sábado, 3 de setembro de 2005

Existem algumas frases que foram sendo imortalizadas ao longo dos anos e nós normalmente não sabemos quem disse nem tampouco porque. Pois bem: nesta sexta-feira tive a nítida sensação de que quem disse que “o mundo dá muitas voltas” o fez com autoridade. De fato, nós que fomos alunos de pós-graduação sempre esperamos que algum dia, após as muitas voltas que o mundo provavelmente dará, possamos estar “do outro lado”, na condição de professores. Sempre encaramos seminários, qualificações e defesas como se fossem uma verdadeira “batalha”. Na condição de alunos-espectadores, sempre “torcemos” para o aluno e consideramos que o professor-examinador é sempre um carrasco. O fato é que nesta última sexta-feira, nada típica, pude vivenciar como é estar do outro lado, na condição de professor. Após as voltas que o mundo deu, fui convidado para ser membro de uma banca de qualificação. Relato aqui que foi uma experiência muito interessante, para não dizer engraçada. Confesso que uma apresentação de 50 min e quase 3h de argüição é desgastante não apenas para o aluno, mas também para o professor. O professor não pode sair da sala no meio da apresentação para ir ao banheiro ou tomar água, como fazia quando era aluno. Além disso, é preciso permanecer ali até o final dos comentários de todos os membros da banca examinadora. Um aluno me disse que dei umas “pescadas” no meio da apresentação do aluno. Putz, que vergonha! Da próxima vez, vou sugerir para não apagarem a luz do ambiente... Procurei ser bem educado nos comentários, para não assumir a mesma postura de professores que tanto critiquei quando era pós-graduando. No final das contas, parece que o orientador ficou muito satisfeito com os meus comentários e sugestões sobre o trabalho, o que já fez valer a pena todo o cuidado que tive na leitura da qualificação. Teria sido muita emoção para um só dia mas, acreditem, não parou por aí. À noite, lá estava eu para avaliar os seminários. Sim, seminários! É aquela disciplina que tanto fez-me sofrer e que custou-me noites e noites de sono perdidas durante o período de pós-graduação. Felizmente, agora eu não era mais a vidraça; ao contrário, eu tinha condições de ser pedra, mas não o fiz por considerar ser contra os meus princípios. Fiz apenas comentários pertinentes à apresentação e dei algumas dicas sobre a postura e alguns “cacoetes” de linguagem, tais como “é”, “né”, “ta”, “vou estar fazendo”... Foram três seminários. A primeira aluna (a Glenda) abordou um tema relacionado ao projeto dela; o último aluno (o Eduardo Crevelim) falou sobre flavonóides e algumas atividades biológicas. Finalmente, a segunda aluna – meu Deus! – era da Marcele (aquela minha (des)orientanda que mencionei...), que falou sobre atividade antioxidante. Eu tinha assistido a uma prévia dela na quinta-feira e sugerido algumas mudanças, deixando, obviamente, a estrutura que ela havia montado. Por incrível que pareça, ela seguiu todas as minhas sugestões e colocou em prática todas as dicas que eu havia lhe dado... A apresentação não foi perfeita, mas foi muito boa e que agradou muito e convenceu a todos os professores e alunos de que ela sabia do que estava falando. Ficou uma belíssima impressão e eu, é claro, fiquei com uma confortante sensação de dever cumprido. Parabéns, Marcele! Nesta sexta-feira, vivenciei quão complicado é envolver-se em bancas. Saí de casa à 1h40min e voltei às 23h40min. Apesar de exausto, fiquei muito contente por ter tentado contribuir, de alguma forma, para o aperfeiçoamento profissional de alguns alunos, sem, no entanto, ofender ou ferir o orgulho de alguém (como costumavam fazer os professores na minha época...). Bom, pelo menos eu tenho impressão de que não fiz a mesma coisa. O difícil é lidar com a possibilidade de que os professores que me avaliaram e que a tantos humilharam com seus comentários também achavam o mesmo que eu... Mensagem do dia. Segredos dos homens que mudaram a história No livro intitulado "Nunca desista de seus sonhos", o autor Augusto Cury tece interessantes considerações a respeito da capacidade humana de alterar o curso da própria história. Diz ele, em resumo, que a maior genialidade não é aquela que vem da carga genética, nem a que é produzida pela cultura acadêmica, mas sim, aquela que é construída nos vales dos medos, nos desertos das dificuldades, nos invernos da existência, no mercado dos desafios. Muitos sonhadores desenvolveram áreas nobres da sua inteligência, atravessando turbulências aparentemente insuperáveis. Suportaram pressões que poucos agüentam. Viveram dias ansiosos, sentiram-se pequenos diante dos obstáculos. Alguns foram chamados de loucos, outros, de tolos. Zombaram de alguns, outros foram discriminados. Tinham todos os motivos para desistir de seus sonhos, mas não desistiram. Quais foram seus segredos? Eles fizeram da vida uma aventura. Não foram aprisionados pela rotina. Embora não seja possível escapar da rotina, esses sonhadores passaram parte de suas vidas criando, inventando, descobrindo. Tiveram uma visão panorâmica da existência mesmo em tempo nublado. Foram empreendedores, estrategistas, persuasivos, amigos do otimismo. Foram sociáveis, observadores, analíticos e críticos. Fizeram escolhas, traçaram metas e as executaram com paciência. Segundo o filósofo Kant, "a paciência é amarga, mas seus frutos são doces." A paciência é o diamante da personalidade. Muitos discorrem sobre ela, mas são poucos os que a conquistam e colhem seus frutos. Para Plutarco, "a paciência tem mais poder do que a força". Não se pode medir um ser humano pelo seu poder político e financeiro. Ele pode ser avaliado pela grandeza de seus sonhos e pela paciência em executá-los. No entanto, a paciência é um dos remos que impulsiona o barco dos sonhos. O outro remo é a coragem. É necessário ter-se coragem para correr riscos e superar os obstáculos. Aqueles que têm medo jamais navegam em mares desconhecidos. E por isso mesmo nunca serão capazes de conquistar outros continentes. Os homens que transformaram seus sonhos em realidade aprenderam a ser líderes de si mesmos para depois liderar o mundo que os cercava. Tinham uma ambição positiva, queriam transformar a sociedade em que estavam inseridos. Foram dominados por um desejo de serem úteis para os outros. É possível destruir o sonho de um ser humano quando ele sonha para si, mas é impossível destruir seu sonho quando ele sonha para os outros. Os ditadores jamais conseguiram destruir os sonhos daqueles que sonharam com a liberdade do seu povo. Morrem os ditadores, enferrujam-se as armas, mas não se pode destruir os sonhos de quem ama ser livre. O esforço em direção ao ideal traçado é ônus intransferível de cada ser. Paciência e coragem servem de ferramentas poderosas na realização de sonhos. No entanto, acima de tudo isso há a vontade soberana e poderosa, capaz de justificar o início de qualquer projeto, bem como de motivar-nos a seguir em frente. Frase do dia. “A alegria é o sinal pelo qual a vida marca seu triunfo.” (Alexis Carrel) Piada do dia. Rodeio Três amigos estavam reunidos tomando uma cervejinha; dentre outras coisas falavam sobre as melhores posições durante o ato sexual. Um deles disse: “Para mim a número um é o 69”. O outro disse: “Para mim é o frango assado. E o último disse: “Não há nada melhor do que o RODEIO. Os outros dois amigos o olharam assombrados e perguntaram do que se tratava. O homem explicou: - Coloque sua mulher de quatro, e comece a transar por trás, no estilo cachorrinho; uma vez que as coisas estejam bem quentes, apoie seu peito sobre suas costas, abrace-a fortemente, e diga com delicadeza, bem baixinho, ao seu ouvido: "MINHA SECRETÁRIA TREPA MAIS GOSTOSO QUE VOCÊ"! Depois tente se manter em cima dela por mais de 7 segundos...

Um comentário:

gilson disse...

bom dia ai otimo blog
eu li o livro de augusto curi
ele e otimo!!! ah a piada foi bastante engraçada rsrsrrsr