segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Hoje de manhã aconteceu algo muito engraçado na escola onde leciono. Haviam poucos alunos na escola e no instante do "acontecido", um número considerável de professores encontrava-se por perto. A vice-diretora aproveitou para dar um "puxão de orelha" em uma professora novata, alegando que sua calça branca estava muito "provocante". A professora, de imediato, rebateu a crítica alegando que alguns professores (isso mesmo, professores!) também iam à escola com calça apertada, deixando o "bumbum" marcado. Eu e os demais professores (nós estávamos em três) caímos na risada, já que nenhum de nós estava com roupa estravagante. Foi então que ela apontou o dedo para mim. Confesso que senti um frio na barriga, que aos poucos foi se transformando em um sentimento de vergonha enorme assim que a professora começou a falar. Ela usou mais de uma meia dúzia de adjetivos para caracterizar o meu "bumbum" (os que eu lembro são "firme" e "redondo"). PelamordiDeus! Eu devo ter ficado roxo de vergonha, porque todos os que estavam na sala olharam para mim, dispararam a rir e tinham dificuldades em parar.
Mas peraí: que negócio é esse de analisando o meu "bumbum"? Eu não achava que as mulheres "admiravam" essa parte do corpo dos homens, assim como nós costumamos fazer com elas... Caramba, as mulheres de hoje estão realmente falando o que vem à telha mesmo! Pelo jeito, elas também têm seus desejos e estão cada vez menos tímidas para demonstrá-los publicamente.
Depois do incidente, eu lembrava e caía na risada. Afinal, a tal professora quase escreveu uma tese de doutorado sobre o meu bumbum... Olha só se tem cabimento... Não sabia que eu era tão irresistível assim... Tomarei as providências necessárias: segunda-feira eu irei de jaleco de manga comprida e confecionado até os joelhos. Aí, sim, eu quero ver a cara dela!!!!

domingo, 30 de outubro de 2005

Estou convicto de que vivi intensamente meus 29 anos de vida. Não me refiro ao número exacerbado de namoradas que tive (acho que foram três...) nem ao número de noites que cheguei bêbado em casa (putz, alguém já me imaginou bêbado???). O que quero dizer é que tenho prestado muita atenção no comportamento das pessoas com quem convivo e procurado entender a maneira como agem e pensam.
Pois bem. Há muito tempo venho observando que quase todas as pessoas mais velhas sempre se consideram com a razão. Pior: as de idade mais avançada (com mais de 70 anos) consideram-se donas da verdade e não dão a mínima importância para o que os mais novos pensam. Eu não quero nem posso, de forma alguma, fazer alguma crítica a alguma dessas pessoas, mesmo porque provavelmente eu me encontrarei nesta faixa etária daqui a uns 40 anos (se Deus quiser!!!)
Na minha opinião, eu acredito que esse "costume" que os mais velhos têm de se acharem sempre com a razão é parte da nossa cultura. Uma cultura obsoleta, que vai sendo passada de geração em geração e que se encontra enraizada dentro de cada família. Trata-se de algo tão forte ao ponto de eu ter quase certeza que a maioria de nós agirá da mesma maneira quando atingirmos a mesma idade (se é que isso irá acontecer mesmo...) e é justamente por isso que qualquer crítica deve ser feita com muita cautela.
Diante da experiência de vida dos mais velhos, eu acredito que suas atitudes devem servir de exemplo para todos os mais jovens. Que exemplo dá, por exemplo, um avô que grita com a avó? Que exemplo dá um avô que muda o canal da televisão enquanto o neto estava assistindo a um filme, sem tampouco avisar que vai mudar o canal e praticamente ignorando a sua presença e vontade?????
Espero que todos que lerem a esta mensagem possam ser idosos suficientemente humildes para que não cometerem os mesmos erros arrogantes e presunçosos que os idosos de hoje cometem. Considerando-se que o respeito se conquista, a falta de respeito (posso até dizer falta de educação) dos velhos de hoje para com os mais novos pode ser um dos principais motivos que fazem com que eles não sejam respeitados e pelos mais novos e receberem os destratos de que se dizem vítimas. Os motivos do nervosismo da maioria dos idosos... Bem, envelhecer não é nada fácil. Admitir que já não se pode fazer o que se fazia há 20 anos atrás também não. Portanto, devemos também fazer a nossa parte, tendo paciência. Muita paciência, pois também envelheceremos.

