sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Como a Dayana deduziu algum tempo atrás, quando eu não atualizo o blogger com freqüência é porque “o bicho tá pegando”. Faz mais de uma semana que não tenho tido tempo pra nada... Só tenho saído de casa para ir ao clube nadar. Mesmo assim tenho nadado míseros 500 m e já volto correndo para casa. Vou mesmo só para aliviar a dor mas é só ficar sentando uns 20 minutinhos que lá está ela incomodando novamente... É por isso que eu tenho optado por nadar nos finais de tarde, mas tenho que confessar que não é nada fácil lidar com a baixa temperatura da água nesse período do dia. Mas fazer o que, né? Como diz o meu pai, “É a necessidade que faz um homem”.
Como havia mencionado nas últimas postagens, fui convidado a escrever um capítulo de um livro em inglês. Dizem que ter um capítulo em livro é muito importante para o currículo e, seguindo essa linha de raciocínio, aceitei “entrei de sola”. Pra dizer a verdade, acabou sendo uma responsabilidade enorme por causa do tempo... Afinal, não está sendo nada fácil conciliar a correção das provas de final de bimestre, a redação da minha parte do capítulo (que precisa ser entregue até na próxima quarta-feira) e o fechamento das notas no ensino médio. Pra completar, preciso ainda corrigir o resumo do trabalho que a Marcele e eu vamos enviar para um congresso lá em Minas Gerais.... Dá desespero só de começar a pensar...
Farei um resumo (não sei se tão breve...) das minhas “aventuras” desde que postei a última mensagem.
Na quarta-feira (21 de setembro) eu trabalhei como um louco para tentar escrever o capítulo do livro. Admito que não fiquei satisfeito com o que tinha escrito e já sabia que o Betão também não ia aprovar... Não era pra menos: eu mesmo achava que tinha “feito nas coxas” (como dizem por aí) por causa da falta de tempo... À noite apliquei prova ao pessoal do 3o. ano e no segundo horário fiz revisão de Química Orgânica I com o pessoal daquela classe que, conforme mencionei, está encontrando certa dificuldade com a matéria.
Na quinta-feira (22 de setembro), levei o carro da Débora ao mecânico para consertar um vazamento de óleo que há muito estava preocupando. À tarde, levei-a ao médico em Ribeirão Preto para exame de rotina de uma cirurgia feita no início do ano. Coisa bobinha, apenas acompanhamento. Graças a Deus estava tudo certo e nós ainda tivemos tempo de comer uma batata recheada no shopping! À noite, não fui dar aulas no ensino médio.
Na sexta-feira (23 de setembro), dei aulas apenas no período da manhã. Optei por abonar as aulas da noite, para poder concentrar-me no capítulo do livro. Senti que estava inspirado naquele dia, portanto quis aproveitar. Até que o trabalho rendeu bastante. O problema foi que eu acabei não saindo de casa, nem mesmo pra ver a Débora... Que droga!
Sábado (24 de setembro) foi um dia “chato”. O céu estava fechado, completamente branco. Não havia nuvens de chuva nem tampouco o sol nem deu as caras. Fiquei em casa estudando até a hora do almoço. Dei apenas uma saída para ir ao Mauro (o mecânico) pra ver o que ele tinha feito no carro da Débora para eliminar o vazamento. No horário do almoço, assisti ao “X-men 2” que tinha baixado pela internet. Puta filmaço! A versão que baixei era dublada em espanhol. Eles chamam a “Tempestade” de “Tormenta”. Quase morri de rir quando ouvi a tradução! À tarde joguei futebol (acreditam que eu fiz 4 gols e levei um "frago" debaixo das pernas?) À noite fomos a um churrasco na casa da avó da Márcia (aquela amiga da Débora lá de Sertãozinho). Foi um programa muito divertido. O pessoal estava animado mas sem alterações por causa do álcool. O clima estava bem descontraído. Valeu muito a pena!
No domingo (25 de setembro) fiz pouca coisa do que tinha planejado mas consegui, pelo menos, jogar futebol no clube aqui perto de casa. Como não tinha nadado no sábado, joguei até às 12h e pulei na piscina para aliviar as dores que normalmente atormentam em plena segunda-feira. À tarde, fomos com o pessoal do churrasco tomar sorvete na lanchonete do posto da entrada da cidade. Foram conosco a Márcia, o Rogério (namorado dela), a Rita (tia dela) e a Cássia (colega da tia dela). Novamente foi um bom programa. A Lâmia, diretora da escola onde leciono, apareceu por lá e conversou um pouco conosco. Após nos despedirmos, levei a Débora para casa e fui dormir mais cedo.
Na segunda-feira (26 de setembro) tive aulas no colégio na parte da manhã. Como sempre faço, saio “voando” lá da escola para chegar em casa e assistir ao “X-men: evolution”, uma série que passa no SBT. E eis que quando chego em casa minha mãe não estava e eu tinha ficado para fora... Eu levo comigo a chave do portão, do meu quarto e da cozinha. Aconteceu que a minha mãe esqueceu a chave da cozinha na fechadura e eu não conseguia abri-la... Ninguém faz idéia de quão nervoso eu fiquei. Confesso que tive vontade de arrombar a porta. Acreditem ou não, a minha raiva era mais pelo desenho que pela fome propriamente dita... É isso que dá começar a acompanhar essas sérias. Acho que estou me tornando o adolescente rebelde que nunca fui... À tarde, corrigi apenas algumas provas e à noite apliquei provas na universidade.
A terça-feira (27 de setembro) foi um dia terrível! Eu preferiria esquecer o que aconteceu, mas não posso porque tenho que aprender a ter mais atenção quando se fala em dinheiro. O fato é que eu andei aprontando uma confusão com uns chegues pré-datados e acabei tendo o meu nome no CERASA. Sabem por quê? Cheque sem fundo! Imaginem só: eu, caloteiro! Que vergonha! O pior de tudo é que, sendo final de mês, nem dinheiro para ir limpar o meu nome no banco Falei com o Betão umas quatro vezes pelo telefone. Ele estava num congresso e me pediu para enviar alguns arquivos para ele. A boa notícia é que ele disse que estou escrevendo a minha parte do capítulo do livro mais ou menos do jeito que ele esperava. À noite, no ensino médio, um aluno (o Lucas, do 2o. C) do ensino médio partiu pra agressão físicade uma aluna (a Maiara, da mesma classe) que o tinha chamado de viado. Tive que Lá vou eu bancar uma de “turma do deixa-disso”...
O que marcou a quarta-feira (28 de setembro) foi uma discussão entre a minha irmã e meu primo Frederico. O Frederico estava em Ituverava, na faculdade, e minha irmã aqui em casa. Os dois acabaram brigando por causa de uma mensagem no celular. Ele disse alguma coisa que ela não gostou e escreveu um e-mail enorme muito puto com uma discussão que o meu pai teve com a mãe dele (detalhe: os dois são irmãos...) Minha irmã respondeu algumas coisas e ele ligou no celular dela, soltando os cachorros. Nem sei se eles voltam a conversar mais... O PHODA é que eu tive que ficar tentando acalmar os nervos da minha irmã e do meu primo e, com isso, acabei não terminando de corrigir as provas que precisava ter corrigido...
Na quinta-feira (29 de setembro) viajei à Franca para (des)orientar a Marcele. Nós tínhamos que empacotar uma coluna com sílica (putz, lá vem os termos técnicos) para fracionar uma amostra. Eu não estava num bom dia, pois fui conseguir deixá-la “decente” apenas na terceira vez. Fui tentar instalar um programa para edição de espectros de RMN no computador do Wilson e acabei fazendo “caca”: cliquei em um dos arquivos do disquete e o arquivo sumiu... No final das contas, passei o dia todo “assistindo” a Marcele trabalhar, enquanto eu podia ter feito um milhão de coisas se estivesse em casa. Algum dia eles ainda vão mudar esse tipo de regime de trabalho... À noite, passei todas as aulas fechando as médias.
Na sexta-feira (30 de setembro) tive alguns “arranca-rabos” com os alunos do período da manhã. Enquanto fazia as médias, eles ficaram todos ao meu redor, querendo influenciar no resultado. Pior que isso foi o rapaz que disse que “os pontos de alguns valem mais que os de outros”. Respondi apenas: “Tome cuidado com o que você fala” Também não era pra menos: era a última aula e eu já estava de saco cheio! Sabem por quê? Porque eu tinha recebido alguns bilhetes para um sorteio de brindes no dia das crianças e dei para as alunas mais aplicadas da sala. Os alunos, obviamente, me chamaram de puxa-saco. Será que eu fiquei nervoso ou não? À tarde comecei a dar os últimos retoques no capítulo do livro. Corrigi algumas provas e enviei as notas para a Ana Cláudia fazer as médias e digitar. Nadei no final de tarde e fui à escola à noite. Lá fiquei até às 22h30min apenas cumprindo horário, porque a maioria dos alunos mesmo nem apareceram na escola. Acabei não me encontrando com a Débora, pois ela estava muito cansada e tinha que acordar cedo no sábado...

