quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Terça-feira, 06 de setembro de 2005 Se a segunda-feira foi um dia terrível, eu esperava que a terça-feira fosse um dia maravilhoso. Enganei-me... Acordei e fui para o hospital fazer uma visita ao ortopedista para ver se estava tudo certo com a minha coluna. Estava sentindo dores fortes na base da coluna, principalmente após jogar futebol. Para minha surpresa (e desespero), descobri que tenho um “bico-de-papagaio”! O remédio? Natação, de duas a três vezes por semana. Cheguei em casa, troquei de roupa e fui direto para o clube. Animado como nunca (mesmo porque era necessário...), fiz 300 m rapidinho. Foi então que o ouvido esquerdo começou a doer e tive que parar. Putz, ficar velho é triste... À tarde, troquei alguns e-mails com um professor da Unesp de Araraquara. Ele vai fornecer algumas substâncias para a realização de uma parte do projeto de pesquisa que estou pensando em escrever. Fiquei impressionado com a acessibilidade e a disposição do camarada. Acho que iremos nos entender muito bem. À noite, fui para a escola e comentei com a Ivani sobre a minha intenção de abandonar as aulas no ensino médio. Ela ficou triste e nervosa também. Pelo que pude perceber, ela não quer que eu nem cogite esta possibilidade. E se de repente eu mudar mesmo de idéia? Poderá ser tarde demais, porque todos por lá já vão achar que eu estou trabalhando insatisfeito e não fazendo um bom trabalho. Decidi, então, que não vou mais tocar no assunto. Quarta-feira, 7 de setembro de 2005 Que feriado, que nada! Acordei às 7h e sentei-me em frente ao computador. Estava decidido que terminaria o artigo sobre a análise de triterpenos. Acabei terminando-o, mas o dia em si foi meio tumultuado. Na verdade, fui eu quem acabou tumultuando a minha cabeça com idéias bobas. Caramba, até com a mente ocupada com trabalho essas idéias de merda aparecem... Deve ser a Teoria da Evolução: até as idéias de merda estão cada vez mais evoluídas! À tarde, levei a Clara para brincar na casa da Débora. Todos nos divertimos muito, até que o sono bateu na Clarinha, ela ficou chatinha e eu tive que trazê-la embora para casa. À noite, eu e a Débora havíamos combinado de ir a um rodízio de pizza. No entanto, devido aos tumultos que ocorreram durante o dia, acabamos tendo uma conversa muito madura e saudável. Na verdade, foi uma espécie de auto-análise de mim mesmo. No final, chegamos a uma conclusão esplêndida e confortante, quase que óbvia: não sou muito normal, não... Mensagem do dia: Conhecendo o coração Rachel estava iniciando sua carreira na medicina e começou a atender os seus próprios pacientes. A primeira pessoa que lhe coube atender foi uma viúva de 84 anos, com uma insuficiência cardíaca das mais simples. Era a paciente ideal para alguém que não tinha muitos conhecimentos. Uma doença de fácil tratamento. O diagnóstico foi preciso: ela sofria de doença coronariana. Rachel conseguiu elaborar um plano de tratamento, prescrevendo dois medicamentos. Em poucas semanas de tratamento, a paciente não se queixou mais de falta de ar, a tolerância aos exercícios começou a melhorar e o inchaço dos tornozelos diminuiu. Estranhamente, embora Rachel exultasse de felicidade com a sua vitória, a paciente se mantinha sem nenhuma alegria. A jovem médica pensou que provavelmente isso se devia à sua idade avançada. No mês de dezembro, Rachel a dispensou da clínica. Deu-lhe somente um medicamento para ir tomando e recomendou-lhe que voltasse em seis meses, para reavaliação. Enquanto escrevia a sua primeira receita, Rachel sentia que estava se tornando uma médica de verdade. No início de março, entretanto, a senhora retornou para a consulta. Era a terceira paciente do dia. Enquanto atendia as primeiras, Rachel pensava em que erro teria cometido, pois tinha certeza que a paciente deveria estar de novo com um quadro de insuficiência cardíaca. Por que outro motivo ela teria voltado tão cedo? Qual teria sido a falha? Ansiosa, Rachel entrou na sala de exames e encontrou a senhora, totalmente vestida, sentada em uma cadeira. Percebendo o olhar de surpresa da médica, ela disse que não estava ali para um novo exame. Viera para trazer um presente para ela. E das profundezas de sua enorme bolsa, tirou um embrulho de papel encerado e colocou na mão de