sábado, 29 de outubro de 2005

Hoje à tarde, enquanto voltávamos de Franca, o Eduardo Crevelim disse que também gosta de histórias em quadrinhos (HQ). Então eu recomendei o site do Rapadura Açucarada, que é um verdadeiro "achado" para quem gosta de HQ. O dono do site, um tal de Eudes Onorato, é fanático e diz que seu grande vício é escanear. Quem já visitou o site do cara sabe que ele desempenha seu papel com muita eficiência! Para quem estiver curioso, eu inseri os links na barra aí ao lado.
Diante do seu interesse por HQ, o Eduardo acabou visitando este blog e enviou-me um e-mail dizendo que achou uma boa idéia eu usar este espaço para expor alguns pontos de vista. Aproveitando a oportunidade, eu vou contar aqui um pouco mais sobre esse meu amigo.
Eu conheci o Eduardo por volta de 1986. Ele morava (e ainda mora) na rua de baixo, próximo à casa do Rodrigo (aquele amigo de infância que mencionei e que sequer lembra que eu ainda existo...). Naquela época, o Eduardo era um gordinho com cabelo cuja franjinha pareci-se com a de um curumim. Não tenho lembrança de nenhuma ocasião em que eu tenha conversado com ele naquela época, já que era praticamente IMPOSSÍVEL conversar com ele, de tão INSUPORTÁVEL e CHATO que ele era! Vocês não fazem idéia de como aquele "gordinho" era chato e chorão!!!
Fiquei alguns anos sem encontrar-me com o Eduardo. Reencontrei-o lá por meados da década de 90. Ele estava fisicamente bem diferente. Havia crescido e emagrecido bastante e, por estar treinando no Botafogo, tinha se tornado um jogador de bola um tanto que habilidoso.
Passados mais alguns anos, eu o reencontrei na Unifran. Na época, eu estava no Mestrado e ele estava no início do primeiro ano de graduação em Química. Estava com um cabelo no gel (é, isso mesmo! Acho que tinha mais gel do que cabelo...), estilo Reinaldo Gianechini (ator cujo corte de cabelo virou moda naqueles anos). No entanto, havia se tornado um rapaz calmo, muito diferente daquele "gordinho indecente" que eu havia conhecido anos atrás. Eu me recordo dele ter dito: "Primo, você podia dar aulas pra gente, né?" "Primo" é a forma como ele se refere, ainda hoje, aos amigos.
Acaso do destino ou não, o fato é que eu realmente seria professor do Eduardo durante todo o segundo semestre de 2003. Foi um período curto, mas pude notar nele duas grandes virtudes: a dedicação e a força de vontade.
Hoje ele faz Mestrado em Ciências na Unifan. No início deste semestre, tive novamente o prazer de ser professor do Eduardo, mas desta vez na pós-graduação. Pelo que pude ver, ele vai acabar se dando bem na vida. Basta apenas ter paciência, pois as coisas acontecem no tempo de Deus, e não no nosso.
O Eduardo é um bom exemplo de que algumas pessoas mudam PRA MELHOR com o passar do tempo. De aborrecente insuportável, ele passou a ser um estudante dedicado e uma pessoa muito jóia, com quem tenho conversado muito ultimamente. Quando viajamos juntos à Franca, damos boas risadas. Desejo muita sorte e sucesso a ele...
... e espero que ele tenha conseguido baixar as HQ que ele queria!
Se precisasse usar um adjetivo para caracterizar o dia de hoje, eu escolheria "interessante". Acordei às 7h40min da madrugada... Calma, eu tive um bom motivo: precisava ir à Franca marcar presença na palestra do professor Eliezer. Trata-se de um professor muito conceituado dentro da área de Química Medicinal. Eu já o havia visto anteriormente em alguns congressos. Magro, cabelos brancos até a altura dos ombros, cavanhaque (também branco), sempre muito sério e de blazer. Acho que já perceberam que eu fui um pouco ressabiado assistir à sua palestra. E adivinhem o que aconteceu?
Eu quebrei a cara! Ele é a simpatia em pessoa! A palestra dele foi realmente um show! Muito bem humorado e com uma didática que pouco comum, principalmente em se tratando de professores de renome como ele, o professor Eliezer prendeu a atenção de todos por quase 1h30min! Pra ser sincero, eu fiquei até um pouco triste quando terminou. É claro que eu tive que cumprimentar-lhe ao final da apresentação, ao que ele respondeu: "É como vinho: quanto mais velho, melhor..." E aí, alguém tem coragem de discordar?
Encontrei-me com a Débora na praça de alimentação da faculdade e almoçamos juntos. Esperei o Eduardo terminar a prova (ele tinha vindo comigo de carro...) e retornamos por volta das 13h. Antes de sair, comprei um salgadinho da Elma Chips. Não sou necessariamente fã de salgadinhos; comprei mesmo foi por causa dos bonequinhos da Marvel que vêm junto, pra montar. Estou fazendo coleção!!!! O pior é que eu comprei um de lote mais antigo e o bonequinho não veio... Que raiva!
Chegando aqui em casa, fui ajudar o meu pai a regular as rodas do caminhão. Terminamos por volta das 16h30min. Calcei então a chuteira e fui jogar futebol no clube. Infelizmente o jogo durou muito pouco, pois dois colegas se desentenderam. Um deles é da minha idade, o outro não tem nem 18 anos. Eu tenho percebido que homens de idades diferentes não podem jogar futebol juntos. Sabem por quê? Porque os jovens querem apenas se divertir. Ficam fazendo "firulas", cujo objetivo é apenas "humilhar". Já os mais velhos (o meu caso, por exemplo...) são mais objetivos e jogam mais "sério", pra ganhar, e muito se irritam quando são "humilhados" pelos mais jovens...
Terminado o jogo, aproveitei para fazer os meus 500 m diários na piscina. Ainda tive pique para ir à academia, aproveitar os últimos 30min de jogo. O resultado de tudo isso é que eu estou "mortinho"! A Débora vai me matar quando me vir abrindo a boca de cansaço...
Mas é esse o preço que se paga por ter um namorado atleta!
(putz, essa foi foda...)

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Hoje foi dia do funcionário público. Reservei-me o direito de não fazer ABSOLUTAMENTE NADA. Quando digo isso, refiro-me, obviamente, a atividades relacionadas à redação de artigos, pôsteres, projetos ou coisas do gênero. Acordei lá pelas 9h. Nadei pela manhã (sozinho) e à tarde (com a Débora, a minha irmã e a Clarinha, minha querida afilhadinha).
Hoje o tempo estava muito estranho. O sol brilhou durante toda a manhã. Por volta das 13h, quando resolvi lavar o carro, as nuvens tomaram conta do céu. Às vezes acho que São Pedro sabe quando eu vou lavar o carro e resolve aprontar das suas. Pois foi só eu acabar de encerar o carro que começou a ventar forte e o carro ficou todo empoeirado. Veio, em seguida, uma "chuvinha de molhar bobo" (como diz a mamãe) e pronto: nem parecia que eu tinha lavado o carro!
Hoje perdi um tempão tentando colocar minha foto na barra ao lado e acrescentar meus links favoritos. Pelo menos agora o blog está realmente com a minha cara!
Hoje encontrei-me com minha tia Vânia, irmã do meu pai. Fazia um certo tempo que a gente não parava para conversar. Na verdade, ela mora aqui ao lado, mas por problemas de família, ela preferiu "tirar o time de campo", conforme ela mesmo disse. Durante a conversa, eu disse a ela sobre as dificuldades que os irmãos têm de se entenderem. Ela e o meu pai, por exemplo, já se desentederam várias vezes por terem pontos de vista diferentes em relação a problemas envolvendo meus avós. Da última vez, ela gritou com o meu pai e ele (que é mais velho) ameaçou "quebrar a cara dela". Então meu primo Frederico, filho dela, que o meu pai tinha como filho, tomou as dores dela e deixou de falar com o meu pai. Quando o meu pai está ao portão, nem passar aqui na calçada de casa ele passa...
Bom, esse é apenas um resumo da situação, pois o "negócio" é bem mais complicado do que parece. Existem muitas mágoas de tempos passados e essas mágoas vêm à tona todas as vezes em que ocorre alguma discussão. Aí fica difícil de entrar num consenso.
Eita família complicada! A de vocês é assim também?

