quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Tudo estava caminhando para que esta quarta-feira fosse como todas as outras, mas acabou não sendo. Como sempre faço, acordei e fui para o computador estudar. De fato, meu computador tem sido meu único companheiro a maior parte do tempo e já não sei o que faria se ele não existisse... A internet banda larga também tem contribuído muito para tornar minha volta de Ribeirão Preto menos dolorosa. Sinto muita saudade do pessoal de lá (embora ainda não saiba para quantas pessoas a recíproca é verdadeira...) e do ambiente da pós-graduação. Estar conectado 24h dá, às vezes, a impressão de que eu estou lá!
De manhã, fui ao clube (popularmente chamado de “Baixada”), do qual sou sócio desde 1988. Meu pai comprou o título para que eu pudesse ter acesso à piscina. Na época, eu tinha (apenas) desvio na coluna. Por ironia do destino, vou lá todos os dias, mas apenas para nadar e aliviar as dores do bico-de-papagaio...À tarde recebi uma ligação do Betão. Ele convidou-me para escrever, juntamente com o pessoal do laboratório, um capítulo de um livro em inglês. Alguém aí acha que eu recusei? Não tinha como, né? Com mais essa “tarefa”, eu acabei ficando “entupido” de coisas pra fazer. É tanta coisa que eu nem sei por onde começar! Só sei apenas que tenho que dar conta do recado. Como dizem, “preciso dar os meus pulos”...
À noite, as aulas na faculdade foram até que proveitosas, pelo menos as duas primeiras. Quanto às duas últimas, foi uma decepção só! Pra variar, percebi que, novamente, os alunos deixam pra estudar somente às vésperas da prova... Senti que eles estavam completamente perdidos e diziam que a matéria era difícil. Eu disse que não aceitava uma resposta dessas depois de quase dois meses de aula. Por que não disseram antes? Por que não respondem quando eu pergunto se entenderam ou não? Eu poderia ter mudado a maneira de explicar ou algo parecido! Mas não! Ao que parece, essa posição é a mais cômoda. Nem mesmo quando eu lhes dou um “esporro” a expressão do rosto deles se altera! Meu Deus! Vocês não imaginam o meu desespero quando isso acontece... O pior é que eu sei que eles não estão aprendendo e tenho plena consciência de que a culpa não é minha. Como posso ter tanta certeza? Bom, por um motivo bem simples: não basta o meu esforço e boa vontade para tentar dar uma boa explicação (e isso nunca me faltou); é necessário que eles também estudem um pouquinho para poderem aprender. Para vocês terem uma idéia, somente 4 alunos dentre os 23 da classe conseguiram nota 6 ou acima na última avaliação. E acho que vai ser assim nessa prova de novo! Relatarei aqui uma situação que me deixou muito triste.
Quando voltei ao ônibus, senti um clima pesado. Perguntei à Liliam o que havia acontecido e ela, após uma longa insistência de minha parte, disse que tinha tinha ocorrido um bate-boca por minha causa. Tentarei explicar. O fato é que eu sou o último a entrar no ônibus. O motorista do ônibus fica à minha espera para poder sair e alguém lá havia se queixado por ter que esperar “o professor” e ter que sair 3 min mais tarde... A queixa dessa aluna faz-me pensar que eu preciso mudar o rumo da minha vida o mais rápido possível. Espero que algum dia eu possa relatar aqui ao que eu estou me referindo... Não fiquem curiosos: eu lhes contarei assim que puder...

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