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Ando sem tempo para tudo. Minha vida tem se limitado ao trabalho, apenas. Quando saio de casa para não trabalhar, ou vou ao clube para nadar (tenho sido forçado a fazê-lo diariamente, por causa do bico-de-papagaio) ou então vou à casa da Débora. Em função das provas bimestrais na universidade, o tempo ficou ainda menor. Acho que ficou fácil de perceber isso, pois o blogger não tem sido atualizado com aquela freqüência do início. As mensagens, piadas e fotos também sumiram...
Confesso que eu não estava me importando muito. Afinal, quem iria se interessar pela minha vida? Eis que a Dayana me envia um e-mail deduzindo (como é esperta aquela baixinha!) que ando muito ocupado, já que eu não ando atualizando o blogger...
Vou, então, postar um resumo dos meus últimos dias.
Sábado, 17 de setembro de 2005
Neste dia fui assistir à palestra de um professor que visitou a universidade. Trata-se de um renomado professor que, assim como o Wilson e eu, também trabalha com Produtos Naturais. Tivemos a oportunidade de conversar e ele deu-me muito incentivo para prosseguir com os meus planos profissionais. Também conversei com a esposa dele, que também é da área. Fiquei muito feliz e motivado. Afinal, sempre é bom receber apoio e conselhos de “gente grande de verdade”...
À noite, eu e a Débora fomos ao casamento do Clodoaldo, lá em Batatais. Clodoaldo e eu nos graduamos juntos em 1998. Na época da faculdade, ele era da “turma do fundão” e eu era um “CDF FDP”... Acreditem ou não, os e-mails que trocamos nos tornaram mais próximos e mais amigos. Eu fiquei muito feliz por ele ter trazido o convite pessoalmente aqui em casa.
A viagem a Batatais foi uma verdadeira aventura. A rodovia que liga a via Anhanguera até Batatais é perigosíssima, mal sinalizada, sem faixas e sem acostamento. Os veículos que por lá trafegam estão sempre com luzes altas. Não bastasse, nós não tínhamos a mínima idéia de onde era a igreja. Parei em um posto e perguntei pela Igreja Matriz (putz, eu tinha esquecido o convite e não lembrava o endereço!) Chegando lá, eu achei o casamento muito “grã-fino”, mas a Débora foi logo se ajeitando e disse que era lá. Ela já estava entrando na igreja quando eu resolvi perguntar de quem era o casamento. Adivinha? Não era do Clodoaldo! O cara respondeu, sorridente e orgulhoso: “È do Rodrigo, meu sobrinho” Eu e a Débora nos entreolhamos e saímos. Após tomarmos uma certa distância, caímos em risos! Precisei perguntar umas três vezes para chegar na igreja em que o casamento seria realizado – ô, lugarzinho difícil de achar! A minha sorte é que naquele dia eu estava com uma “intuição de Taidão” aguçado (Taidão, no caso, é o meu pai, que não gosta de perguntar quando precisa achar um lugar; ele vai mais pela intuição).
A celebração foi uma das mais belas a que assisti em toda a minha vida. A cerimônia foi realizada ao som maravilhoso de um violino. Que coisa linda! Já na igreja eu avistei os amigos de faculdade – Ricardão, Ricardinho, Gláucia, Robinson, Régis, Valter. Ficamos próximos do Robinson e da família dele, para que ele nos guiasse até o local da festa.
A festa foi realizada em um clube de campo. Decoração muito bonita, música muito boa. O cantor era um negão que parecia aquele cara das lojas C & A (esqueci o nome dele...) Dei um jeito de colocar os amigos em mesas próximas. Conversamos bastante.
O Robinson, que morava em Franca, mudou-se para Batatais. Está trabalhando lá mesmo, em uma fábrica de fertilizantes. Casou-se e tem dois filhos.
O Ricardinho, de Restinga, também namora há um tempão, mas ainda não se casou.
O Régis, aqui de São Joaquim, também não se casou. Ele estava acompanhado pelos pais (que, aliás, são pessoas maravilhosas!).
O Valter estava acompanhado pela mulher. Na época da faculdade, ele trabalhava na Usina Batatais. Disse que mudou-se para Catanduva e é supervisor de uma usina lá da cidade. Assim como o Robinson, também é pai de dois filhos.
O Ricardão... Bom, do Ricardão todos sabem: está terminando o Doutorado na USP de Ribeirão Preto. Também está solteiro (pelo menos é o que ele fala...)
Foi muito bom reencontrar os amigos, muito bom mesmo! A Débora disse que há muito tempo não me via sorrindo daquele jeito. Gostaria de reencontrá-los novamente, em um clima menos formal. A maioria deles pernoitou lá em Batatais mesmo, mas nós tivemos que vir embora mais cedo (0h30min).
Domingo, 18 de setembro de 2005
O barulho da chuva deu indícios de que o domingo ia ser bastante monótono. Não pude jogar futebol nem nadar. Almoçamos na casa do Tinzão (meu tio, irmão do meu pai). Bem, almoçar é força de expressão quando se fala da família Crotti. Nunca vi uma família gostar de carne desse jeito! Não tinha nem feijão – olha que absurdo! Como eu não gosto muito de carne (não tanto quanto eles...), forrei o estômago com pão-vinagrete-patê e ficou por isso mesmo. Passei a tarde com a Débora. Fomos à lanchonete do posto e lá pude reencontrar o Plínio e sua namorada. O Plínio e eu estamos juntos em 1992 (no Pedro Badran) e 1993 (na Feam-COC). Ele formou-se em Agronomia em Uberlândia e, após trabalhar na Bahia, Mato Grosso e Minas Gerais, retornou `a cidade para dar um tempo.
Na saída, encontramos com o Gracioli. O Gracioli (assim o chamo por termos feito tiro-de-guerra juntos; o nome dele é Daniel) e eu também nos graduamos juntos. Perguntei a ele sobre o casamento do Clodoaldo e ele disse que não estava sabendo. Fiquei depois refletindo... Será que ele não foi convidado ou não quis ir? E olha que eu sempre achei que ele fosse mais próximo do Clodoaldo do que eu... Isso fez-me perceber quanta consideração o Clodoaldo tem por mim... Valeu mesmo, Clodoaldo! Obrigado pela consideração!
Segunda-feira, 19 de setembro de 2005
A segunda-feira foi muito tranqüila. As aulas foram boas, sem maiores problemas. Consegui explicar, mas sem muito estresse. Já vi que não adianta forçar a barra. Uma aluna disse, ironicamente: “Eu te conheço! O senhor não é o professor Eduardo, de Química? É aquele que explica, explica e ninguém entende nada, não é?” Façam o que fizer, não mexam com o meu orgulho! Dei a melhor aula que eu podia. Olhava para a aluna o tempo todo. Ela ficou morrendo de vergonha! Todos disseram que entenderam e recebi muitos elogios pela aula. E, claro, recebi as desculpas dela no final...
À tarde, preparei prova para a turma da universidade e fiz os gráficos que a Ivani tinha pedido (aliás, deu o maior trabalhão!)
Terça-feira, 20 de setembro de 2005
Passei a manhã e a tarde desta terça-feira corrigindo as provas da universidade. Não sei o que é pior na profissão de professor: o desinteresse dos alunos ou a correção de provas. Como isso toma tempo! E eu com tanta coisa pra fazer... Só deixei um tempo pra nadar, já que não tinha nadado nem no domingo nem na segunda-feira.
Confesso que sempre me desgasto com a correção de provas. Cheguei na escola um trapo! Apesar disso, eu dei aula pra valer (dentro do possível, é claro!) Passei um resumo na lousa, expliquei a matéria e fizemos alguns exercícios e os corrigimos também. Acreditam que eu consegui o silêncio dos alunos em todas as salas?
Alguém aí pode entender por que isso acontece só de vez em quando?

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

Nesta sexta-feira pude “fazer as pazes” com aquele 1o. ano (aquele que mencionei dias atrás). Tive uma conversa muito franca com eles – acho que foi o melhor que eu poderia ter feito – e percebi que não ficou nenhuma mágoa da parte deles.. Na verdade, acho que eles estavam sentindo a minha falta... (risos)
No outro 1o. ano, que normalmente é o mais difícil de lidar, tive a oportunidade de dar boas risadas. Apesar de serem mais desinteressados, eles são mais alegres e sempre surgem situações em que eu deixo de ser professor e me torno um deles, caindo na risada! Desta vez eles apelidaram um dos colegas de Tevez (aquele argentino que joga no Corinthians). Eu perguntei se era porque ele era “bom de bola”, mas eles disseram que é porque ninguém entende nada do que ele fala. Putz, isso foi um problema, pois eu tive que ficar contendo a risada quando o tal “Tevez” dirigia a palavra a mim...
Quando entrei no 2o. ano, deparei-me com a aluna mais dedicada da classe em prantos. Dois alunos tentavam consolá-la. E sabem por quê? Porque ela queria aprender e, devido à desordem e falta de interesse dos colegas, ela não conseguia sequer ouvir os professores explicando. Aproveitei a situação e dei um puxão em orelha em todos. Afinal, a classe era considerada como a melhor de toda escola mas, de repente, parece ter-se perdido no meio do caminho.
Já o 3o. ano... Bem, aquela classe tem se tornado muito mais receptiva comigo desde que joguei para o time deles no “Agita galera” do mês passado. Acertamos um novo jogo para o próximo domingo, no mesmo local e horário. Outros alunos parece que irão também (acho que é só pra ver o professor de Química cabeça-de-bagre jogando...)
Novamente a falta de água permitiu que fôssemos dispensados mais cedo das aulas do período noturno e, obviamente, fui encontrar-me com a Débora. Desta vez fomos comer um lanche, ou melhor, dois! Rachamos um omelete e um X-tudo. E olha que fazia quase 6 meses que eu não comia um X-tudo, hein? Que delícia!

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

Nesta quinta-feira fui forçado a refletir sobre a triste realidade dos alunos do ensino médio da rede pública. A Ivani tinha pedido para que eu entregasse aos alunos do noturno um boletim informativo sobre o vestibular da Unesp. Seriam sorteados dois manuais de inscrição e duas inscrições para dois alunos daquela 3a. série do ensino médio. Entreguei-lhes também um guia de profissões para que eles pudessem analisar qual profissão eles gostariam de seguir. De súbito, ocorreu-me que a maioria deles não tinha conhecimento específico suficiente para prestar o vestibular. Um sentimento de culpa horrível assolou-me naquele momento! Afinal, será que estou realmente fazendo a minha parte? Será que estou conduzindo a situação como deveria? Enfim, será que sou um bom professor? Será que eu sou o professor que eu sempre sonhei ser? Para minha tristeza, as respostas são negativas para todas essas perguntas (pelo menos na minha concepção).
Outra tristeza, talvez ainda maior, foi ouvir de muitos alunos que eles não se interessaram em prestar aquele vestibular porque, caso fossem aprovados, não teriam condições financeiras de se sustentar na cidade para onde, inevitavelmente, teriam que se mudar. Acho que realmente preciso mudar a direção da minha vida... A sensação de que dar aulas no ensino médio não é mesmo a minha praia toma vai ganhando força a cada dia...
Devido à falta de água, as aulas foram mais curtas – apenas 30min cada. Fomos então dispensados mais cedo que de costume. Com isso, ainda tive tempo de tomar um sorvete com a Débora e desabafar o que eu estava sentindo. É, realmente sou privilegiado por ter uma companheira como ela ao meu lado...

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Tudo estava caminhando para que esta quarta-feira fosse como todas as outras, mas acabou não sendo. Como sempre faço, acordei e fui para o computador estudar. De fato, meu computador tem sido meu único companheiro a maior parte do tempo e já não sei o que faria se ele não existisse... A internet banda larga também tem contribuído muito para tornar minha volta de Ribeirão Preto menos dolorosa. Sinto muita saudade do pessoal de lá (embora ainda não saiba para quantas pessoas a recíproca é verdadeira...) e do ambiente da pós-graduação. Estar conectado 24h dá, às vezes, a impressão de que eu estou lá!
De manhã, fui ao clube (popularmente chamado de “Baixada”), do qual sou sócio desde 1988. Meu pai comprou o título para que eu pudesse ter acesso à piscina. Na época, eu tinha (apenas) desvio na coluna. Por ironia do destino, vou lá todos os dias, mas apenas para nadar e aliviar as dores do bico-de-papagaio...À tarde recebi uma ligação do Betão. Ele convidou-me para escrever, juntamente com o pessoal do laboratório, um capítulo de um livro em inglês. Alguém aí acha que eu recusei? Não tinha como, né? Com mais essa “tarefa”, eu acabei ficando “entupido” de coisas pra fazer. É tanta coisa que eu nem sei por onde começar! Só sei apenas que tenho que dar conta do recado. Como dizem, “preciso dar os meus pulos”...
À noite, as aulas na faculdade foram até que proveitosas, pelo menos as duas primeiras. Quanto às duas últimas, foi uma decepção só! Pra variar, percebi que, novamente, os alunos deixam pra estudar somente às vésperas da prova... Senti que eles estavam completamente perdidos e diziam que a matéria era difícil. Eu disse que não aceitava uma resposta dessas depois de quase dois meses de aula. Por que não disseram antes? Por que não respondem quando eu pergunto se entenderam ou não? Eu poderia ter mudado a maneira de explicar ou algo parecido! Mas não! Ao que parece, essa posição é a mais cômoda. Nem mesmo quando eu lhes dou um “esporro” a expressão do rosto deles se altera! Meu Deus! Vocês não imaginam o meu desespero quando isso acontece... O pior é que eu sei que eles não estão aprendendo e tenho plena consciência de que a culpa não é minha. Como posso ter tanta certeza? Bom, por um motivo bem simples: não basta o meu esforço e boa vontade para tentar dar uma boa explicação (e isso nunca me faltou); é necessário que eles também estudem um pouquinho para poderem aprender. Para vocês terem uma idéia, somente 4 alunos dentre os 23 da classe conseguiram nota 6 ou acima na última avaliação. E acho que vai ser assim nessa prova de novo! Relatarei aqui uma situação que me deixou muito triste.
Quando voltei ao ônibus, senti um clima pesado. Perguntei à Liliam o que havia acontecido e ela, após uma longa insistência de minha parte, disse que tinha tinha ocorrido um bate-boca por minha causa. Tentarei explicar. O fato é que eu sou o último a entrar no ônibus. O motorista do ônibus fica à minha espera para poder sair e alguém lá havia se queixado por ter que esperar “o professor” e ter que sair 3 min mais tarde... A queixa dessa aluna faz-me pensar que eu preciso mudar o rumo da minha vida o mais rápido possível. Espero que algum dia eu possa relatar aqui ao que eu estou me referindo... Não fiquem curiosos: eu lhes contarei assim que puder...