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

Quando postei as duas mensagens anteriores (nunca tinha postado tantas mensagens em um único dia!), eu achava que já era o bastante. No entanto, preciso deixar registrado aqui algumas situações interessantes que aconteceram comigo após as 18h.
Saí de carro, a caminho da escola, com o atraso habitual. Quando parei no semáforo, quase na metade do percurso, o motorista do carro ao lado apontou para o pneu traseiro do lado do passageiro. Putz! Eu saiba que aquele pneu ia deixar-me na mão a qualquer hora! Já eram 19h...
Dirigi-me então para o posto, para calibrá-lo e depois continuar o trajeto. Acreditam que o posto estava sem energia?
19h05min. Tive que retornar e calibrar o pneu em outro posto, que ficava no caminho de volta para casa. Chegando lá, tinha um homem calibrando o pneu. Caramba, que homem tranqüilo! Não o cara, eu! Porque se eu não fosse tranqüilo, eu descia e dava porrada no indivíduo. Parecia que estava fazendo de sacanagem! Enfim, calibrei os pneus e voltei para casa, pois percebi que tinha esquecido a carteira e o celular... 19h10min.
Quando cheguei na escola, já eram 19h15min. Foram apenas duas aulas, pois os alunos foram embora após o recreio. Aproveitei as aulas vagas para conversar muito com uma aluna, de quem estou me tornando amigo (segundo as palavras dela). Essa aluna está com sérios problemas na família e eu tenho conversado muito com ela a respeito das dúvidas, anseios e angústicas que estão lhe atormentando ultimamente. Esse também é um papel do professor - talvez o mais importante hoje em dia!
Se algum dia me perguntarem em algum concurso sobre a minha experiência com o ensino médio, eu direi que tudo o que eu tenho aprendido não pode ser resumido em apenas uma linha no currículo... Trata-se de uma experiência de vida ímpar!
Ontem fui dormir já era madrugada. Hoje acordei muito tarde (8h20min) e, quando isso acontece, eu já acordo um pouco mau-humorado. Afinal, com tanta coisa pra fazer, eu acabo considerando que uma hora de sono a mais é uma hora de sono perdida. Passei o dia todo tentando escrever um artigo mas cadê a inspiração? Contudo, seria ingrato demais dizer que o dia foi perdido. Recebi e-mails do Vladimir (de manhã) e do Clodoaldo (esta tarde) que me deixaram muito feliz. Quando eu vi o Vladimir pela primeira vez no laboratório da USP lá de Ribeirão, ele estava aguardando o professor João, nosso orientador. O Vladimir falava muito e expunha suas idéias de forma enérgica. Naquele dia, eu não tive muita oportunidade de dizer nada! Ficou a nítida certeza de que se tratava de um cara muito inteligente. Contudo, acho que minha amizade com o Vladimir começou mesmo quando eu lhe expus alguns pontos de vista e ele, na minha cara, disse: “Eu não concordo com você. Na minha opinião, você está errado”. Ele disse isso em um tom seco que me impressionou. Naquele momento, eu o achei um tremendo “chato”. Afinal, como ele teve coragem de dizer isso na minha cara? Aos poucos fui vendo que essa é uma qualidade que poucas pessoas têm, principalmente aqui no Brasil: a sinceridade! Percebi que se o Vladimir tiver que mandar um cara à merda, ele manda e diz isso para a própria pessoa, sem intermediários. De fato, nós, brasileiros, temos dificuldades de lidar com o “não”. A gente sempre gosta de pessoas que, mesmo não gostando do que estão ouvindo ou do que estamos fazendo, preferem sorrir e dar tapinhas nas nossas costas. Essas pessoas que “fingem” são as que normalmente consideramos ser nossos amigos. De certa forma, nós criticamos nossos políticos mas eles são a nossa cara! Eu fiquei muito feliz com o e-mail do Vlad (é assim que nós o chamamos lá no laboratório). Atualmente ele está fazendo pós-doutorado lá na UFSCar. Faz um bom tempo que não o vejo mas, mesmo assim, a gente ainda se fala por e-mail. É bom saber que posso contar com ele. Na parte da tarde, quem me escreveu foi o Clodoaldo. Como deixei aqui relatado, o Clodoaldo é aquele amigo de faculdade que se casou recentemente lá em Batatais. Na época da faculdade, eu era um CDF FDP. Sentava na primeira carteira e queria-porque-queria estudar e aprender. Isso acabou criando um certo “clima pesado” entre eu e o restante do pessoal. Afinal, eu era o único que queria continuar os estudos e ingressar no Mestrado. O Clodoaldo era da turma do “fundão”. A gente não se falava muito, já que a gente se sentava muito longe. Eu ficava um pouco sem jeito de ficar “forçando” um diálogo, principalmente depois das minhas “crises de CDF”. O fato é que quando me graduei, eu tinha certeza de que poucas (ou nenhuma) amizade restaria daquele período. Hoje, na condição professor, acho que naquela época nem eu teria sido amigo de mim mesmo! Quando descobri essa tal de internet e acabei criando uma conta de e-mail, o Clodoaldo acabou me enviando um e-mail. Confesso que fiquei muito surpreso, pois eu jamais pensei que ele pudesse me escrever depois do “merda” de CDF que eu fui na época da faculdade. Enganei-me! O Clodoaldo e eu passamos a nos falar com relativa freqüência, a tal ponto dele aparecer aqui em casa e convidar-me para o seu casamento (que, aliás, rendeu uma verdadeira “narrativa”, conforme vocês podem ler aqui no arquivo do blog!) Hoje em dia, o ele é o ÚNICO colega da faculdade que ainda me escreve. Sim, na faculdade ele foi meu colega. Hoje, porém, posso dizer com convicção que nós somos AMIGOS.O Clodoaldo deve ter rido muito das minhas “aventuras” lá em Batatais, no dia do seu casamento. Obrigado pelo e-mail, Clodoaldo! Pode estar certo que é um bom estímulo para que eu continue atualizando sempre este blog. Valeu!

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

“Às vezes a vida nos prega algumas peças”. Não há nada de novo nesta frase. Entretanto, há um abismo enorme entre ouvir e interpretar uma frase e sentir na pele o que ela realmente significa. Pois bem. Desde retornei à natação, por recomendação médica e visando aliviar as dores nas costas, comecei a sentir “fisgadas” no músculo peitoral esquerdo. Hoje, por exemplo, senti uma muito forte enquanto nadava. Eu já havia sentido a mesma dor anteriormente, mas de forma mais bem intensa, no último sábado. A dor for tamanha que tive que parar de caminhar e respirar fundo.
Diante disto, uso a frase como uma outra forma de dizer que a vida é muito curta. A gente vive em meio a uma rotina frenética de trabalho, pensando nos compromissos que vão se acumulando, esquecendo-se de pessoas que a gente gosta, pensando em tudo que ainda precisa ser feito, fazendo planos para o amanhã e, de repente, tudo acaba ficando escuro. Eu fico me perguntando: Qual é o sentido de tudo isso? Que sentido damos à nossa vida? Será que cada um de nós faz o uso devido de seus dias como meros mortais?
Refleti um bom tempo após chegar em casa e concluí que talvez eu esteja direcionando demais a minha vida para o futuro, a despeito do presente. E todos nós sabemos que o amanhã pode, para muitos de nós, não existir. Pode ser que não dê tempo para conquistar o emprego tão sonhado, para realizar aquela viagem para o exterior, para ter filhos, para ter uma boa casa... É preciso abrir os olhos diante da vida e, mais ainda, do que fazemos com ela.