Rachel. Eram quatro pequeninas flores roxas. “São muscaris”, falou a viúva. “há mais de 40 anos, meu marido e eu temos plantado essas flores no jardim de nossa casa. Elas renascem a cada primavera, sem falhar. São o primeiro sinal de que a vida é mais forte do que o inverno. No outono anterior, quando senti minha própria vida se retrair, não pensei no inverno, doutora. Pensei na morte. Lembrei-me dos muscaris e das outras flores do jardim, que retornam a cada primavera. Pensei que nunca mais as veria. Senti muito medo. Quando a senhora me explicou sobre a ação do medicamento que estava me receitando, fiquei descrente. A senhora é tão jovem. Quase sessenta anos nos separam. O que poderia a senhora saber? Mas agora doutora, eu vim lhe agradecer. Obrigada pela ajuda. Obrigada por conseguir que eu visse outra primavera, que visse outra vez as minhas flores.” E saiu. Rachel ficou com o pequeno ramalhete nas mãos. Na sua mente, mil pensamentos começaram a bailar. Os seus livros de farmacologia traziam explicações sobre o modo de ação do remédio que ela prescrevera e sua dosagem. Rachel sabia que, aos 84 anos, um coração com problemas, responderia ao medicamento. Os livros lhe tinham ensinado tudo o que ela precisava saber a respeito. Só não haviam ensinado que o amor pela vida não é uma função do músculo cardíaco. Muito antes de o bebê nascer o coração se faz presente. Muito antes disso, o espírito existe e ama, e sente. Por isso, é muito bom nos aliarmos à voz daquele cardiologista que extasiado ante a beleza da vida, orou: “Deus, faça com que os nossos olhos vejam e nossas mentes sejam capazes de conhecer. Permita que haja momentos em que sua presença, como um raio, ilumine a escuridão na qual caminhamos. Ajude-nos a enxergar e nos maravilharmos ante a grandeza que descobrimos, a cada dia, a fim de que não continuemos a caminhar como cegos, no meio de tanta grandeza com que nos brindas, enquanto os dias passam e os anos vão desaparecendo.” Frase do dia: “De que serve construir arranha-céus, se não há almas humanas para morar neles?” (Érico Veríssimo) Piada do dia. Lula e Jesus
Lula, presidente do Brasil, vai a uma igreja em 2006 e se ajoelha na frente de Jesus, rezando.
Lula: - Jesus estou totalmente arrependido e gostaria de redimir meus pecados.
Jesus: - Está bem. Que tens feito?
Lula: - Depois de quatro anos no governo, deixei meu povo arruinado e na miséria.
Jesus: - Dê graças ao Pai!
Lula: - Também traí o povo e meu partido, que me deram apoio e, quando precisaram de mim, dei-lhes as costas. Expulsei do partido os verdadeiros petistas!
Jesus: - Dê graças ao Pai!
Lula: - E, por último e pior, pela minha vaidade descontrolada e desmedida, coloquei meu país rico e maravilhoso no fundo do poço, na mais completa indigência, em benefício do capital especulativo internacional, comandado pelo Meireles que eu nomeei presidente do Banco Central. Protegi o Meireles e o presidente do Banco do Brasil quando a imprensa apurou as realidades sobre as delinqüências dos dois. Economizei verbas da saúde, educação, moradia, conservação de estradas, pesquisas científicas, tudo para pagar mais juros aos banqueiros. Mandei comprar lençóis importados, de linho egípcio. Enchi os depósitos do palácio com todos os tipos de bebidas caras. Comprei um avião a jato novo, importado, dando emprego para estrangeiros e não para os brasileiros que trabalham na Embraer. É que receber mala preta da Embraer ia dar zebra. Protegi os delinqüentes do MST para desestabilizar a democracia e tentar dar um golpe e assumir como o Fidel. Protegi as maracutaias do Zé Dirceu, do Waldomiro e do tesoureiro do partido. Comprei votos de deputados e senadores com liberação de verbas de emendas deles ao orçamento. Arregacei com os velhinhos cobrando novamente dos aposentados a contribuição previdenciária, sem qualquer contraprestação do Estado para eles. Comprei o apoio da Rede Globo com liberação de financiamento pelo BNDES, para eles pagarem dívidas vencidas, negocinho de pai para filho com o dinheiro do povo.
Jesus: - Dê graças ao Pai!
Lula: - Mas Jesus, estou realmente arrependido e a única coisa que o Senhor tem para me dizer é: "dê graças ao Pai"?
Jesus: - Sim, agradeça ao Pai que estou aqui pregado na cruz, porque senão desceria para te encher de porrada!

Nenhum comentário: