sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Como a Dayana deduziu algum tempo atrás, quando eu não atualizo o blogger com freqüência é porque “o bicho tá pegando”. Faz mais de uma semana que não tenho tido tempo pra nada... Só tenho saído de casa para ir ao clube nadar. Mesmo assim tenho nadado míseros 500 m e já volto correndo para casa. Vou mesmo só para aliviar a dor mas é só ficar sentando uns 20 minutinhos que lá está ela incomodando novamente... É por isso que eu tenho optado por nadar nos finais de tarde, mas tenho que confessar que não é nada fácil lidar com a baixa temperatura da água nesse período do dia. Mas fazer o que, né? Como diz o meu pai, “É a necessidade que faz um homem”.
Como havia mencionado nas últimas postagens, fui convidado a escrever um capítulo de um livro em inglês. Dizem que ter um capítulo em livro é muito importante para o currículo e, seguindo essa linha de raciocínio, aceitei “entrei de sola”. Pra dizer a verdade, acabou sendo uma responsabilidade enorme por causa do tempo... Afinal, não está sendo nada fácil conciliar a correção das provas de final de bimestre, a redação da minha parte do capítulo (que precisa ser entregue até na próxima quarta-feira) e o fechamento das notas no ensino médio. Pra completar, preciso ainda corrigir o resumo do trabalho que a Marcele e eu vamos enviar para um congresso lá em Minas Gerais.... Dá desespero só de começar a pensar...
Farei um resumo (não sei se tão breve...) das minhas “aventuras” desde que postei a última mensagem.
Na quarta-feira (21 de setembro) eu trabalhei como um louco para tentar escrever o capítulo do livro. Admito que não fiquei satisfeito com o que tinha escrito e já sabia que o Betão também não ia aprovar... Não era pra menos: eu mesmo achava que tinha “feito nas coxas” (como dizem por aí) por causa da falta de tempo... À noite apliquei prova ao pessoal do 3o. ano e no segundo horário fiz revisão de Química Orgânica I com o pessoal daquela classe que, conforme mencionei, está encontrando certa dificuldade com a matéria.
Na quinta-feira (22 de setembro), levei o carro da Débora ao mecânico para consertar um vazamento de óleo que há muito estava preocupando. À tarde, levei-a ao médico em Ribeirão Preto para exame de rotina de uma cirurgia feita no início do ano. Coisa bobinha, apenas acompanhamento. Graças a Deus estava tudo certo e nós ainda tivemos tempo de comer uma batata recheada no shopping! À noite, não fui dar aulas no ensino médio.
Na sexta-feira (23 de setembro), dei aulas apenas no período da manhã. Optei por abonar as aulas da noite, para poder concentrar-me no capítulo do livro. Senti que estava inspirado naquele dia, portanto quis aproveitar. Até que o trabalho rendeu bastante. O problema foi que eu acabei não saindo de casa, nem mesmo pra ver a Débora... Que droga!
Sábado (24 de setembro) foi um dia “chato”. O céu estava fechado, completamente branco. Não havia nuvens de chuva nem tampouco o sol nem deu as caras. Fiquei em casa estudando até a hora do almoço. Dei apenas uma saída para ir ao Mauro (o mecânico) pra ver o que ele tinha feito no carro da Débora para eliminar o vazamento. No horário do almoço, assisti ao “X-men 2” que tinha baixado pela internet. Puta filmaço! A versão que baixei era dublada em espanhol. Eles chamam a “Tempestade” de “Tormenta”. Quase morri de rir quando ouvi a tradução! À tarde joguei futebol (acreditam que eu fiz 4 gols e levei um "frago" debaixo das pernas?) À noite fomos a um churrasco na casa da avó da Márcia (aquela amiga da Débora lá de Sertãozinho). Foi um programa muito divertido. O pessoal estava animado mas sem alterações por causa do álcool. O clima estava bem descontraído. Valeu muito a pena!
No domingo (25 de setembro) fiz pouca coisa do que tinha planejado mas consegui, pelo menos, jogar futebol no clube aqui perto de casa. Como não tinha nadado no sábado, joguei até às 12h e pulei na piscina para aliviar as dores que normalmente atormentam em plena segunda-feira. À tarde, fomos com o pessoal do churrasco tomar sorvete na lanchonete do posto da entrada da cidade. Foram conosco a Márcia, o Rogério (namorado dela), a Rita (tia dela) e a Cássia (colega da tia dela). Novamente foi um bom programa. A Lâmia, diretora da escola onde leciono, apareceu por lá e conversou um pouco conosco. Após nos despedirmos, levei a Débora para casa e fui dormir mais cedo.
Na segunda-feira (26 de setembro) tive aulas no colégio na parte da manhã. Como sempre faço, saio “voando” lá da escola para chegar em casa e assistir ao “X-men: evolution”, uma série que passa no SBT. E eis que quando chego em casa minha mãe não estava e eu tinha ficado para fora... Eu levo comigo a chave do portão, do meu quarto e da cozinha. Aconteceu que a minha mãe esqueceu a chave da cozinha na fechadura e eu não conseguia abri-la... Ninguém faz idéia de quão nervoso eu fiquei. Confesso que tive vontade de arrombar a porta. Acreditem ou não, a minha raiva era mais pelo desenho que pela fome propriamente dita... É isso que dá começar a acompanhar essas sérias. Acho que estou me tornando o adolescente rebelde que nunca fui... À tarde, corrigi apenas algumas provas e à noite apliquei provas na universidade.
A terça-feira (27 de setembro) foi um dia terrível! Eu preferiria esquecer o que aconteceu, mas não posso porque tenho que aprender a ter mais atenção quando se fala em dinheiro. O fato é que eu andei aprontando uma confusão com uns chegues pré-datados e acabei tendo o meu nome no CERASA. Sabem por quê? Cheque sem fundo! Imaginem só: eu, caloteiro! Que vergonha! O pior de tudo é que, sendo final de mês, nem dinheiro para ir limpar o meu nome no banco Falei com o Betão umas quatro vezes pelo telefone. Ele estava num congresso e me pediu para enviar alguns arquivos para ele. A boa notícia é que ele disse que estou escrevendo a minha parte do capítulo do livro mais ou menos do jeito que ele esperava. À noite, no ensino médio, um aluno (o Lucas, do 2o. C) do ensino médio partiu pra agressão físicade uma aluna (a Maiara, da mesma classe) que o tinha chamado de viado. Tive que Lá vou eu bancar uma de “turma do deixa-disso”...
O que marcou a quarta-feira (28 de setembro) foi uma discussão entre a minha irmã e meu primo Frederico. O Frederico estava em Ituverava, na faculdade, e minha irmã aqui em casa. Os dois acabaram brigando por causa de uma mensagem no celular. Ele disse alguma coisa que ela não gostou e escreveu um e-mail enorme muito puto com uma discussão que o meu pai teve com a mãe dele (detalhe: os dois são irmãos...) Minha irmã respondeu algumas coisas e ele ligou no celular dela, soltando os cachorros. Nem sei se eles voltam a conversar mais... O PHODA é que eu tive que ficar tentando acalmar os nervos da minha irmã e do meu primo e, com isso, acabei não terminando de corrigir as provas que precisava ter corrigido...
Na quinta-feira (29 de setembro) viajei à Franca para (des)orientar a Marcele. Nós tínhamos que empacotar uma coluna com sílica (putz, lá vem os termos técnicos) para fracionar uma amostra. Eu não estava num bom dia, pois fui conseguir deixá-la “decente” apenas na terceira vez. Fui tentar instalar um programa para edição de espectros de RMN no computador do Wilson e acabei fazendo “caca”: cliquei em um dos arquivos do disquete e o arquivo sumiu... No final das contas, passei o dia todo “assistindo” a Marcele trabalhar, enquanto eu podia ter feito um milhão de coisas se estivesse em casa. Algum dia eles ainda vão mudar esse tipo de regime de trabalho... À noite, passei todas as aulas fechando as médias.
Na sexta-feira (30 de setembro) tive alguns “arranca-rabos” com os alunos do período da manhã. Enquanto fazia as médias, eles ficaram todos ao meu redor, querendo influenciar no resultado. Pior que isso foi o rapaz que disse que “os pontos de alguns valem mais que os de outros”. Respondi apenas: “Tome cuidado com o que você fala” Também não era pra menos: era a última aula e eu já estava de saco cheio! Sabem por quê? Porque eu tinha recebido alguns bilhetes para um sorteio de brindes no dia das crianças e dei para as alunas mais aplicadas da sala. Os alunos, obviamente, me chamaram de puxa-saco. Será que eu fiquei nervoso ou não? À tarde comecei a dar os últimos retoques no capítulo do livro. Corrigi algumas provas e enviei as notas para a Ana Cláudia fazer as médias e digitar. Nadei no final de tarde e fui à escola à noite. Lá fiquei até às 22h30min apenas cumprindo horário, porque a maioria dos alunos mesmo nem apareceram na escola. Acabei não me encontrando com a Débora, pois ela estava muito cansada e tinha que acordar cedo no sábado...

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