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Nos últimos dias, tenho tentado ser um “bom menino”. Tenho medido as palavras e procurado dar muita atenção ao que os outros falam ou pensam. Existe, neste momento, um espírito de paz em meu corpo. Lembram daquela paz que eu mencionei ter perdido? Parece tê-la reencontrado! Espero não deixá-la escapar novamente... Uma aluna lá da faculdade percebeu a diferença na minha maneira de agir. Perguntou se eu estava chateado com a classe, pois estava me achando muito abatido. De fato, eu sempre costumo falar muito rápido (geralmente para não perder o raciocínio...) e alto. Raras eram as aulas em que eu não dava um “esporro” em todo mundo, para que eles se dedicassem mais. Para surpresa dela, eis que do nada eu apareço medindo as palavras, sendo calmo e tolerante e sem dar esporro em ninguém... Aí eu fiquei me perguntando: será que vou ser tomado como chato se começar a agir dessa forma? Tenho colhido bons frutos da minha dedicação ao estudo. Embora ainda não tenha conseguido fazer tudo o que eu queria, posso dizer que as coisas estão caminhando no rumo que eu queria. Entretanto, estou um pouco preocupado com a minha vida pessoal. Não me refiro à Débora, pois a gente se entendeu muito bem, mas à minha família. Neste caso, a questão não é se dar bem, pois eu sou o único da família inteira que conversa com todos os tios e primos. Eu me refiro ao tempo que abdico com eles para poder dedicar-me ao estudo. Sei que eu fiquei anos em Ribeirão e que tanto eles como eu sentimos muitas saudades. Mas a situação agora é diferente! Trata-se de estar presente e, ao mesmo tempo, ausente de todos. E isso é algo que muito me preocupa... Às vezes eu fico prestando atenção em coisinhas “bobas” do cotidiano, que a gente faz sem perceber. Aqui em casa, por exemplo, constantemente eu pego o prato de comida e vou almoçar na sala, deixando os meus pais sozinhos, almoçando na cozinha... Aposto que todo mundo já fez isso algum dia!!! Foi então que eu me coloquei no lugar do meu pai e fiquei imaginando qual seria a minha reação se eu fosse pai se o meu filho agisse como eu... Acho que eu ficaria arrasado se isso acontecesse! Então eu percebi que às vezes a gente faz as pessoas que a gente mais ama sofrerem sem perceber... Quantas vezes eu esqueço o sabonete no chão do banheiro e esqueço de retirar a espuma do banheiro, logo após o banho!!! E quantas vezes a minha mãezinha vem logo atrás, inspecionando se eu deixei tudo no lugar e, pra sua decepção, se depara com aquela bagunça toda... Então... como eu reagiria a tudo isso na condição de pai??? São pensamentos como este que me fazem reconhecer que a vida é um aprendizado constante. Eu acredito que as coisas mais belas e importantes da vida não são encontradas entre os livros que eu tanto folheio. Elas estão ao nosso lado o tempo todo! As aulas mais importantes nos são dadas quando encontramos alguém cuja opinião difere da nossa (como é difícil lidar com alguém de quem discordamos, não é verdade?). Por exemplo: todos nós temos muita dificuldade para lidar com nossos irmãos. O problema já começa no nascimento! Afinal, um irmão é uma outra pessoa que disputa o colo da "nossa" mãe e que é amamentada pelo mesmo leite. Quando minha irmã nasceu (e isso eu me lembro bem, já que tinha quatro anos!), eu fiquei muito revoltado. Eu achava que ela ia tirar o meu lugar no coração dos meus pais. Quando recebi a notícia, estava na casa da vovó Maria (minha avó materna) e ela me deu a notícia enquanto estava me lavando no banheiro. Eu comecei a chorar no mesmo instante e saí gritando pela casa, nu, todo cheio de espuma, indo terminar na cama dela, que na época tinha uma colcha de veludo vermelho lindíssimo! Que monstrinho eu fui fazendo a minha avó chorar daquele cheiro... Minha irmã e eu temos comportamentos completamente diferentes. Ela grita com meus pais, é impulsiva e diz o que vem à cabeça. Quanto a mim, sou um pouco mais ponderado no que digo e meço as palavras por saber o poder de ferimento que elas têm. É claro que eu não sou santo e às vezes perco a cabeça e exploso. Quando isso acontece, meus pais dizem que eu sou "brasa encoberta". Muitas vezes já disseram que, por agir desta maneira, eu tneho o gênio mais forte que o dela.
Diante da diferença nos nossos comportamentos, eu e minha irmã já tivemos brigas e discussões homéricas. Hoje esta necessidade de aceitar minha irmã como ela é fez-me pensar: como eu agiria se a minha filha tivesse um comportamento como o dela? Aos poucos vou percebendo o que o professor Jorge disse outro dia e que me marcou muito aquele dia: “Nesta vida, o que não aprendemos por meio do amor, aprendemos pela dor.”
E é por isso que eu acredito que devemos nos amar (pelo menos tolerar uns aos outros) e aceitar nossas diferenças. Se as pessoas pensassem assim, talvez o mundo fosse um pouco diferente.

domingo, 23 de outubro de 2005

“Virgi” Maria”! Que semaninha mais corrida! Já se vai quase completando uma semana que eu não posto nenhuma mensagem. O problema é que eu costumo deixar para postar as mensagens à noite, antes de dormir, mas tenho estado tão cansado que acabo dormindo e não postando nada! A correria desta semana foi principalmente devido àquele capítulo do que vinha mencionando aqui neste blogger. Confesso que o mais difícil não foi escrever o capítulo, mas sim inserir as referências bibliográficas. Ô, trabalhinho chato de se fazer! Mesmo tendo dispensado tanto tempo tentando terminar, somente foi consegui-lo hoje à tarde. A quarta-feira foi um dia repleto de boas notícias. A primeira delas foi que o meu diploma de doutorado havia ficado pronto. A segunda foi que um artigo científico que enviamos para uma revista foi aceito. Não era um trabalho dos melhores, mas nós soubemos “vender tão bem o peixe” que ele acabou sendo aceito praticamente sem correções! E olha que está muito difícil publicar artigos ultimamente... A terceira notícia foi que a Lâmia, aquela minha amiga lá de Ribeirão Preto que envia aquelas belas “mensagens do dia” que eu posto aqui, escreveu-me dizendo que está grávida. Eu fiquei muito feliz, pois eu sabia o quanto isso significava para ela. Fui a Ribeirão na quinta-feira. Precisava organizar umas amostras para serem enviadas a uma professora de uma universidade lá no Nordeste. Ela está avaliando a atividade anti-câncer de algumas de nossas substâncias. Pasmem:: os resultados estão sendo fantásticos! A primeira coisa que fiz foi buscar o diploma na seção de pós-graduação. No laboratório, reencontrei o Michel (grande mestrão!) que retornou recentemente dos Estados Unidos. É tanta coisa que ele tem pra contar que nós combinamos de marcar uma tarde para tomar um suco e colocar o assunto em dia. Reencontrei também a Patrícia – ela está muito bem como grávida! A Vanessa está fazendo levantamento de peso e está com o corpo muito diferente (cadê o pescoço dela???) Almocei com a Viviane, minha amiga argentina. A gente morou na casa de estudantes mas fazia um tempão que a gente não se encontrava pessoalmente. A conversa estava tão atrasada que o almoço demorou quase 2 horas! Mas valeu a pena. Ela é uma pessoa com quem eu sinto que posso contar pois é muito sincera e não mede as palavras quando precisa falar o que pensa. Antes de pegar a estrada, passei no departamento de Química para parabenizar a Lâmia pela gravidez. Voltei rapidinho para dar as aulas do período noturno e, portanto, não tive tempo de passar lá na moradia. Confesso que fui meio no sacrifício, pois estava um “bagaço”! Minhas pernas estavam tão cansadas que eu mal conseguia levantar-me e atender os alunos em suas carteiras. Na sexta-feira, após uma “maratona” de 5 aulas, fui à Franca para conversar com o Wilson e a Marcele. Não consegui fazer muita coisa do que queria. O programa de edição dos espectros não funcionou e eu também não consegui baixar o programa para baixá-los lá do servidor da USP. Permaneci durante todo o sábado escrevendo o “maledeto” capítulo do livro. Sequer saí ao portão. Saí apenas na parte da tarde para jogar futebol. O Renatinho, sobrinho do Tião (um colega de infância por quem já tive muita consideração...) e que atualmente é também meu aluno (olha como o mundo dá voltas!) passou aqui em casa para irmos juntos. Durante o jogo, eu tive uma discussão com um “filhinho de papai” que se acha melhor do que os outros. O “mane” ficava o tempo todo prostrado na cara do gol e ficava todo o tempo pedindo a bola. No entanto, fazia corpo mole para marcar a saída de bola. Resultado: perdemos todos os jogos! Essa é uma das qualidades mais horríveis do ser humano: a arrogância, prepotência – putz, não sei nem encontrar o nome certo! É por isso que eu sempre me esforço para fazer tudo da melhor maneira possíve.! Não para dizer para os outros, mas para calar a boca de qualquer filho da mãe que se enquadre nessa categoria!
No domingo, terminei de escrevei o capítulo do livro – finalmente! Nadei na parte da manhã, mas não ousei jogar futebol por causa das dores nas costas que ainda me incomodavam por causa do futebol do sábado... . Fui encontrar-me com a Débora somente à noite, já que ela foi “voluntária” para ser mesária no referendo sobre a proibição de armas. E agora eu vou dormir! Tchau!

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Primeiro dia de aula no horário de verão. Como minha mãe costuma dizer, “Odeio esse horário novo”. De fato, nosso organismo leva um certo tempo para adaptar-se e é natural que o corpo esteja aos frangalhos, principalmente em se tratando de uma segunda-feira brava. Só a título de ilustração, eu acordei “arrastando” a perna por causa de uma dor na virilha. Fiquei surpreso com a dor, pois não joguei tanto futebol ontem nem tampouco senti essa dor durante o jogo... O dia foi uma correria daquelas! As aulas da manhã (no colégio) foram tranqüilas e as da noite (na universidade) também. À tarde eu passei preenchendo uns papéis para pedir auxílio à universidade para ir a um congresso - aquele que havia mencionado por aqui, em que um ganhador do Prêmio Nobel de Química vai estar.
Tinha sido convocado para comparecer a uma reunião com os professores lá da escola. E convocação é convocação! Todos os professores estavam cientes de que a gente levaria um baita “sermão” da diretora. Que doce engano (literalmente!) Haviam duas mesas enormes repletas de lanches naturais, frutas, doces e até com um bolo! Eu fiquei chateado por dois motivos: o primeiro é que eu já havia jantado; o segundo é que eu tinha que ir embora mais cedo por causa das aulas na universidade... No ônibus, assistimos ao filme “Batman begins”. Putz, aquele filme é muuuuito 10! Eu ficava rindo o tempo todo (como se fosse a primeira vez que estivesse assistindo!), vibrando à medida que o Batman ia distribuindo porradas e passando medo nos bandidos e malfeitores. Coisa de louco mesmo! Sem dúvida é um dos melhores filmes de super-heróis já elaborados até hoje! Pra finalizar este post, queria deixar registrado que hoje estou muitíssimo feliz e em paz comigo mesmo. Finalmente pareço ter encontrado a paz interior (entenda-se: o Deus que todos temos conosco!) e nada, absolutamente nada, aborreceu-me neste dia. Isto não quer dizer que eu não tenha tido motivos para tal.... Quero dizer que eu soube contornar as situações de estresse iminente e manter-me calmo e feliz! Que bom que eu tenho este blogger para compartilhar minha alegria com vocês! Se bem que até hoje eu ainda não sei quantas pessoas realmente visitam este blogger com freqüência ...
Mensagem do dia: Se amar fosse fácil (Padre Zezinho)
Se amar fosse fácil,
não haveria tanta gente amando mal,
nem tanta gente mal amada.
Se amar fosse fácil,
não haveria tanta fome,
nem tantas guerras,
nem gente sem sobrenome.
Se amar fosse fácil,
não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém,
nem haveria orfanatos,
porque as famílias serenas adotariam mais filhos,
nem filhos mal concebidos,>nem esposas mal amadas,>nem mixês,>nem prostitutas.>E nunca ninguém negaria o que jurou num altar,
nem haveria divórcio e nem desquite, jamais...
Se amar fosse tão fácil,
não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto,
nem haveria assassinos,
nem preços exorbitantes nem os que ganham demais,
nem os que ganham de menos.
Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria, pois ninguém agrediria,
no máximo ajudariam no combate ao cão feroz.
Mas o amor é sentimento que depende de um "eu quero", seguido de um "eu espero";
e a vontade é rebelde,
o homem,
um egoísta que maximiza seu "eu" por isso,
o amor é difícil.
Jesus Cristo não brincava quando nos mandou amar.
E, quando morreu amando deu a suprema lição.
Não se ama por ser fácil, ama-se porque é preciso!
Piada do dia. Há Professores e Educadores Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: Uma turma de meninas de 12 anos que usavam batom todos os dias, removiam o excesso beijando o espelho do banheiro. O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom... Um dia o diretor juntou o bando de meninas e o zelador no banheiro, explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam. Depois de uma hora falando, pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho. O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho! Há professores e há educadores... Há professores e educadores

domingo, 16 de outubro de 2005

Quinta-feira, 13 de outubro de 2005 Este dia ficará marcado pela primeira vez em que eu e a Débora fomos nadar juntos no clube. Foi muito divertido! O tempo estava propício (um baita calorzão!) e aproveitamos a folga que ela ganhou da escola para podermos ficar juntos em um ambiente diferente. À tarde recebi o telefonema do Cláudio, meu primo, que é o engenheiro responsável pela construção da nossa “mansão”. Ele terminou a fachada da nossa casa. Que coisa mais linda! Parece casa de gente rico! À noite havia poucos alunos na escola, mas tivemos que ficar cumprindo horário até às 22h30min... Aproveitei para estudar um pouco de Química Orgânica em um livro que estudava na pós-graduação. Agora vai ser assim: aproveitar a vida à doidado! Cada minuto vai fazer falta daqui pra frente! Sexta-feira, 14 de outubro de 2005 Sem alunos pela manhã (acho que eles entraram de greve por conta própria...), tivemos que ficar cumprindo horário até 11h. Aproveitei para estudar mais um pouco. Conversei também com o Jorge, professor de Matemática. O Jorge é seguidor da filosofia kardecista. Eu e um outro professor estagiário, irmão do Clécio (um colega de colegial), ouvimos com atenção a sua “aula” sobre o espiritismo. O que mais chamou-me a atenção é que ele não tentou, em nenhum momento, converter-nos! Simplesmente esclareceu nossas dúvidas. De qualquer forma, preciso deixar aqui que parece que saí daquele diálogo com a paz que há tanto tempo eu estava sentindo falta. Novamente estou sentindo a presença de Deus comigo todo o tempo e estou com um excelente pressentimento de que agora é só engatar uma quinta marcha e acelerar que as coisas vão fluir mais facilmente! Não nadei à tarde. Dediquei-me a acertar as referências do capítulo do livro. À noite, fui à escola mas fomos liberados por falta de alunos. Fui então à casa da Débora e fomos comer uma porção em um restaurante árabe... Para aqueles que já sabem que não gosto de comida árabe, uma dica: não comi quibe, não! Foi só uma porção de batatas fritas e pronto! Sábado, 15 de outubro de 2005 Ao contrário do que costumo fazer aos sábados, não fui jogar futebol. Choveu à tarde e a quadra da academia estava molhada. Também não fui jogar futebol no clube. O que eu fiz mesmo foi dar uma “geral” no meu quarto e no meu computador. Eu não consigo viver em um lugar empoeirado nem tampouco trabalhar em um computador com HD cheio! Coitado do meu PC! Também fiz uma “faxina” nos meus e-mails – eram mais ou menos 370 que precisavam ser lidos! Ufa, que trabalhão! Domingo, 16 de outubro de 2005
Horário de verão! Esse maldito horário mal começou e já está me matando! Estou um veradeiro “bagaço”! Acordei às 9h40min. Um calor tremendo! Fui ao clube jogar um pouco de futebol e aproveitei para nadar um pouco. À tarde retornei com a Débora e com a Heleninha (a sobrinha dela de 11 anos) e ficamos brincando na piscina do clube até às 17h. Às 20h deixei-a em casa e vim embora. E eis que no caminho eu encontro o Luís, o meu cunhado. O Luís é o pedreiro que vai construir a nossa casa. O camarada é muito bom de papo! A conversa vai, volta, vai, volta... e o assunto nunca é o mesmo! Saí de lá às 21h30min. Antes de dormir, assisti ao episódio 5.3 – Hidden da série Smallville. Show de bola! Para quem não assistiu, uma notícia boa e uma ruim. A boa é que o Superman vai, finalmente, aprender a voar (iupiiii!) A ruim é que o pai dele vai morrer em breve... Que pena!
Mensagem do dia: Pessoa errada (enviada pela minha amiga Renatinha, lá de Ribeirão Preto)
Pensando bem
Em tudo o que a gente vê, e vivencia
E ouve e pensa
Não existe uma pessoa certa pra gente
Existe uma pessoa
Que se você for parar pra pensar
É, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa
Faz tudo certinho
Chega na hora certa,
Fala as coisas certas,Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça
Fazer loucuras
Perder a hora
Morrer de amor
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem
A entrega ser muito mais verdadeira
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa
Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa
Nada aqui é certo
O que é certo mesmo, é que temos que viver
Cada momento
Cada segundo
Amando, sorrindo, chorando, emocionando,
pensando, agindo, querendo, conseguindo
E só assim
É possível chegar àquele momento do dia
Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade
Tudo o que ele quer
É que a gente encontre a pessoa errada
Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pragente...
(Luis Fernando Veríssimo)

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Hoje seria o sexto dia sem postar nada neste blogger. E olha que eu havia prometido pra mim mesmo que após a correria do final de bimestre eu ia dedicar mais tempo pra mim... Na sexta-feira (07/10) não houve aula à noite. De manhã foram poucos alunos. À tarde fui à faculdade para instalar um programa para a edição de espectros de ressonância magnética nuclear. No sábado (08/10) fui dar aulas de revisão para o ENADE. As aulas foram sobre “reações de polimerização”. À tarde, fui jogar futebol com o pessoal de sempre, mas acho que foi pela última vez. Não pretendo jogar futebol com colegas que são agressivos e violentos dentro de quadra, muitas vezes chegando a serem desleais, e que depois se dizem ser “meus amigos” assim que o jogo termina. Pior: esses “caras” batem e sequer pedem desculpas. Não sei o que aconteceu com eles (na verdade, foram apenas quatro, mas o tumulto foi suficiente para que muitos abandonassem a quadra e voltassem para suas casas). De qualquer forma, penso que será a última vez que eu presenciei isso (pelo menos lá por aquelas bandas...) Aproveitei que saí mais cedo do futebol e fui à casa da vovó Lourdes (a mãe do meu papai...) O domingo (09/10) foi tedioso. Joguei futebol no período da manhã, mas a temperatura anbiente estava tão alta que joguei apenas duas partidas e fui nadar um pouquinho. O restante do dia foi um tédio só. Foi tão tedioso que eu e a Débora acabamos discutindo por probleminhas bobos. Como dizem, “cabeça vazia, oficina do diabo”. Traduzindo: ficar sem fazer nada é complicado demais, principalmente em uma tarde de domingo! Na segunda-feira (10/10) eu fui acertar minha vida pessoal. Fui ao banco para retirar meu nome do CERASA, acertei as contas de água e esgoto que estavam atrasadas, quitei minhas dívidas com os bancos. Paguei tudo o que devia – ufa! Aproveitei também para conversar com o meu primo Cláudio, que é o engenheiro responsável pela construção da minha casa. Passamos um bom tempo trocando idéias e acho que a casa vai sair mais caprichada do que eu estavapensando. À noite a Débora e eu saímos para tomar um sorvete que, aliás, acho que não me caiu muito bem... Na terça-feira (11/10) de manhã eu acordei um trapo! Não sei por que razão (teria sido o sorvete da noite anterior?), mas suponho que fosse por causa da coluna. Vocês não imaginam como esse bico-de-papagaio anda me incomodando! Às 9h30min fui ao oftalmologista para testar as lentes de contato. Apesar do preço (R$350,00), decidi que irei usá-las. Logo vocês poderão ver o que se esconde por trás desses óculos de Clark Kent... O problema é que essas lentes parecem alterar a entrada de luz no olho, de modo que eu passei o restante do dia com dor de cabeça por causa da luminosidade. No final da tarde, o dia foi salvo por um telefonema maravilhoso de um “amigo”. A notícia foi tão boa que eu estou começando a acreditar que o meu sonho profissional está cada vez mais próximo de se concretizar. Só depende de mim – olha que beleza!
Hoje, quarta-feira (12/10), dia das crianças e de Nossa Senhora Aparecida, fui nadar pela manhã. Estudei um pouco e fui ver a Débora por volta das 18h. E só...