terça-feira, 13 de setembro de 2005

Posso classificar esta terça-feira como um dia “diferente”. Acordei no chão. Calma, não é o que parece! O fato é que, devido ao meu “querido” bico-de-papagaio, preciso passar parte da noite com as costas apoiadas no chão duro e com os pés para cima, apoiados sobre a cama. Por mais estranho que pareça, é uma posição relativamente cômoda. Amanheci foi muito bem! Estava disposto a nadar e a espantar de vez aquela dorzinha nas costas que restava e que me perturbou durante toda a segunda-feira. Ah, é bom deixar claro que embora eu tenha tido meus “minutos de adolescente” ao jogar tanto futebol no domingo, minhas costas não doeram tanto como de costume. Acredito que os efeitos da natação estão começando a aparecer... De qualquer forma, qualquer plano de nadar ou sair de casa já estava fadado ao fracasso, pois eu tinha que terminar o artigo que o Betão tinha enviado por fax. Putz, lá vamos nós! Já dava pra prever que eu sentar na cadeira e só saí à tarde, para ir à escola... Às vezes acho que eu deveria gostar um pouco menos do que eu faço... :=) Quando cheguei na escola, por volta das 17h40min, encontrei o João Luis, um professor de Português e Inglês. Ele disse que a Soninha (aquela professora com quem eu havia conversado muito na sexta-feira) estava com paralisia parcial da face! Fiquei muito assustado e preocupado. Ela ainda está internada e os médicos ainda desconhecem a real causa do problema. Espero que não seja nada grave e que ela possa se recuperar logo, para estar conosco lá na escola, sorrindo como sempre fez. À noite, durante as aulas, ocorreu uma situação muito inesperada. Há uma aluna que normalmente fala muito alto e que é muito agressiva na sua maneira de falar. Profere palavrões e não é muito “querida” pelos professores. Certo dia, quando pedi para ela desligar o celular, ela disse que eu estava “fudido” com ela, porque ela não ia dar sossego na próxima aula. Para minha surpresa, essa aluna recepcionou-me com um abraço. Durante a maior parte do tempo, ela permaneceu quieta, conversando normalmente enquanto os outros alunos “tiravam o sarro” de um dois de seus colegas. Esses dois colegas estavam sendo chamados de “viados” por não terem “ficado” com duas meninas da classe que, segundo eles, os tinham “intimado”... A turma estava tão empolgada que a Ivani (tenho certeza que ela vai rir quando ler isso...) foi verificar o motivo de tanta empolgação, ao que lhe respondi: “Protagonismo juvenil...”Aos poucos os ânimos se acalmaram e a aluna que mencionei permanecia comportada no fundo da sala. De repente, a porta abriu-se com um chute e dois rapazes perguntaram, agressivos, quem foi que os havia “cagoetado”. Apontaram para essa menina e a ameaçaram seriamente, dizendo que ela tinha “entregado” o próprio irmão. Um deles estava mais exaltado e quase entrou na sala. Ela, então, levantou-se e gritou: “O que foi? Vai por a mão? Eu cagoeto mesmo! Vocês vão rodar, sim, um por um!” Eu, assustado, apenas perguntei educadamente para um deles (o menos alterado, claro...) se podia fechar a porta. Ele simplesmente fez um sinal positivo e respondeu: “Firmeza, professor.”Após alguns minutos, a aluna começou a chorar. De repente, dirigiu-se à porta, jogou a carteira que estava mantendo-a fechada e dirigiu-se à diretoria. Voltou depois de algum tempo, sentou-se e começou a chorar novamente. Um pranto quase que desesperado, mistura de tristeza, desespero e medo. Após escrever algumas linhas de conteúdo no quadro, dirigi-me à carteira onde ela estava, tentando acalmá-la. Perguntei-lhe então o que estava acontecendo e quem eram aqueles rapazes.. Ela contou-me que eles eram traficantes do bairro e que o seu irmão estava se envolvendo com eles. Ela havia descoberto, avisando então a irmã mais velha, que então o enviou para Ribeirão Preto. Os “manos” descobriram que foi ela e vieram ameaçá-la, avisando que iriam vingar-se dela. Confesso que não sei ainda muito bem o que fazer em algumas situações que tenho vivenciado no ensino médio. Acho que passei boa parte dos meus últimos anos “trancado” em laboratório ou em frente ao computador, estudando, fazendo esquemas de fragmentação, escrevendo artigos... Se aulas no ensino médio não têm me trazido qualquer realização profissional, posso dizer que estão me proporcionando uma lição de vida que em nenhum outro lugar eu teria... Ouso até dizer que estão me tornando uma pessoa melhor...

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Há um provérbio chinês que diz: “É fácil ser pedra, difícil é ser a vidraça”. Eu mencionei aqui este provérbio quando fui, pela primeira vez, membro de uma banca examinadora de qualificação e de seminário. Hoje, ao citá-lo novamente, reforço que devemos ser muito cuidadosos quando fizermos algumas críticas. Mas vamos por partes.
Hoje, como em todas as segundas-feiras, tive aulas na escola e na universidade. Entrei pela primeira vez naquela turma que, conforme mencionei semana passada, desapontou-me ao extremo, a ponto de pensar em deixar de ser professor. Adentrei a sala sem qualquer sorriso. A aula foi logo após o recreio. Ao contrário das outras vezes, não chamei nenhum dos alunos que normalmente ficam se batendo antes de entrar. Apenas fui escrevendo um resumo do conteúdo no quadro negro. Todos logo perceberam a diferença na minha postura com relação a eles. De fato, eu estava muito triste, mas quem é professor sabe que isso passa. Mais ainda: a tristeza não é com todos os alunos, mas apenas com alguns mais “malandrinhos”. É muito difícil ter que ficar sem sorrir para aqueles que a gente tem mais afinidade e que a gente percebe que gosta da pessoa (não da figura) do professor... Mas tive que fazê-lo, pelo bem de todos. O clima, obviamente, ficou tenso. Espero não ter que fazer isso muitas outras vezes... Espero que eles tenham aprendido a lição.
Normalmente quando bate o sinal para a saída eu me sinto muito aliviado. Não importa as quatro aulas que ainda terei que ministrar na universidade à noite. Sempre penso que lá vai ser diferente. Entretanto, nesta segunda-feira em particular, esqueci-me de um detalhe: eram as últimas aulas antes das semanas de provas. Sempre rola um clima tenso nesses dias, porque eu percebo que ninguém está estudando. Que inocência a minha pensar que desta vez ia ser diferente! Os alunos sempre deixam para estudar às vésperas das provas e acabam se saindo muito mal... O pior é que, no final das contas, é o trabalho do professor que é avaliado... Novamente tive que “dar uma dura” neles, mas tenho certeza de que não tudo voltará a repetir-se no próximo bimestre (como repetiu-se nesse...)
Pois bem: quando digo que devemos ser mais ponderados com nossas críticas, refiro-me a uma experiência pessoal. Às vezes sou muito duro com a Débora por ela sempre idealizar as situações. Assim como ela, eu idealizei que as aulas na universidade hoje seriam boas...
Como dizem, hoje foi um dia em que “caí do cavalo”...
Acho que preciso rever alguns de meus conceitos... :=)
No final das contas, tenho que agradecer a Deus por ter ido à universidade. Explico: o Betão enviou-me um fax com as considerações do revisor sobre o nosso artigo. A Cris (a técnica que opera o cromatógrafo gasoso) foi quem passou-me o fax. Bem, como eu disse, ela opera um cromatógrafo gasoso e não um fax. Como já era esperado, foi uma verdadeira "batalha": ela não sabia passar o fax, eu não sabia receber... Com isso, quase perdi o ônibus da faculdade...
É assim que eu vejo as coisas: por mais ruim que eles estejam, tem sempre um motivo por que agradecer: tudo SEMPRE poderia ter sido pior...

