quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Ando sem tempo para tudo. Minha vida tem se limitado ao trabalho, apenas. Quando saio de casa para não trabalhar, ou vou ao clube para nadar (tenho sido forçado a fazê-lo diariamente, por causa do bico-de-papagaio) ou então vou à casa da Débora. Em função das provas bimestrais na universidade, o tempo ficou ainda menor. Acho que ficou fácil de perceber isso, pois o blogger não tem sido atualizado com aquela freqüência do início. As mensagens, piadas e fotos também sumiram...
Confesso que eu não estava me importando muito. Afinal, quem iria se interessar pela minha vida? Eis que a Dayana me envia um e-mail deduzindo (como é esperta aquela baixinha!) que ando muito ocupado, já que eu não ando atualizando o blogger...
Vou, então, postar um resumo dos meus últimos dias.
Sábado, 17 de setembro de 2005
Neste dia fui assistir à palestra de um professor que visitou a universidade. Trata-se de um renomado professor que, assim como o Wilson e eu, também trabalha com Produtos Naturais. Tivemos a oportunidade de conversar e ele deu-me muito incentivo para prosseguir com os meus planos profissionais. Também conversei com a esposa dele, que também é da área. Fiquei muito feliz e motivado. Afinal, sempre é bom receber apoio e conselhos de “gente grande de verdade”...
À noite, eu e a Débora fomos ao casamento do Clodoaldo, lá em Batatais. Clodoaldo e eu nos graduamos juntos em 1998. Na época da faculdade, ele era da “turma do fundão” e eu era um “CDF FDP”... Acreditem ou não, os e-mails que trocamos nos tornaram mais próximos e mais amigos. Eu fiquei muito feliz por ele ter trazido o convite pessoalmente aqui em casa.
A viagem a Batatais foi uma verdadeira aventura. A rodovia que liga a via Anhanguera até Batatais é perigosíssima, mal sinalizada, sem faixas e sem acostamento. Os veículos que por lá trafegam estão sempre com luzes altas. Não bastasse, nós não tínhamos a mínima idéia de onde era a igreja. Parei em um posto e perguntei pela Igreja Matriz (putz, eu tinha esquecido o convite e não lembrava o endereço!) Chegando lá, eu achei o casamento muito “grã-fino”, mas a Débora foi logo se ajeitando e disse que era lá. Ela já estava entrando na igreja quando eu resolvi perguntar de quem era o casamento. Adivinha? Não era do Clodoaldo! O cara respondeu, sorridente e orgulhoso: “È do Rodrigo, meu sobrinho” Eu e a Débora nos entreolhamos e saímos. Após tomarmos uma certa distância, caímos em risos! Precisei perguntar umas três vezes para chegar na igreja em que o casamento seria realizado – ô, lugarzinho difícil de achar! A minha sorte é que naquele dia eu estava com uma “intuição de Taidão” aguçado (Taidão, no caso, é o meu pai, que não gosta de perguntar quando precisa achar um lugar; ele vai mais pela intuição).
A celebração foi uma das mais belas a que assisti em toda a minha vida. A cerimônia foi realizada ao som maravilhoso de um violino. Que coisa linda! Já na igreja eu avistei os amigos de faculdade – Ricardão, Ricardinho, Gláucia, Robinson, Régis, Valter. Ficamos próximos do Robinson e da família dele, para que ele nos guiasse até o local da festa.
A festa foi realizada em um clube de campo. Decoração muito bonita, música muito boa. O cantor era um negão que parecia aquele cara das lojas C & A (esqueci o nome dele...) Dei um jeito de colocar os amigos em mesas próximas. Conversamos bastante.
O Robinson, que morava em Franca, mudou-se para Batatais. Está trabalhando lá mesmo, em uma fábrica de fertilizantes. Casou-se e tem dois filhos.
O Ricardinho, de Restinga, também namora há um tempão, mas ainda não se casou.
O Régis, aqui de São Joaquim, também não se casou. Ele estava acompanhado pelos pais (que, aliás, são pessoas maravilhosas!).
O Valter estava acompanhado pela mulher. Na época da faculdade, ele trabalhava na Usina Batatais. Disse que mudou-se para Catanduva e é supervisor de uma usina lá da cidade. Assim como o Robinson, também é pai de dois filhos.
O Ricardão... Bom, do Ricardão todos sabem: está terminando o Doutorado na USP de Ribeirão Preto. Também está solteiro (pelo menos é o que ele fala...)
Foi muito bom reencontrar os amigos, muito bom mesmo! A Débora disse que há muito tempo não me via sorrindo daquele jeito. Gostaria de reencontrá-los novamente, em um clima menos formal. A maioria deles pernoitou lá em Batatais mesmo, mas nós tivemos que vir embora mais cedo (0h30min).
Domingo, 18 de setembro de 2005
O barulho da chuva deu indícios de que o domingo ia ser bastante monótono. Não pude jogar futebol nem nadar. Almoçamos na casa do Tinzão (meu tio, irmão do meu pai). Bem, almoçar é força de expressão quando se fala da família Crotti. Nunca vi uma família gostar de carne desse jeito! Não tinha nem feijão – olha que absurdo! Como eu não gosto muito de carne (não tanto quanto eles...), forrei o estômago com pão-vinagrete-patê e ficou por isso mesmo. Passei a tarde com a Débora. Fomos à lanchonete do posto e lá pude reencontrar o Plínio e sua namorada. O Plínio e eu estamos juntos em 1992 (no Pedro Badran) e 1993 (na Feam-COC). Ele formou-se em Agronomia em Uberlândia e, após trabalhar na Bahia, Mato Grosso e Minas Gerais, retornou `a cidade para dar um tempo.
Na saída, encontramos com o Gracioli. O Gracioli (assim o chamo por termos feito tiro-de-guerra juntos; o nome dele é Daniel) e eu também nos graduamos juntos. Perguntei a ele sobre o casamento do Clodoaldo e ele disse que não estava sabendo. Fiquei depois refletindo... Será que ele não foi convidado ou não quis ir? E olha que eu sempre achei que ele fosse mais próximo do Clodoaldo do que eu... Isso fez-me perceber quanta consideração o Clodoaldo tem por mim... Valeu mesmo, Clodoaldo! Obrigado pela consideração!
Segunda-feira, 19 de setembro de 2005
A segunda-feira foi muito tranqüila. As aulas foram boas, sem maiores problemas. Consegui explicar, mas sem muito estresse. Já vi que não adianta forçar a barra. Uma aluna disse, ironicamente: “Eu te conheço! O senhor não é o professor Eduardo, de Química? É aquele que explica, explica e ninguém entende nada, não é?” Façam o que fizer, não mexam com o meu orgulho! Dei a melhor aula que eu podia. Olhava para a aluna o tempo todo. Ela ficou morrendo de vergonha! Todos disseram que entenderam e recebi muitos elogios pela aula. E, claro, recebi as desculpas dela no final...
À tarde, preparei prova para a turma da universidade e fiz os gráficos que a Ivani tinha pedido (aliás, deu o maior trabalhão!)
Terça-feira, 20 de setembro de 2005
Passei a manhã e a tarde desta terça-feira corrigindo as provas da universidade. Não sei o que é pior na profissão de professor: o desinteresse dos alunos ou a correção de provas. Como isso toma tempo! E eu com tanta coisa pra fazer... Só deixei um tempo pra nadar, já que não tinha nadado nem no domingo nem na segunda-feira.
Confesso que sempre me desgasto com a correção de provas. Cheguei na escola um trapo! Apesar disso, eu dei aula pra valer (dentro do possível, é claro!) Passei um resumo na lousa, expliquei a matéria e fizemos alguns exercícios e os corrigimos também. Acreditam que eu consegui o silêncio dos alunos em todas as salas?
Alguém aí pode entender por que isso acontece só de vez em quando?

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