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

Hoje acordei 8h – mais tarde que o normal. Fi-lo porque tinha consulta ao oftalmologista às 8h30min. Marquei o exame simplesmente para fazer uma revisão, já que a última foi em 2002. Para minha surpresa, houve uma diminuição em 0,25 na miopia. Ao que parece, a miopia estabilizou-se em 3,5 graus. Volto na próxima terça-feira para testar lentes de contato. Elas não irão substituir os óculos; eu as usarei apenas em momentos em que os óculos incomodam, como à noite e para jogar futebol. O grande problema de fazer esses exames é o colírio que eles colocam pra dilatar a pupila. Eu fico meio tonto e minha cabeça começa a doer por causa da luminosidade. Sendo assim, fiquei repousando (na verdade, dormindo...) até na hora do almoço. Após o almoço, fiquei organizando uns arquivos no computador e acabei não corrigindo as provas da faculdade que precisava. Também não pude nadar, pois estavam pintando o chão ao redor da piscina. Confesso que fiquei um pouco alterado com o seu Antônio (o funcionário do clube que me deu a ‘notícia’...). Coitado, ele não tinha culpa nenhuma! Amanhã vou me desculpar com ele pela minha reação. O fato é que eu explodi mesmo porque, novamente, o dia estava sendo pequeno demais e eu não tinha conseguido fazer o que eu tinha programado...Mas não é certo explodir em cima dos outros, né? E isso, acreditem, não é do meu feitio. Mais uma evidência de que eu estou “fora de controle”... Cheguei à noite na escola para dar aulas muito sério. Foi então que a Ivani pediu-me para ir com os alunos na escola Pedro Badran, uma escola técnica da rede Paula Souza. Acabei dando carona para cinco alunos e permanecemos juntos durante toda a visita. Encontrei por lá a Luciana, que foi minha professora de Biologia, a dona Vera Maito (que hoje está na direção da escola), o Alexandre Dezem (grande amigo, que é atualmente coordenador do curso de Química) e a Eliane Flora (filha do seu Renato Flora, um professor de matemática com quem tive aulas em 1993). A visita foi muito proveitosa, havia muita coisa interessante.Na volta, percebi que os alunos estavam com fome e estavam jogando ‘verde’ pra eu passar na pizzaria ou então em um bar. Fiz diferente: passei no posto e comprei uma Sprite 2L e um salgadinho da Elma Chips. Sentamos nas escadarias da prefeitura e permanecemos lá comendo e bebendo, rindo todo o tempo, por mais ou menos uns 15min. Como eu já mencionei aqui, eu me sinto realizado nesses momentos, pois eles me tratam muito bem. Que engraçado! Gosto mais de ser professor fora da sala que na sala de aula propriamente dita...
E assim foi mais um dia ‘emocionante’ da minha vida!
Mensagem do dia. Lição do perdão O que você faria se, de repente, por uma circunstância qualquer, você tivesse nas suas mãos a possibilidade de decidir a respeito do destino de uma pessoa que muito lhe prejudicou? Alguém que estendeu o manto da calúnia e destruiu o seu bom nome perante os amigos? Alguém que usurpou, com métodos desonestos, a sua empresa, fruto de seu labor de tantos anos? Alguém que tenha ferido brutalmente a um membro da sua família? Será que você lembraria da lição do perdão, ensinada por Jesus? Será que viriam à sua mente as palavras do Mestre Galileu: “bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia?” Recordaria a exortação a respeito de nos reconciliarmos ainda hoje com nosso adversário? A propósito, conta-se que um escravo tornou-se de grande valor para o seu senhor, por causa da sua honradez e bom comportamento. Desta forma, seu senhor o elevou a uma posição de importância, na qualidade de administrador de suas fazendas. Numa ocasião, o senhor desejou comprar mais vinte escravos e mandou que o novo administrador os escolhesse. Disse, contudo, que queria os mais fortes e os que trabalhassem melhor. O escravo foi ao mercado e começou a sua busca. Em certo momento, fixou a vista num velho escravo. Apontando-o para o seu senhor, disse-lhe que aquele devia ser um dos escolhidos. O fazendeiro ficou surpreendido com a escolha e não queria concordar. O negociante de escravos acabou por dizer que se o fazendeiro comprasse vinte homens, ele daria o velho de graça. Feita a compra, os escravos foram levados para as fazendas do seu novo senhor. O escravo administrador passou a tratar o velho com maior cuidado e atenção do que tratava qualquer um dos outros. Levou-o para sua casa. Dava-lhe da sua comida. Quando tinha frio, levava-o para o sol. Quando tinha calor, colocava-o debaixo das árvores de cacau, à sombra. Admirado com as atenções que o seu antigo escravo dispensava ao velho escravo, seu senhor lhe perguntou por que fazia isso. Decerto deveria ter algum motivo especial: é teu parente, talvez teu pai? A resposta foi negativa. É então teu irmão mais velho? Também não, respondeu o escravo. Então é teu tio ou outro parente. Não tenho parentesco algum com ele. Nem mesmo é meu amigo. Então, perguntou o fazendeiro, por que motivo tens tanto interesse por ele? Ele é meu inimigo, senhor. Vendeu-me a um negociante e foi assim que me tornei escravo. Mas eu aprendi nos ensinamentos de Jesus que devemos perdoar os nossos inimigos. Esta é a minha oportunidade de exercitar meu aprendizado. O perdão acalma e abençoa o seu doador. Maior é a felicidade de quem expressa o perdão. O perdoado é alguém em processo de recuperação. No entanto, aquele que lhe dispensa o esquecimento do mal, já alcançou as alturas do bem e da solidariedade. Quando se entenda que perdoar é conquistar enobrecimento, o homem se fará forte pelas concessões de amor e compreensão que seja capaz de distribuir.
Frase do dia.Nossa personalidade social é a idéia que os outros fazem de nós.” (Marcel Proust)
Piada do dia.
Um gay viajava de avião quando disse para seu namorado que seu maior desejo era transar com ele nas alturas. O namorado disse que não era possível, pois o avião estava lotado. Porém, o gay insiste dizendo que todo mundo estava dormindo,inclusive a tripulação, pois era aniversário do comandante e o champanhe tinha rolado direto e o avião estava até no piloto automático. Para provar que era verdade ele se levanta e pergunta: -Alguém aí tem um lenço? Silêncio total, nenhuma resposta. O namorado se convence, puxa o gay e mete bronca nele. Duas horas depois uma comissária resolve dar uma geral no avião e encontra um velhinho tremendo. - O senhor está doente? Está sentindo alguma coisa? - ela pergunta. _ E o velhinho: - Não minha filha, eu só estou com muito frio porque este ar condicionado está muito forte. - E porque o senhor não pediu um cobertor? - Porra minha filha, um cara ali pediu um lenço e comeram o cu dele! Imagina se eu pedisse um cobertor!