domingo, 11 de setembro de 2005

Em se tratando de um domingo, posso dizer que acordei muito cedo: 8h15min. O pior é que eu acordei atrasado; o jogo com o pessoal da escola estava marcado para começar às 8h30min. Na verdade, acho que eles quiseram marcar esse jogo com a intenção de ver como é que eu jogava, já que na ocasião do “Agita Galera!” eu não tive oportunidade de mostrar quão “perna-de-pau eu sou”... Imaginem só: um sol que estava quase me derretendo (cheguei em casa parecendo um pimentão!) e eu jogando no meio de rapazes de 17 a 19 anos! Quando o jogo estava terminando, eu fiz um golaço: driblei todo mundo e marquei o gol. Não quero nem ouvir os comentários na escola amanhã...No auge dos meus 29 anos, saí da academia (a Verde Vida, onde estávamos jogando futebol de quadra) para a Baixada, onde joguei um pouco de futebol de campo. Antes, passei em casa e comi alguns pedaços de melancia, para repor a água perdida no suor. E não é que jogando lá na Baixada, mesmo cansado, eu fiz um golaço? Para completar, ainda nadei uns 300 metros depois de jogar umas quatro partidas. Parece besteira, mas todas as extravagâncias deste domingo fizeram-me sentir um jovem de 15 anos. Putz, eu estava precisando disso para elevar minha auto-estima, que caiu a índices próximos de zero quando soube do meu querido bico-de-papagaio. Após o almoço, fui dar uma mãozinha para o meu pai engraxar o caminhão e regular as asas de trás. Fui à casa da Débora por volta das 16h e ficamos juntos até às 20h. Voltei para casa, onde estou neste momento lindo, escrevendo mensagens e cochilando ao mesmo tempo...
Mensagem do dia. O poder do afeto A falta de tato para resolver conflitos e tratar de assuntos com pessoas que têm idéias opostas, tem sido responsável por muitos desentendimentos e dissabores nos relacionamentos. Por vezes, um problema que poderia ser facilmente resolvido, cria sérios rompimentos por causa da falta de jeito dos antagonistas. O afeto, usado com sabedoria é uma ferramenta poderosa, mas pouco usada pela maioria dos indivíduos. O mais comum tem sido a violência, a agressividade, a intolerância. Existem pessoas que não gostam de mostrar sua intimidade e se escondem sob um véu de sisudez, com ares de poucos amigos, na tentativa de evitar aproximações que deixem expostas suas fragilidades. São como os caramujos, os tatus, as tartarugas e outros semelhantes. Ao se sentirem ameaçados, escondem-se em suas carapaças naturais, e não deixam à mostra nenhuma de suas partes vulneráveis. A propósito, você já tentou alguma vez retirar, à força, de seu esconderijo, um desses animaizinhos? Seria uma tentativa fracassada, a menos que você não se importe em dilacerar o corpo do seu oponente. No caso da tartaruga, por exemplo, quanto mais você tentar, com violência, retirá-la do casco, mais ela irá se encolher para sobreviver. Mas, se você a colocar num lugar aconchegante, caloroso, que inspire confiança, ela sairá naturalmente. Assim também acontece com os seres humanos. Se em vez da força se usar o afeto, o aconchego, a ternura, a pessoa naturalmente de desarma e se deixa envolver. Às vezes a pessoa chega prevenida contra tudo e contra todos e se desarma ao simples contato com um sorriso franco ou um abraço afetuoso. Mas, se ao invés disso encontra pessoas também predispostas à agressão, ao conflito, as coisas ficam ainda piores. Como a convivência com outros indivíduos é uma realidade da qual não podemos fugir, precisamos aprender a lidar uns com os outros com sabedoria e sem desgastes. A força nunca foi e nunca será a melhor alternativa, além de causar sérios prejuízos à vida de relação. Portanto, criar relacionamentos harmônicos é uma arte que precisa ser cultivada e levada a sério. Mas para isso é preciso que pelo menos uma das partes o queira e o faça. E se uma das partes quiser, por mais que a outra esteja revestida de uma proteção semelhante à de um porco-espinho, ninguém sairá ferido e o relacionamento terá êxito. Basta lembrar dessa regra bem simples, mas eficaz: em vez da força, o afeto. E tudo se resolve sem desgastes. De tudo o que fazemos na vida ficam apenas algumas lições: A certeza de que estamos todos em processo de aprendizagem... A convicção de que precisamos uns dos outros... A certeza de que não podemos deter o passo... A confiança no poder de renovação do ser humano. Portanto, devemos aproveitar as adversidades para cultivar virtudes. Fazer dos tropeços um passo de dança. Do medo um desafio. Dos opositores, amigos. E retirar, de todas as circunstâncias, lições para ser feliz.
Frase do dia: "Os maus homens vivem para comer e beber, porém os bons comem e bebem para viver."
Piada do dia. Clube de nudismo Um homem entra para um clube de nudismo muito exclusivo. No seu primeiro dia ele tira as roupas e vai dar uma volta pelo clube.Uma linda lourinha passa por ele, e o cara imediatamente tem uma ereção.A mulher percebe a ereção, aproxima-se, e dirigindo-se a ele diz:"Você chamou por mim?"O homem responde: "Como assim?"Ela diz: "Você deve ser novo no clube...deixe-me explicar; é uma regra, aqui, que se você tiver uma ereção, fica implícito que você estáchamando por mim!" Sorrindo, ela o leva para o lado da piscina, deita-se em uma toalha, puxa-o para si e deixa-o transar gostosamente com ela.O homem continua a explorar as dependências do clube.Ele entra na sauna e, ao sentar-se, peida. Em minutos aparece um cara forte, peludo, saindo da nuvem de vapor, dirige-se a ele e diz: "Você chamou por mim?Ele responde, surpreso: "Eu não, o que voce quer dizer?" "Você deve ser novo aqui," diz o cara peludo, "é uma regra do clube que se você peidar, fica implícito que você está chamando por mim..." O cara, fortão, facilmente vira ele de costas, curva-o para a frente e o enraba.O novato cambaleia para o escritório do clube, onde é recebido com um sorriso pela simpática atendente pelada: "Posso ajudá-lo, senhor?" O cara diz, puto da vida: "Aqui está minha carteira do clube. Pode ficar com ela. E pode ficar com os $500 da matrícula.""Mas, senhor," ela responde, "o senhor só esteve aqui por algumas horas. Ainda nem deu para o senhor conhecer todos os nossos atrativos... O homem responde: "Olhe aqui, mocinha, tenho 68 anos de idade. Tenho apenas uma ereção por mês, mas peido 15 vezes por dia.Tô fora!"

sábado, 10 de setembro de 2005

Eis um daqueles sábados em que não pude exercer o direito quase universal de acordar mais tarde... Tive que acordar às 7h30min da “madrugada” para poder ir ao bazar de doces e salgados que a escola estava promovendo na praça central da cidade. Quando cheguei ao local, avistei logo a banca de jornal e não deu outra: fui lá para conferir as novidades em HQs. Para minha surpresa, a novidade que lá estava era uma velharia: a revistinha no. 8 de Smallville! Era o único número que faltava na minha coleção! Lógico que deixei para ler a revista mais tarde. Guardei-a no carro e rumei para a barraca onde o bazar estava sendo realizado.
Chegando lá, percebi que eu era o único homem no meio de mais ou menos umas 10 professoras... Foram logo conferindo a mim a função de marcar quem eram as professoraaas que estavam fazendo “fiado” para depois serem cobrados. Gostei muito da experiência e, na verdade, lamentei por não ter podido ficar por mais tempo ajudando. Lá permaneci até às 10h, horário em que havia combinado com a Débora para levarmos o carro (o dela, evidentemente) para uma lavagem completa lá no lavador do Daniel (que, aliás, é meu aluno lá na escola...)
Saímos então para fazermos umas “compras”. Eu estava mais que precisando de uma calça nova e chamei minha consultora para assuntos de moda: a Debora... Nada melhor que ela para ajudar-me, já que ela é uma das grandes interessadas. No fim das contas, gastei quase R$120,00 em 6 camisetas, 3 bermudas e 1 calça (putz, como sou mão-de-vaca!)
À tarde tentei escrever mais um pedacinho do livro. Às 17h fui jogar futebol com o pessoal lá na Verde Vida (uma academia aqui próxima de casa). Pra variar, cheguei atrasado e, para meu desespero, percebi que estava no TIME MAIS FRACO dentre os quatro que lá estavam. Acreditem ou não, nosso time ganhou 3 partidas seguidas! Até um golzinho eu fiz... E de canhota! Yessssssssss!!!
À noite eu e a Débora saímos para jantar com a Márcia, sua tia e o Rogério. A Márcia é uma professora de Inglês que é muito amiga da Débora. Elas trabalharam juntas em Orlândia até que a Márcia mudou-se para Sertãozinho, cidade onde hoje mora com o Rogério, seu marido. Foi uma boa oportunidade para elas colocarem a conversa em dia... Ficamos juntos até 0h30min, horário em que fui levar a Débora. Fui dormir à 1h.

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

A sexta-feira normalmente é um dia muito especial para mim. Ela significa que a semana chegou ao seu final e no dia seguinte vamos poder acordar mais tarde (embora eu tenha exercido esse direito com pouca freqüência...) Mas essa sexta-feira em particular foi um tédio só... Não foi à toa que demorei para postar essa mensagem. Afinal, com tanta rotina, o que teria eu para escrever????
De qualquer forma, fui à escola de manhã e notei que havia um silêncio pouco comum. Os alunos faltaram em massa e os poucos que foram à escola assistiram a um vídeo sobre sexualidade e doenças sexualmente transmissíveis. Tratava-se de algumas fitas (acho que umas 5) muito educativas sobre o tema. Neste pequeno período em que estou na rede pública acompanhando os jovens, notei claramente que a gravidez na adolesência não é, nem de longe, falta de instrução: é falta de juízo mesmo! Que pena...
No intervalo, bati o maior papo com a Soninha, que é professora de Artes. Uso aqui o diminutivo em alusão ao tamanho dela (acredito que seja algo entre 1,50 e 1,55 m). Tornamo-nos amigos em função da Débora, com quem ela trabalha na prefeitura municipal de Orlândia. Ela é uma pessoa muito divertida e, mesmo quando está nervosa, causa sempre muitas risadas. Rimos muito e acredito que aquelas risadas tenham sido as melhores desta sexta-feira tediosa... Logo após o recreio, encontrei a Liliam. Ela é uma amiga da minha irmã e que, por viajarmos no mesmo ônibus para a faculdade, tornou-se minha amiga também. Apresentei-a à Soninha e pedi para que a Soninha lhe dissesse algo sobre a sua experiência de ser professora da rede estadual de ensino (é sempre bom ouvir a voz de quem tem mais experiência do que a gente!)
Após sair da escola, passei na casa do prof. Jorge, um professor de Matemática (aquele cuja mãe faleceu recentemente, conforme eu mencionei aqui semana passada). Ele havia me pedido para instalar o AutoCad no computador dele mas, não sei se por erro meu, do software ou do computador, acho que ficou pior do que estava... Fiquei muito chateado e morrendo de vergonha, principalmente porque não soube dizer o que estava realmente acontecendo.
Após o almoço, viajei à Franca para reunir-me com a Marcele, a minha (des) orientanda de Mestrado. Bom, pelo menos esse era o objetivo... O fato é que eu “tomei um bolo”, pois havia me esquecido que na sexta-feira e no sábado não haveria aulas na pós-graduação. De qualquer forma, aproveitei para mostrar ao Wilson alguns rascunhos do livro e ele gostou muito. Na verdade, ele ficou é assustado com o trabalho que eu tenho pela frente... À noite não havia alunos na escola e, portanto, não teve aula. Aproveitei para passar na casa da Débora, onde fiquei até às 22h40min. Cheguei em casa, dei uma olha nos e-mails e fui dormir. Eita, vida agitada, hein? Quanta emoção para um dia só... Não dá inveja? (risos)

quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Lá se foi mais uma quinta-feira... Ao contrário de ontem, as coisas não saíram como eu queria. De qualquer forma, dei mais um passo na escrita do livro: terminei de fazer parte do levantamento bibliográfico e estou quase na metade da outra parte. Tentei nadar novamente e, embora tenha nadado a mesma distância de terça-feira, percebi que o fiz com muito mais facilidade. Meu corpo já está sentindo a diferença, com exceção da minha coluna, que dói direto. O mais correto seria eu sair da frente do computador, fazer caminhada, jogar futebol ou coisa assim. O problema é que eu acabo me envolvendo tanto com o trabalho e esquecendo de mim mesmo... Por falar em mim, andei refletindo sobre a minha maneira de agir ultimamente. Pareço estar muito distante, evitando ficar perto de outras pessoas, muito introspectivo para o meu gosto, a ponto de remexer algumas lembranças da minha adolescência para entender o que se passa comigo hoje. Acreditem: tudo fez sentido! Hoje saí um pouco mais cedo da escola. É impressionante como, em plena quinta-feira os alunos dão o “balão” e não aparecem de modo algum à escola. É lógico que eu aproveitei para passar na casa da Débora para assistirmos à Grande Família. Putz, aquilo lá é o maior barato! Acho que todo brasileiro se identifica com aquela semana, não é mesmo?
Mensagem do dia. Aprendendo nas quedas Por que será que nos lamentamos tanto quando nos decepcionamos, perdemos e erramos? O mundo não acaba quando nos enganamos; ele muda, talvez, de direção. Mas precisamos tirar partido dos nossos erros. Por que tudo teria que ser correto, coerente, sem falhas? As quedas fazem parte da vida e do nosso aprendizado dela. Que dói, dói. Ah! Isso não posso negar! Dói no orgulho, principalmente. E quanto mais gente envolvida, mais nosso orgulho dói. Portanto, o humilhante não é cair, mas permanecer no chão enquanto a vida continua seu curso. O problema é que julgamos o mundo segundo nossa própria maneira de olhar e nos esquecemos que existem milhões e milhões de olhares diferentes do nosso. Mas não está obrigatoriamente errado quem pensa diferente da gente só porque pensa diferente. E nem obrigatoriamente certo. Todo mundo é livre de ver e tirar suas próprias conclusões sobre a vida e sobre o mundo. Às vezes acertamos, outras erramos. E somos normais assim. Então, numa discussão, numa briga, pare um segundo e pense: "e se eu estiver errado?" É uma possibilidade na qual raramente queremos pensar. Nosso "eu" nos cega muitas vezes. Nosso ciúme, nosso orgulho e até, por que não, nosso amor. Não vemos o lado do outro e nem queremos ver. E somos assim, muitas vezes injustos tanto com o outro quanto com a gente mesmo, já que nos recusamos a oportunidade de aprender alguma coisa com alguém. E é por que tanta gente se mantém nessa posição que existem desavenças, guerras, separações. Ninguém cede e as pessoas acabam ficando sozinhas. E de que adianta ter sempre razão, saber de tudo, se no fim o que nos resta é a solidão? Vida é partilha. E não há partilha sem humildade, sem generosidade, sem amor no coração. Na escola, só aprendemos porque somos conscientes de que estamos lá porque não sabemos ainda; na vida é exatamente a mesma coisa. Se nos fecharmos, se fecharmos nossa alma e nosso coração, nada vai entrar. E será que conseguiremos nos bastar a nós mesmos? Eu duvido. Não andamos em cordas bambas o tempo todo, mas às vezes é o único meio de atravessar. Somos bem mais resistentes do que julgamos; a própria vida nos ensina a sobreviver, viver sobre tudo e sobretudo. Nunca duvide do seu poder de sobrevivência! Se você duvida, cai. Aprenda com o apóstolo Pedro que, enquanto acreditou, andou sobre o mar, mas começou a afundar quando sentiu medo. Então, afundar ou andar sobre as águas? Depende de nós, depende de cada um em particular. Podemos nos unir em força na oração para ajudar alguém, mas só esse alguém pode decidir a ter fé, força e coragem para continuar essa maravilhosa jornada da vida.
Frase do dia: “Criatividade é como barba. Você só a terá se deixá-la crescer." (Voltaire)
Piada do dia. Como dar uma notícia ruim
O Quim, o Zé e o Juca estavam trabalhando numa obra, quando o Quim caiu do 15º andar e morreu.
O Zé disse:- Alguém devia ir dizer à mulher dele...
Ao que o Juca respondeu:- Eu sou bastante bom com essas coisas, eu vou.
Passada uma hora, o Juca estava de volta com uma caixa de cerveja.
O Zé perguntou:- Onde arranjou isso?
- Foi a viúva do Quim que me deu.
- Como? Tu diz que o marido morreu e ela te dá uma caixa de cerveja?
- Não foi bem assim. Quando ela abriu a porta, eu disse: "Você deve ser a viúvad o Quim...".
Ela respondeu: "Não, eu não sou viúva!"
E eu disse:"Quer apostar uma caixa de cerveja???

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Terça-feira, 06 de setembro de 2005 Se a segunda-feira foi um dia terrível, eu esperava que a terça-feira fosse um dia maravilhoso. Enganei-me... Acordei e fui para o hospital fazer uma visita ao ortopedista para ver se estava tudo certo com a minha coluna. Estava sentindo dores fortes na base da coluna, principalmente após jogar futebol. Para minha surpresa (e desespero), descobri que tenho um “bico-de-papagaio”! O remédio? Natação, de duas a três vezes por semana. Cheguei em casa, troquei de roupa e fui direto para o clube. Animado como nunca (mesmo porque era necessário...), fiz 300 m rapidinho. Foi então que o ouvido esquerdo começou a doer e tive que parar. Putz, ficar velho é triste... À tarde, troquei alguns e-mails com um professor da Unesp de Araraquara. Ele vai fornecer algumas substâncias para a realização de uma parte do projeto de pesquisa que estou pensando em escrever. Fiquei impressionado com a acessibilidade e a disposição do camarada. Acho que iremos nos entender muito bem. À noite, fui para a escola e comentei com a Ivani sobre a minha intenção de abandonar as aulas no ensino médio. Ela ficou triste e nervosa também. Pelo que pude perceber, ela não quer que eu nem cogite esta possibilidade. E se de repente eu mudar mesmo de idéia? Poderá ser tarde demais, porque todos por lá já vão achar que eu estou trabalhando insatisfeito e não fazendo um bom trabalho. Decidi, então, que não vou mais tocar no assunto. Quarta-feira, 7 de setembro de 2005 Que feriado, que nada! Acordei às 7h e sentei-me em frente ao computador. Estava decidido que terminaria o artigo sobre a análise de triterpenos. Acabei terminando-o, mas o dia em si foi meio tumultuado. Na verdade, fui eu quem acabou tumultuando a minha cabeça com idéias bobas. Caramba, até com a mente ocupada com trabalho essas idéias de merda aparecem... Deve ser a Teoria da Evolução: até as idéias de merda estão cada vez mais evoluídas! À tarde, levei a Clara para brincar na casa da Débora. Todos nos divertimos muito, até que o sono bateu na Clarinha, ela ficou chatinha e eu tive que trazê-la embora para casa. À noite, eu e a Débora havíamos combinado de ir a um rodízio de pizza. No entanto, devido aos tumultos que ocorreram durante o dia, acabamos tendo uma conversa muito madura e saudável. Na verdade, foi uma espécie de auto-análise de mim mesmo. No final, chegamos a uma conclusão esplêndida e confortante, quase que óbvia: não sou muito normal, não... Mensagem do dia: Conhecendo o coração Rachel estava iniciando sua carreira na medicina e começou a atender os seus próprios pacientes. A primeira pessoa que lhe coube atender foi uma viúva de 84 anos, com uma insuficiência cardíaca das mais simples. Era a paciente ideal para alguém que não tinha muitos conhecimentos. Uma doença de fácil tratamento. O diagnóstico foi preciso: ela sofria de doença coronariana. Rachel conseguiu elaborar um plano de tratamento, prescrevendo dois medicamentos. Em poucas semanas de tratamento, a paciente não se queixou mais de falta de ar, a tolerância aos exercícios começou a melhorar e o inchaço dos tornozelos diminuiu. Estranhamente, embora Rachel exultasse de felicidade com a sua vitória, a paciente se mantinha sem nenhuma alegria. A jovem médica pensou que provavelmente isso se devia à sua idade avançada. No mês de dezembro, Rachel a dispensou da clínica. Deu-lhe somente um medicamento para ir tomando e recomendou-lhe que voltasse em seis meses, para reavaliação. Enquanto escrevia a sua primeira receita, Rachel sentia que estava se tornando uma médica de verdade. No início de março, entretanto, a senhora retornou para a consulta. Era a terceira paciente do dia. Enquanto atendia as primeiras, Rachel pensava em que erro teria cometido, pois tinha certeza que a paciente deveria estar de novo com um quadro de insuficiência cardíaca. Por que outro motivo ela teria voltado tão cedo? Qual teria sido a falha? Ansiosa, Rachel entrou na sala de exames e encontrou a senhora, totalmente vestida, sentada em uma cadeira. Percebendo o olhar de surpresa da médica, ela disse que não estava ali para um novo exame. Viera para trazer um presente para ela. E das profundezas de sua enorme bolsa, tirou um embrulho de papel encerado e colocou na mão de Rachel. Eram quatro pequeninas flores roxas. “São muscaris”, falou a viúva. “há mais de 40 anos, meu marido e eu temos plantado essas flores no jardim de nossa casa. Elas renascem a cada primavera, sem falhar. São o primeiro sinal de que a vida é mais forte do que o inverno. No outono anterior, quando senti minha própria vida se retrair, não pensei no inverno, doutora. Pensei na morte. Lembrei-me dos muscaris e das outras flores do jardim, que retornam a cada primavera. Pensei que nunca mais as veria. Senti muito medo. Quando a senhora me explicou sobre a ação do medicamento que estava me receitando, fiquei descrente. A senhora é tão jovem. Quase sessenta anos nos separam. O que poderia a senhora saber? Mas agora doutora, eu vim lhe agradecer. Obrigada pela ajuda. Obrigada por conseguir que eu visse outra primavera, que visse outra vez as minhas flores.” E saiu. Rachel ficou com o pequeno ramalhete nas mãos. Na sua mente, mil pensamentos começaram a bailar. Os seus livros de farmacologia traziam explicações sobre o modo de ação do remédio que ela prescrevera e sua dosagem. Rachel sabia que, aos 84 anos, um coração com problemas, responderia ao medicamento. Os livros lhe tinham ensinado tudo o que ela precisava saber a respeito. Só não haviam ensinado que o amor pela vida não é uma função do músculo cardíaco. Muito antes de o bebê nascer o coração se faz presente. Muito antes disso, o espírito existe e ama, e sente. Por isso, é muito bom nos aliarmos à voz daquele cardiologista que extasiado ante a beleza da vida, orou: “Deus, faça com que os nossos olhos vejam e nossas mentes sejam capazes de conhecer. Permita que haja momentos em que sua presença, como um raio, ilumine a escuridão na qual caminhamos. Ajude-nos a enxergar e nos maravilharmos ante a grandeza que descobrimos, a cada dia, a fim de que não continuemos a caminhar como cegos, no meio de tanta grandeza com que nos brindas, enquanto os dias passam e os anos vão desaparecendo.” Frase do dia: “De que serve construir arranha-céus, se não há almas humanas para morar neles?” (Érico Veríssimo) Piada do dia. Lula e Jesus
Lula, presidente do Brasil, vai a uma igreja em 2006 e se ajoelha na frente de Jesus, rezando.
Lula: - Jesus estou totalmente arrependido e gostaria de redimir meus pecados.
Jesus: - Está bem. Que tens feito?
Lula: - Depois de quatro anos no governo, deixei meu povo arruinado e na miséria.
Jesus: - Dê graças ao Pai!
Lula: - Também traí o povo e meu partido, que me deram apoio e, quando precisaram de mim, dei-lhes as costas. Expulsei do partido os verdadeiros petistas!
Jesus: - Dê graças ao Pai!
Lula: - E, por último e pior, pela minha vaidade descontrolada e desmedida, coloquei meu país rico e maravilhoso no fundo do poço, na mais completa indigência, em benefício do capital especulativo internacional, comandado pelo Meireles que eu nomeei presidente do Banco Central. Protegi o Meireles e o presidente do Banco do Brasil quando a imprensa apurou as realidades sobre as delinqüências dos dois. Economizei verbas da saúde, educação, moradia, conservação de estradas, pesquisas científicas, tudo para pagar mais juros aos banqueiros. Mandei comprar lençóis importados, de linho egípcio. Enchi os depósitos do palácio com todos os tipos de bebidas caras. Comprei um avião a jato novo, importado, dando emprego para estrangeiros e não para os brasileiros que trabalham na Embraer. É que receber mala preta da Embraer ia dar zebra. Protegi os delinqüentes do MST para desestabilizar a democracia e tentar dar um golpe e assumir como o Fidel. Protegi as maracutaias do Zé Dirceu, do Waldomiro e do tesoureiro do partido. Comprei votos de deputados e senadores com liberação de verbas de emendas deles ao orçamento. Arregacei com os velhinhos cobrando novamente dos aposentados a contribuição previdenciária, sem qualquer contraprestação do Estado para eles. Comprei o apoio da Rede Globo com liberação de financiamento pelo BNDES, para eles pagarem dívidas vencidas, negocinho de pai para filho com o dinheiro do povo.
Jesus: - Dê graças ao Pai!
Lula: - Mas Jesus, estou realmente arrependido e a única coisa que o Senhor tem para me dizer é: "dê graças ao Pai"?
Jesus: - Sim, agradeça ao Pai que estou aqui pregado na cruz, porque senão desceria para te encher de porrada!

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Sempre lidei bem com rotina, embora seja sempre muito bom deixá-la de lado de vez em quando. Sendo assim, o fim de semana foi uma rotina só, embora eu tenha chegado ao seu final extremamente feliz. No sábado, fui à universidade revisar o conteúdo de Química Orgânica com o pessoal do 4o. ano. A porcentagem de freqüência foi muito baixa: de 70 alunos, apenas uns 27 compareceram. Isso nos tem deixado muito apreensivos com relação ao resultado do ENADE. Vamos rezar bastante pra sair pelo menos um C. A notícia boa foi que eu encontrei a Débora por lá. Sempre é ótimo encontrá-la ocasionalmente (como disse, é sempre bom sair da rotina...) À tarde, tentei fazer uma faxina nos arquivos do computador, mas acabou ficando só na tentativa... No final da tarde, fui jogar futebol com a moçada e, pra variar, o meu time não ganhou uma sequer. Dizer que eu estava com o pé descalibrado é injustiça, já que eu acertei a trave umas quatro ou cinco vezes. Eu estava era azarado mesmo! No domingo, acordei às 9h15min. Meus avós maternos e minha tia Ângela vieram almoçar aqui em casa. O papai preparou um prato delicioso, a que ele denominou de “engasga-gato”. Não se assustem: apesar do nome, é um prato delicioso, uma espécie de polenta-sopa com lingüiça, presunto, azeitona (putz, se algum dia ele ler esse blogger e descobrir que eu nem sei direito quais são os ingredientes do famoso engasga-gato dele, eu estou encrencado!). Melhor que o engasga-gato foi a melancia que eu comi de sobremesa. Na minha opinião, é a fruta mais deliciosa que existe! À tarde, fui à casa da Débora e ficamos juntos até às 20h, hora em que senti-me no dever de deixá-la descansar. Afinal, agüentar um “mala” como eu não deve ser tarefa fácil... Quanto à segunda-feira, digamos que tenha sido simplesmente segunda-feira. As aulas que ministrei no ensino médio foram “horríveis”! Eu não desejo a ninguém a experiência de ter que ficar gritando e perder mais da metade da aula chamando a atenção dos alunos. O pior de tudo é que eu não tenho encontrado saída para o problema. O fato é que a realidade com que me deparo na rede pública lá é completamente diferente do ambiente universitário... Como lidar com o desinteresse deles? Caramba, como é que eu posso exigir interesse e estudo de um aluno, dizer que aquilo ali é importante para que ele se torne um profissional bem sucedido, que vale a pena estudar se eu, tendo estudado 23 anos da minha vida, encontro-me na situação em que me encontro, com um carro velho e sem uma casa para morar??? Isso dá um nó na minha cabeça: ensino médio, graduação, pós-graduação... Confesso que a idéia de abandonar o segundo grau está começando a tomar forma na minha cabeça. Não sei por quanto tempo vou agüentar. A primeira impressão foi dolorida. Espero que consiga recuperar-me para não ficar traumatizado. Que Deus me ajude! Túnel do tempo. Este velhinho simpático que aparece na foto é o meu querido tio Eduardo Borella, irmão da minha bisavó paterna. Ele faleceu quando eu tinha poucos meses de vida e, portanto, não tenho nenhuma experiência pessoal para relatar sobre ele. Meu pai, que era muito ligado a ele, sempre conta que ele era um homem muito alegre, que sempre andava com um grande chapéu de palha e que adorava caçar. Meu pai disse-me que ele era tão bom com uma “espingarda” nas mãos que acertava pombas voando! Nós temos as espingardas dele aqui em casa, guardadas como lembrança, juntamente com a munição (que, aliás, é bem diferente das de hoje...) Mesmo não tendo conversado pessoalmente com ele, tenho um motivo muito especial para querê-lo muito bem: o “Eduardo” que levo como segundo nome é uma homenagem que meu pai fez a ele (como disse, meu pai devia gostar muito dele e, para o meu pai gostar de alguém, ele deveria ser realmente uma pessoa muito especial). Quando o meu pai lhe contou que eu ia chamar-me de Eduardo, ele, que se encontrava em um leito de hospital, sofrendo de um câncer no intestino em estágio avançado, encheu os olhos de lágrimas e disse: “Eu nunca fui uma pessoa ruim e nunca quis nem fiz mal a ninguém. Ele também vai crescer e se tornar um homem de bem.” A cada dia que deito à noite e coloco a cabeça no travesseiro, eu fico pensando se eu tenho feito o suficiente para que ele se orgulhe de mim, onde quer que ele esteja. Como eu gostaria tanto de ter conversado com o senhor, pelo menos uma vez... Que Deus o abençoe, tio Eduardo! Mensagem do dia. Conhecendo o coração Rachel estava iniciando sua carreira na medicina e começou a atender os seus próprios pacientes. A primeira pessoa que lhe coube atender foi uma viúva de 84 anos, com uma insuficiência cardíaca das mais simples. Era a paciente ideal para alguém que não tinha muitos conhecimentos. Uma doença de fácil tratamento. O diagnóstico foi preciso: ela sofria de doença coronariana. Rachel conseguiu elaborar um plano de tratamento, prescrevendo dois medicamentos. Em poucas semanas de tratamento, a paciente não se queixou mais de falta de ar, a tolerância aos exercícios começou a melhorar e o inchaço dos tornozelos diminuiu. Estranhamente, embora Rachel exultasse de felicidade com a sua vitória, a paciente se mantinha sem nenhuma alegria. A jovem médica pensou que provavelmente isso se devia à sua idade avançada. No mês de dezembro, Rachel a dispensou da clínica. Deu-lhe somente um medicamento para ir tomando e recomendou-lhe que voltasse em seis meses, para reavaliação. Enquanto escrevia a sua primeira receita, Rachel sentia que estava se tornando uma médica de verdade. No início de março, entretanto, a senhora retornou para a consulta. Era a terceira paciente do dia. Enquanto atendia as primeiras, Rachel pensava em que erro teria cometido, pois tinha certeza que a paciente deveria estar de novo com um quadro de insuficiência cardíaca. Por que outro motivo ela teria voltado tão cedo? Qual teria sido a falha? Ansiosa, Rachel entrou na sala de exames e encontrou a senhora, totalmente vestida, sentada em uma cadeira. Percebendo o olhar de surpresa da médica, ela disse que não estava ali para um novo exame. Viera para trazer um presente para ela. E das profundezas de sua enorme bolsa, tirou um embrulho de papel encerado e colocou na mão de Rachel. Eram quatro pequeninas flores roxas. “São muscaris”, falou a viúva. “há mais de 40 anos, meu marido e eu temos plantado essas flores no jardim de nossa casa. Elas renascem a cada primavera, sem falhar. São o primeiro sinal de que a vida é mais forte do que o inverno. No outono anterior, quando senti minha própria vida se retrair, não pensei no inverno, doutora. Pensei na morte. Lembrei-me dos muscaris e das outras flores do jardim, que retornam a cada primavera. Pensei que nunca mais as veria. Senti muito medo. Quando a senhora me explicou sobre a ação do medicamento que estava me receitando, fiquei descrente. A senhora é tão jovem. Quase sessenta anos nos separam. O que poderia a senhora saber? Mas agora doutora, eu vim lhe agradecer. Obrigada pela ajuda. Obrigada por conseguir que eu visse outra primavera, que visse outra vez as minhas flores.” E saiu. Rachel ficou com o pequeno ramalhete nas mãos. Na sua mente, mil pensamentos começaram a bailar. Os seus livros de farmacologia traziam explicações sobre o modo de ação do remédio que ela prescrevera e sua dosagem. Rachel sabia que, aos 84 anos, um coração com problemas, responderia ao medicamento. Os livros lhe tinham ensinado tudo o que ela precisava saber a respeito. Só não haviam ensinado que o amor pela vida não é uma função do músculo cardíaco. Muito antes de o bebê nascer o coração se faz presente. Muito antes disso, o espírito existe e ama, e sente. Por isso, é muito bom nos aliarmos à voz daquele cardiologista que extasiado ante a beleza da vida, orou: “Deus, faça com que os nossos olhos vejam e nossas mentes sejam capazes de conhecer. Permita que haja momentos em que sua presença, como um raio, ilumine a escuridão na qual caminhamos. Ajude-nos a enxergar e nos maravilharmos ante a grandeza que descobrimos, a cada dia, a fim de que não continuemos a caminhar como cegos, no meio de tanta grandeza com que nos brindas, enquanto os dias passam e os anos vão desaparecendo.” Frase do dia. “De que serve construir arranha-céus, se não há almas humanas para morar neles?” (Érico Veríssimo) Piada do dia. Tartatuga no poste Enquanto suturava um ferimento na mão de um velho gari (cortada por um caco de vidro indevidamente jogado no lixo),o médico e o paciente começaram a conversar sobre o país, o governo e, fatalmente, sobre o Lula. O velhinho disse: - Bom, o senhor sabe, o Lula é como uma tartaruga em cima do poste... Sem saber o que o gari quis dizer, o médico perguntou o que significava uma tartaruga num poste.E o gari respondeu: - É quando o senhor vai indo por uma estradinha, vê um poste e lá em cima tem uma tartaruga tentando se equilibrar. Isso é uma tartaruga num poste. Diante da cara de interrogação do médico, o velho acrescentou: - Você não entende como ela chegou lá;- Você não acredita que ela esteja lá;- Você sabe que ela não subiu lá sozinha;- Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;- Você sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá; - Você não entende porque a colocaram lá;- Então tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá, e providenciar para que nunca mais suba lá, pois lá em cima definitivamente não é o seulugar!"Sábias palavras a serem lembradas daqui a pouco mais de um ano"

