vez. Não apenas eu, mas também a Viviane (a namorada dele) havia mencionado algo de estranho no comportamento dele. Mesmo o Betão, que tem toda a paciência do mundo, estava "pegando ar". De fato, manifestações de egoísmo, de extremo individualismo e de falta de humildade são capazes de estragar qualquer relacionamento, seja ele amoroso, afetivo ou simples amizade. Nem tive muita oportunidade de conversar muito com ele (mesmo porque o meu vocabulário está cada vez mais "pobre", o que me força a ficar balançando a cabeça em sinal positivo, como se fosse uma vaquinha de presépio. Na terça, o Betão e eu levamos ele para almoçar na Cantina da Elaine, onde se pode comer comida caseira à vontade por R$6,50. O pior foi que ele não gostou de almoçar lá; hoje quis almoçar na Cantina da Química. Eu, logicamente, não fui.
Como tinha planejado, eu fui almoçar com o Sakamoto. Eis ali um grande amigo que ficará marcado para sempre... Às vezes eu fico pensando como eu e o japonês, com quem tive cada "arranca-rabo" no início da pós-graduação (ele chamava a atenção de todo mundo, como se fosse chefe do laboratório) fomos nos tornar grandes amigos... Ele está se mudando para Campo Grande -MS, sua cidade de origem. Eu torço muito por ele e vou sentir muita falta dele. No laboratório, a maioria das boas lembranças tem a participação dele. Sempre muito prestativo ee quieto, sempre fazia o que estivesse ao alcance para ajudar todos, mesmo aqueles que o queriam ver pelas costas (e olha que tinha gente que conseguia querer mal...) Boa sorte na viagem, Sakamoto! E não se esqueça nunca dos amigos...
Na moradia, encontrei o Gláucio, o Pancinha, o Ricardão, o Ademar, a Ana, a Márcia, a Juliana e duas meninas novatas muito legais, mas que não me lembro o nome agora. Dormi no chão do quarto do Gláucio e do Pancinha. Deitamos cedo, mas fomos dormir mesmo já era quase 2h... A gente começou a jogar conversa fora e aí... Bom, aí nunca sai nada que preste mesmo... E as risadas foram brotando aos poucos... Resultado: perdi o sono...
Encontrei também o Beto (não é Betão, é o Beto - esse é outro). Fiquei muito feliz com a atenção que ele me dispensou. Mostrou-me, inclusive, o laboratório novo dele. Realmente é uma pessoa muito gente boa emuitíssimo. com quem espero manter contato para a realização de trabalhos no futuro.
As aulas da universidade foram boas. Hoje, particularmente, fiquei muito feliz. Eu tentei falar "direito", usar termos cientificamennte corretos e tentei ser didático ao mesmo tempo. Parece que deu certo!
Mensagem do dia. Música de amor Lester era filho de um pastor de uma pequena cidade. Seu pai não lhe legou dinheiro, mas lhe deu uma sólida educação em que os valores da autoconfiança e da determinação incessante se aliavam à alegria dos aspectos criativos da vida. Lester amava a música e para pagar aulas de piano com um professor ele cortava lenha. Os anos da depressão americana puseram fim aos estudos na faculdade e à sua carreira musical. Aos 30 anos ele se casou com sua namorada, Frances e os dois deram início à doce harmonia doméstica de um pequeno lar e uma família. O interesse de Lester pela música nunca cessou. Sempre que podia, ele ouvia e estudava os grandes compositores clássicos. No entanto, ele não tinha muitas oportunidades de exercitar os seus talentos. Com muitas contas para pagar e a perspectiva de aumentar a família, ele nem podia pensar em adquirir um piano. Em 1942, foi convocado para a guerra e enviado para lutar na Europa. Todos os dias, em meio aos horrores da guerra, Lester encontrava tempo para escrever para sua querida Frances. Sentia saudades dela e do "homenzinho", forma como se referia ao seu filho recém-nascido, que morava na "pequena mansão", um título pomposo dado à sua casa modesta. Aquela correspondência, tão valiosa e cuidadosamente guardada, era lida e relida por Frances, que todos os dias aguardava, ansiosa, a chegada da próxima carta. Lester remetia todo o dinheiro que podia para sustentar sua jovem família, e Frances trabalhava meio período como enfermeira para complementar o orçamento. A economia era a nota constante. Ela comprava somente o suficiente para as necessidades básicas e com suas orações pedia proteção continuamente para o seu marido. A guerra terminou e a Europa voltou a ser um lugar seguro para viver. No mês de março de 1946, Lester retornou para os seus familiares na "pequena mansão". Uma grande surpresa o aguardava. Uma verdadeira dádiva de amor. Frances guardara todos os cheques que ele enviara para alimentar sua pequena família. Ela os economizou e juntou cuidadosamente para comprar um presente que alimentaria a alma do seu amado. Renunciando ao próprio conforto, Frances poupou quase tudo a fim de comprar um piano para ele. Na verdade era uma espineta, um antigo instrumento de cordas semelhante ao cravo. Mas para Lester era o melhor e o mais belo piano de concerto do mundo. Ele era o saldo da renúncia máxima de uma mulher. O piano de Lester ainda hoje é um símbolo de amor permanente. Seus netos o guardaram com zelo e quando se sentam para tocá-lo têm a sensação de que trazem de volta à vida a história da família. É como se retornassem a ouvir o velho avô tocando canções de ninar para seus filhos, sinfonias arrebatadoras de Beethoven para a sua avó e músicas alegres para dançar. Cada nota do instrumento transmite o amor que Frances e Lester sentiam um pelo outro, pelos filhos e pelos netos. Eles partiram para a espiritualidade mas legaram aos seus amores uma lição imortal: a do amor que supera a amargura, a distância, o tempo e a vida física. São necessárias duas pessoas para haver aconchego. Mantenha sempre uma expressão agradável no rosto. Ele é o espelho onde seu amado deve se refletir. Cantar atrai mais afeição do que gritar. Finalmente, pense: quando você tem amor no coração qualquer pessoa a seu redor encontra alegria em sua presença.
Frase do dia. Defeitos não fazem mal, quando há vontade e poder de os corrigir.” (Machado de Assis)
Piada do dia. Como explicar sem ofender.
Um homem de 85 anos estava fazendo seu check-up anual. O médico perguntou como ele estava se sentindo:
- Nunca me senti tão bem - respondeu o velho. Minha nova esposa tem 18 anos e está grávida, esperando um filho meu. Qual a sua opinião a respeito doutor?
O médico refletiu por um momento e disse:
- Deixe-me contar-lhe uma estória: eu conheço um cara que era um caçador fanático, nunca perdeu uma estação de caça. Mas, um dia, por engano, colocou seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um urso repentinamente apareceu na sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da mochila, apontou para o urso e...BANG.............. o urso caiu morto.
- HA! HA! HA! Isto é impossível - disse o velhinho - algum outro caçador deve ter atirado no urso.
- Exatamente!

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