sábado, 3 de setembro de 2005

Existem algumas frases que foram sendo imortalizadas ao longo dos anos e nós normalmente não sabemos quem disse nem tampouco porque. Pois bem: nesta sexta-feira tive a nítida sensação de que quem disse que “o mundo dá muitas voltas” o fez com autoridade. De fato, nós que fomos alunos de pós-graduação sempre esperamos que algum dia, após as muitas voltas que o mundo provavelmente dará, possamos estar “do outro lado”, na condição de professores. Sempre encaramos seminários, qualificações e defesas como se fossem uma verdadeira “batalha”. Na condição de alunos-espectadores, sempre “torcemos” para o aluno e consideramos que o professor-examinador é sempre um carrasco. O fato é que nesta última sexta-feira, nada típica, pude vivenciar como é estar do outro lado, na condição de professor. Após as voltas que o mundo deu, fui convidado para ser membro de uma banca de qualificação. Relato aqui que foi uma experiência muito interessante, para não dizer engraçada. Confesso que uma apresentação de 50 min e quase 3h de argüição é desgastante não apenas para o aluno, mas também para o professor. O professor não pode sair da sala no meio da apresentação para ir ao banheiro ou tomar água, como fazia quando era aluno. Além disso, é preciso permanecer ali até o final dos comentários de todos os membros da banca examinadora. Um aluno me disse que dei umas “pescadas” no meio da apresentação do aluno. Putz, que vergonha! Da próxima vez, vou sugerir para não apagarem a luz do ambiente... Procurei ser bem educado nos comentários, para não assumir a mesma postura de professores que tanto critiquei quando era pós-graduando. No final das contas, parece que o orientador ficou muito satisfeito com os meus comentários e sugestões sobre o trabalho, o que já fez valer a pena todo o cuidado que tive na leitura da qualificação. Teria sido muita emoção para um só dia mas, acreditem, não parou por aí. À noite, lá estava eu para avaliar os seminários. Sim, seminários! É aquela disciplina que tanto fez-me sofrer e que custou-me noites e noites de sono perdidas durante o período de pós-graduação. Felizmente, agora eu não era mais a vidraça; ao contrário, eu tinha condições de ser pedra, mas não o fiz por considerar ser contra os meus princípios. Fiz apenas comentários pertinentes à apresentação e dei algumas dicas sobre a postura e alguns “cacoetes” de linguagem, tais como “é”, “né”, “ta”, “vou estar fazendo”... Foram três seminários. A primeira aluna (a Glenda) abordou um tema relacionado ao projeto dela; o último aluno (o Eduardo Crevelim) falou sobre flavonóides e algumas atividades biológicas. Finalmente, a segunda aluna – meu Deus! – era da Marcele (aquela minha (des)orientanda que mencionei...), que falou sobre atividade antioxidante. Eu tinha assistido a uma prévia dela na quinta-feira e sugerido algumas mudanças, deixando, obviamente, a estrutura que ela havia montado. Por incrível que pareça, ela seguiu todas as minhas sugestões e colocou em prática todas as dicas que eu havia lhe dado... A apresentação não foi perfeita, mas foi muito boa e que agradou muito e convenceu a todos os professores e alunos de que ela sabia do que estava falando. Ficou uma belíssima impressão e eu, é claro, fiquei com uma confortante sensação de dever cumprido. Parabéns, Marcele! Nesta sexta-feira, vivenciei quão complicado é envolver-se em bancas. Saí de casa à 1h40min e voltei às 23h40min. Apesar de exausto, fiquei muito contente por ter tentado contribuir, de alguma forma, para o aperfeiçoamento profissional de alguns alunos, sem, no entanto, ofender ou ferir o orgulho de alguém (como costumavam fazer os professores na minha época...). Bom, pelo menos eu tenho impressão de que não fiz a mesma coisa. O difícil é lidar com a possibilidade de que os professores que me avaliaram e que a tantos humilharam com seus comentários também achavam o mesmo que eu... Mensagem do dia. Segredos dos homens que mudaram a história No livro intitulado "Nunca desista de seus sonhos", o autor Augusto Cury tece interessantes considerações a respeito da capacidade humana de alterar o curso da própria história. Diz ele, em resumo, que a maior genialidade não é aquela que vem da carga genética, nem a que é produzida pela cultura acadêmica, mas sim, aquela que é construída nos vales dos medos, nos desertos das dificuldades, nos invernos da existência, no mercado dos desafios. Muitos sonhadores desenvolveram áreas nobres da sua inteligência, atravessando turbulências aparentemente insuperáveis. Suportaram pressões que poucos agüentam. Viveram dias ansiosos, sentiram-se pequenos diante dos obstáculos. Alguns foram chamados de loucos, outros, de tolos. Zombaram de alguns, outros foram discriminados. Tinham todos os motivos para desistir de seus sonhos, mas não desistiram. Quais foram seus segredos? Eles fizeram da vida uma aventura. Não foram aprisionados pela rotina. Embora não seja possível escapar da rotina, esses sonhadores passaram parte de suas vidas criando, inventando, descobrindo. Tiveram uma visão panorâmica da existência mesmo em tempo nublado. Foram empreendedores, estrategistas, persuasivos, amigos do otimismo. Foram sociáveis, observadores, analíticos e críticos. Fizeram escolhas, traçaram metas e as executaram com paciência. Segundo o filósofo Kant, "a paciência é amarga, mas seus frutos são doces." A paciência é o diamante da personalidade. Muitos discorrem sobre ela, mas são poucos os que a conquistam e colhem seus frutos. Para Plutarco, "a paciência tem mais poder do que a força". Não se pode medir um ser humano pelo seu poder político e financeiro. Ele pode ser avaliado pela grandeza de seus sonhos e pela paciência em executá-los. No entanto, a paciência é um dos remos que impulsiona o barco dos sonhos. O outro remo é a coragem. É necessário ter-se coragem para correr riscos e superar os obstáculos. Aqueles que têm medo jamais navegam em mares desconhecidos. E por isso mesmo nunca serão capazes de conquistar outros continentes. Os homens que transformaram seus sonhos em realidade aprenderam a ser líderes de si mesmos para depois liderar o mundo que os cercava. Tinham uma ambição positiva, queriam transformar a sociedade em que estavam inseridos. Foram dominados por um desejo de serem úteis para os outros. É possível destruir o sonho de um ser humano quando ele sonha para si, mas é impossível destruir seu sonho quando ele sonha para os outros. Os ditadores jamais conseguiram destruir os sonhos daqueles que sonharam com a liberdade do seu povo. Morrem os ditadores, enferrujam-se as armas, mas não se pode destruir os sonhos de quem ama ser livre. O esforço em direção ao ideal traçado é ônus intransferível de cada ser. Paciência e coragem servem de ferramentas poderosas na realização de sonhos. No entanto, acima de tudo isso há a vontade soberana e poderosa, capaz de justificar o início de qualquer projeto, bem como de motivar-nos a seguir em frente. Frase do dia. “A alegria é o sinal pelo qual a vida marca seu triunfo.” (Alexis Carrel) Piada do dia. Rodeio Três amigos estavam reunidos tomando uma cervejinha; dentre outras coisas falavam sobre as melhores posições durante o ato sexual. Um deles disse: “Para mim a número um é o 69”. O outro disse: “Para mim é o frango assado. E o último disse: “Não há nada melhor do que o RODEIO. Os outros dois amigos o olharam assombrados e perguntaram do que se tratava. O homem explicou: - Coloque sua mulher de quatro, e comece a transar por trás, no estilo cachorrinho; uma vez que as coisas estejam bem quentes, apoie seu peito sobre suas costas, abrace-a fortemente, e diga com delicadeza, bem baixinho, ao seu ouvido: "MINHA SECRETÁRIA TREPA MAIS GOSTOSO QUE VOCÊ"! Depois tente se manter em cima dela por mais de 7 segundos...

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

De volta à USP

As lembranças de minha última viagem a Ribeirão Preto ainda me vêm à cabeça a todo momento. Sim, é sempre emocionante reencontrar amigos com quem compartilhei tantos momentos de minha vida e perceber que, apesar do tempo e da distância, a nossa amizade ainda não se ofuscou. Confesso que me impus certa resistência a dormir mais uma noite longe de casa após meu retorno a São Joaquim da Barra. Acho que, no fundo, já sabia que ia "gostar" do que ia acontecer quando retornasse à velha casa 12 e reencontrasse os amigos. Meu instinto não me enganara. Os mesmos sorrisos, as mesmas brincadeiras, o mesmo clima. Tudo ainda está lá, vivo naquele ambiente mágico. Talvez para nenhum outro morador aquela simples moradia estudantil tenha tanto significado quanto para mim. De fato, não consigo imaginar o que teria sido de mim se não tivesse lá sido acolhido durante a pós-graduação. Quanto aos amigos do laboratório, muita coisa mudou. O ambiente não é mais o mesmo, o que não necessariamente significa que esteja pior, mas é bem diferente daquele que encontrei no início da pós-graduação. Renatinha, Ana Cláudia, Fabiana, Cristiane Jordão, Cristiane Grael, Renatinha, Sakamoto, Andréia, Elisandra, Eliane, Marcos Salvador, Kaká, Patrícia (Chicaro), Pierre, Gobbo, Michel, Sílvia Taleb, Juliana, Janaína, Gobbo, Adriana, Rodrigo, Tchaca, Michel, Vitamina, Bola, Priscila, Dayana, Patrícia Oliveira, Eduardo Henck, Fernanda, Vladimir, Neri, Vessechi, Kelly... De todos estes, sei que apenas Gobbo, Michel, Renatinha, Marcos e Dayana ainda permanecem por lá. A maioria continua sua vida, embora eu não saiba ao o paradeiro de muitos... As lembranças dos “velhos tempos” ainda permanecem no cheiro das bancadas de madeira, no computador onde eu baixava os episódios de Smallville e, principalmente, nos funcionários: Tomaz, Gilberto, Diógenes, Leonardo, Adeguimar, Carla e Isabel Cristina). Esses, sim, são capazes de me fazer pensar que, por um momento, nada mudou. Hoje de manhã eu terminei as últimas correções na apresentação da Marcele, minha (des)orientanda. Na parte da tarde assisti a uma de suas prévias – nada mal para uma primeira vez! Tenho fé de que tudo sairá bem. A Adriana, uma das amigas que mencionei acima, visitou esse blogger. Fiquei feliz não apenas pela visita, mas também por saber que ela está bem. Não sei se voltou para a terra natal (São Luís do Maranhão) ou se deu continuidade ao Doutorado. Achei muito engraçado a definição do que eu ando escrevendo por aqui: “As aventuras do Tonhão”.... Valeu pela força, Adriana! Sucessão e abraço!
Mensagem do dia. Poder e autoridade Na dinâmica da vida social o poder exerce forte fascínio sobre as criaturas. Muitas pessoas desejam ocupar cargos que lhes conceda poder sobre outros indivíduos, mas poucas sabem exercer esse encargo com autoridade. Ter poder não é o mesmo que ter autoridade. O poder "é a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não o fazer." A autoridade é "a habilidade de levar as pessoas a fazerem de boa vontade o que quer, por causa de sua influência pessoal." Para exercer o poder não é necessário ter coragem nem inteligência avantajada. Crianças menores de dois anos são mestras em dar ordens a seus pais. A história da humanidade registrou os feitos de muitos governantes déspotas e insensatos. Mas, para ter autoridade sobre pessoas é preciso um conjunto de habilidades especiais. Uma pessoa pode exercer autoridade mesmo não estando num cargo de poder, enquanto outra pode estar no poder e não ter autoridade alguma sobre seus subordinados. Em uma sociedade injusta, o poder pode ser vendido e comprado, dado e tomado. As pessoas podem ser colocadas no poder porque são parentes ou amigas de alguém, porque têm dinheiro, uma posição social de destaque ou outra conveniência qualquer. Mas com a autoridade isso não ocorre. A autoridade não pode ser comprada nem vendida, nem dada ou tomada. Diz respeito a quem você é como pessoa, ao seu caráter e à influência que exerce sobre terceiros. Para estabelecer autoridade, o líder precisa ser honesto, confiável, responsável, respeitoso, entusiasta, afável, justo, dar bom exemplo, ser bom ouvinte. Quem não tem autoridade pensa só nas tarefas e exige que suas ordens sejam cumpridas. Quem tem autoridade pensa nas tarefas, mas cuida também dos relacionamentos. No processo administrativo há sempre essas duas dinâmicas em jogo: a tarefa e o relacionamento. Atender uma, em detrimento da outra, é caminho curto para o fracasso. E conseguir o equilíbrio entre ambas é uma característica de quem exerce liderança com autoridade. Assim sendo, se você é um líder e precisa lembrar isto às pessoas, é porque você não é. Mas se você não está no poder e mesmo assim as pessoas buscam suas orientações, é porque você tem autoridade. Pense nisso, e lembre-se: liderar é executar as tarefas que estão sob sua responsabilidade ao tempo em que constrói bons e duradouros relacionamentos. O líder ideal é aquele que, pela sua autoridade intelecto-moral, inspira os seus colaboradores e os eleva à condição de amigos. Quem tem autoridade efetiva não teme perdê-la ao se aproximar dos outros e tratá-los exatamente como gostaria que os outros o tratassem. Assim, se você é responsável pela condução de outros seres, medite quanto à responsabilidade que lhe cabe sobre os destinos dessas pessoas e procure ser alguém com autoridade, e jamais apenas alguém que detém o poder. Pense nisso, e procure ouvir os que convivem com você mais de perto.
Frase do dia. "O mais fantástico da vida é estar com alguém que sabe fazer de um pequeno instante um grande momento."
Piada do dia. Namoro judeu
Um sujeito queria namorar a filha de um judeu e foi pedir ao pai.
O velho disse:
- Acho que não vai dar certo, porque os judeus têm uma visão muitodiferente da vida. Para provar que não estou com nenhuma discriminação,vou lhe dar uma maçã e amanhã conversamos novamente. No dia seguinte ele voltou à casa do judeu que lhe perguntou:
- O que você fez com a maçã?
- Fiquei com fome e a comi.
- Tá vendo?Um judeu tiraria a casca da maçã, a colocaria para secar e faria um chá. Dividiria a maçã em quantos pedaços fossem os membros de sua família e dariaum pedaço para cada um.Depois pegaria os caroços,venderia alguns e plantaria outros, pois assimteria um lucro e ainda frutos dentro de algum tempo. Bom, vou lhe dar outra chance.Leve este pedaço de lingüiça e volte a falar comigo amanhã!
O cara saiu de lá puto e pensando o que poderia fazer para aproveitar bemaquela lingüiça.No dia seguinte a mesma pergunta:
- Filho, o que você fez com aquela lingüiça?
- Bem, primeiro tirei o cordãozinho e fiz um cadarço para meu tênis. Depois tirei o plástico que protege a lingüiça e o guardei. Dividi a lingüiça em 8 pedaços e dei um pedaço para cada membro da minha família.Depois fiz uma camisinha com o plástico, comi sua filha e aqui está o "leite" para o senhor fazer um cappuccino.
Putz, que correria! Acordei na terça-feira cedo e já preparei as coisas para ir à Ribeirão Preto. O objetivo era conversar com o Betão para acertar os detalhes do projeto de pesquisa que irei escrever para conseguir verba junto à Fapesp (instituição estadual que financia a maioria das pesquisas desenvolvidas, juntamente com a Capes e o CNPq). Foi uma conversa muito proveitosa. Acabei passando ontem e hoje fazendo levantamento bibliográfico na internet. Vocês não imaginam como dá trabalho... Foram mais de 100 artigos, baixados um a um... Haja paciência!
É sempre muito bom retornar ao laboratório onde fiz pós-graduação. Sinto, na maneira como todos lá me tratam, que existe um sentimento de saudade mútuo muito saudável. A primeira pessoa com quem conversei foi com o prof. João (o professor que foi meu orientador no mestrado e no doutorado). A minha gratidão por ele chega a ser um sentimento quase de filho para pai... Gosto muito de conversar com ele, pois embora seja um professor titular (o grau máximo dentro do regime da USP) e de renome no meio científico, a gente acaba sempre dando umas risadas...
O Paul (aquele meu amigo inglês) estava por lá. Talvez seja impressão, mas eu o senti diferente desta vez. Não apenas eu, mas também a Viviane (a namorada dele) havia mencionado algo de estranho no comportamento dele. Mesmo o Betão, que tem toda a paciência do mundo, estava "pegando ar". De fato, manifestações de egoísmo, de extremo individualismo e de falta de humildade são capazes de estragar qualquer relacionamento, seja ele amoroso, afetivo ou simples amizade. Nem tive muita oportunidade de conversar muito com ele (mesmo porque o meu vocabulário está cada vez mais "pobre", o que me força a ficar balançando a cabeça em sinal positivo, como se fosse uma vaquinha de presépio. Na terça, o Betão e eu levamos ele para almoçar na Cantina da Elaine, onde se pode comer comida caseira à vontade por R$6,50. O pior foi que ele não gostou de almoçar lá; hoje quis almoçar na Cantina da Química. Eu, logicamente, não fui.
Como tinha planejado, eu fui almoçar com o Sakamoto. Eis ali um grande amigo que ficará marcado para sempre... Às vezes eu fico pensando como eu e o japonês, com quem tive cada "arranca-rabo" no início da pós-graduação (ele chamava a atenção de todo mundo, como se fosse chefe do laboratório) fomos nos tornar grandes amigos... Ele está se mudando para Campo Grande -MS, sua cidade de origem. Eu torço muito por ele e vou sentir muita falta dele. No laboratório, a maioria das boas lembranças tem a participação dele. Sempre muito prestativo ee quieto, sempre fazia o que estivesse ao alcance para ajudar todos, mesmo aqueles que o queriam ver pelas costas (e olha que tinha gente que conseguia querer mal...) Boa sorte na viagem, Sakamoto! E não se esqueça nunca dos amigos...
Na moradia, encontrei o Gláucio, o Pancinha, o Ricardão, o Ademar, a Ana, a Márcia, a Juliana e duas meninas novatas muito legais, mas que não me lembro o nome agora. Dormi no chão do quarto do Gláucio e do Pancinha. Deitamos cedo, mas fomos dormir mesmo já era quase 2h... A gente começou a jogar conversa fora e aí... Bom, aí nunca sai nada que preste mesmo... E as risadas foram brotando aos poucos... Resultado: perdi o sono...
Encontrei também o Beto (não é Betão, é o Beto - esse é outro). Fiquei muito feliz com a atenção que ele me dispensou. Mostrou-me, inclusive, o laboratório novo dele. Realmente é uma pessoa muito gente boa emuitíssimo. com quem espero manter contato para a realização de trabalhos no futuro.
As aulas da universidade foram boas. Hoje, particularmente, fiquei muito feliz. Eu tentei falar "direito", usar termos cientificamennte corretos e tentei ser didático ao mesmo tempo. Parece que deu certo!
Mensagem do dia. Música de amor Lester era filho de um pastor de uma pequena cidade. Seu pai não lhe legou dinheiro, mas lhe deu uma sólida educação em que os valores da autoconfiança e da determinação incessante se aliavam à alegria dos aspectos criativos da vida. Lester amava a música e para pagar aulas de piano com um professor ele cortava lenha. Os anos da depressão americana puseram fim aos estudos na faculdade e à sua carreira musical. Aos 30 anos ele se casou com sua namorada, Frances e os dois deram início à doce harmonia doméstica de um pequeno lar e uma família. O interesse de Lester pela música nunca cessou. Sempre que podia, ele ouvia e estudava os grandes compositores clássicos. No entanto, ele não tinha muitas oportunidades de exercitar os seus talentos. Com muitas contas para pagar e a perspectiva de aumentar a família, ele nem podia pensar em adquirir um piano. Em 1942, foi convocado para a guerra e enviado para lutar na Europa. Todos os dias, em meio aos horrores da guerra, Lester encontrava tempo para escrever para sua querida Frances. Sentia saudades dela e do "homenzinho", forma como se referia ao seu filho recém-nascido, que morava na "pequena mansão", um título pomposo dado à sua casa modesta. Aquela correspondência, tão valiosa e cuidadosamente guardada, era lida e relida por Frances, que todos os dias aguardava, ansiosa, a chegada da próxima carta. Lester remetia todo o dinheiro que podia para sustentar sua jovem família, e Frances trabalhava meio período como enfermeira para complementar o orçamento. A economia era a nota constante. Ela comprava somente o suficiente para as necessidades básicas e com suas orações pedia proteção continuamente para o seu marido. A guerra terminou e a Europa voltou a ser um lugar seguro para viver. No mês de março de 1946, Lester retornou para os seus familiares na "pequena mansão". Uma grande surpresa o aguardava. Uma verdadeira dádiva de amor. Frances guardara todos os cheques que ele enviara para alimentar sua pequena família. Ela os economizou e juntou cuidadosamente para comprar um presente que alimentaria a alma do seu amado. Renunciando ao próprio conforto, Frances poupou quase tudo a fim de comprar um piano para ele. Na verdade era uma espineta, um antigo instrumento de cordas semelhante ao cravo. Mas para Lester era o melhor e o mais belo piano de concerto do mundo. Ele era o saldo da renúncia máxima de uma mulher. O piano de Lester ainda hoje é um símbolo de amor permanente. Seus netos o guardaram com zelo e quando se sentam para tocá-lo têm a sensação de que trazem de volta à vida a história da família. É como se retornassem a ouvir o velho avô tocando canções de ninar para seus filhos, sinfonias arrebatadoras de Beethoven para a sua avó e músicas alegres para dançar. Cada nota do instrumento transmite o amor que Frances e Lester sentiam um pelo outro, pelos filhos e pelos netos. Eles partiram para a espiritualidade mas legaram aos seus amores uma lição imortal: a do amor que supera a amargura, a distância, o tempo e a vida física. São necessárias duas pessoas para haver aconchego. Mantenha sempre uma expressão agradável no rosto. Ele é o espelho onde seu amado deve se refletir. Cantar atrai mais afeição do que gritar. Finalmente, pense: quando você tem amor no coração qualquer pessoa a seu redor encontra alegria em sua presença.
Frase do dia. Defeitos não fazem mal, quando há vontade e poder de os corrigir.” (Machado de Assis)
Piada do dia. Como explicar sem ofender.
Um homem de 85 anos estava fazendo seu check-up anual. O médico perguntou como ele estava se sentindo:
- Nunca me senti tão bem - respondeu o velho. Minha nova esposa tem 18 anos e está grávida, esperando um filho meu. Qual a sua opinião a respeito doutor?
O médico refletiu por um momento e disse:
- Deixe-me contar-lhe uma estória: eu conheço um cara que era um caçador fanático, nunca perdeu uma estação de caça. Mas, um dia, por engano, colocou seu guarda-chuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um urso repentinamente apareceu na sua frente. Ele sacou o guarda-chuva da mochila, apontou para o urso e...BANG.............. o urso caiu morto.
- HA! HA! HA! Isto é impossível - disse o velhinho - algum outro caçador deve ter atirado no urso.
- Exatamente!