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Acordei decido a terminar a correção das provas mas só fui terminar após o almoço. Aproveitei para digitar as provas substitutivas e digitar as notas na internet. Fui ao clube nadar uma meia horinha, mas a água da piscina estava muito escura e suja por causa da chuva. À noite, entreguei as provas para os alunos e comentei a correção. Pude sentir que as notas melhoraram e que houve um pouco mais de empenho da parte deles (ou será que todo mundo colou?) No ônibus, assistimos ao filme “Elektra”. Uma pena o que fizeram com uma personagem da Marvel Comics tão interessante quanto ela! Posso dizer que o filme exterminou de vez qualquer possibilidade de aumentar as vendas dos quadrinhos da tal ninja assassina... Preciso confessar que não ando me sentindo muito bem quando chego na faculdade. Estou me sentindo muito inquieto e sei que isso é por falta de estudo. Acreditem ou não, meus nervos ficam abalados quando eu não estudo. Não é pra menos: passei boa parte dos anos de minha vida estudando e isso passou a ser uma ‘necessidade biológica’. A distância dos livros faz com que eu tenha a péssima sensação de que estou esquecendo o pouco que consegui aprender até hoje... Espero que esta situação possa mudar-se em breve.
Mensagem do dia. A dor do bandono
Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura. De quem se trata? Quase ninguém sabe. Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas. Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve. Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações. Eram anotações sobre a dor... Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos.. Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases: Onde andarão meus filhos? Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão? Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe? Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão... Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão. Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho... Os dias passam.. e com eles a esperança se vai... No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei... Mas, agora... como esquecer que fui esquecida? Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia? Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfazê-lo. Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima... Queria saber dos meus filhos... dos meus netos... Será que ao menos se lembram de mim? A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim. Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim... É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria... Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... que eu vivo... que eu sinto... Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado... E essa é a única esperança que me resta... Sinto que a minha hora está chegando... Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse. E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam... Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado.. A data assinalada ao final da última anotação, foi a data em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para outra realidade. Talvez tenha seguido para aquele jardim dos seus sonhos, onde jovens afetuosos e gentis a conduzem pelos caminhos floridos, como filhos dedicados, diferentes daqueles que um dia ela embalou nos braços, enquanto estava na terra.
Frase do dia: “Mais vale calar o que sentimos que manifestar a quem não possa compreender.” (Francisco B. Cordeiro)
Piada do dia: diário de mulher x diário do homem
O Diário DELA: No sábado à noite ele estava estranho... Combinamos de nos encontrar no bar para tomar um drink. Passei a tarde toda nas compras com as minhas amigas e pensei que pudesse ser por minha culpa, porque me atrasei um pouquinho. Mas ele não fez grandes comentários. A conversa não estava muito animada, de maneira que pensei em irmos a um lugar mais íntimo para podermos conversar melhor, em particular. Sugeri um restaurante e ele continuou agindo de modo estranho. Tentei animá-lo e comecei a pensar se seria por minha causa ou outra coisa qualquer. Perguntei, e ele disse que não era eu. Mas não fiquei muito convencida. No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e ele limitou-se a por o braço por cima dos meus ombros. Não sei que raios quis dizer com isso, porque não disse que me amava também, nem nada. Eu estava ficando mesmo preocupada. Finalmente chegamos em casa e eu já estava pensando se ele iria me deixar! Por isso tentei fazê-lo falar, mas ele ligou a televisão, e sentou-se com um olhar distante que parecia estar me dizendo que tudo entre nós estivesse acabado. Por fim, embora relutante, disse que ia me deitar... Mais ou menos 10 minutos depois ele foi se deitar também e, para minha surpresa, correspondeu aos meus avanços e fizemos amor. Mas ainda parecia muito distraído. Quis confrontá-lo e falar sobre isso, mas comecei a chorar e chorei até adormecer. Já não sei o que fazer. Tenho quase a certeza que ele tem alguém e que a minha vida é um autêntico desastre. O Diário DELE: - Sábado meu time perdeu. Ainda bem que dei pelo menos umazinha

terça-feira, 4 de outubro de 2005

Hoje foi um dia relativamente produtivo. Consegui corrigir quase metade das provas que precisava e também corrigi o resumo do trabalho da Marcele para o congresso regional da SBQ. Não pude nadar, pois a piscina estava estada interditada para a pintura do chão em volta dela. Resultado: desde domingo de manhã que não pulo na água...
Na hora do almoço, acabei não resistindo e baixei algumas HQs.
Falei com o Betão ao telefone e fiquei animado com as novidades. Também liguei e mandei um e-mail para falar com o 'cara' que me havia oferecido aquela oportunidade de emprego de R$5.000,00. Estou muito cansado, embora não tenha trabalhado o tanto que eu queria. Ainda arranjei tempo pra fazer uma seleção de músicas e gravar um CD. Consegui, enfim, fazer boa parte do que eu queria. À noite as aulas foram suspensas por motivo de falta de água no bairro. Passei na casa da Débora para vê-la e ela está gripada novamente. O que a vida estressante acaba fazenco conosco, hein?Puxa, como o dia passou depressa! E quanta coisa eu fiz! Não é à toa que eu estou 'moído' de cansaço...

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Hoje praticamente não dei aulas. Digo “praticamente” porque fui à escola e à faculdade, como de costume, mas acabei não sendo um bom professor. Hoje eu senti falta de alguma coisa que não sei bem o que é. No momento em que escrevo essa mensagem começo a refletir sobre o rumo que minha vida está tomando. Não tenho me sentido um bom filho, um bom neto ou mesmo um bom amigo. Por mais que eu tenha nadado ultimamente, não tenho conseguido andar na postura correta. Meus ombros insistem em permanecer caídos. Acho que é uma maneira inconsciente de mostrar que eu preciso de um tempo. Preciso de um tempo para relaxar, de deitar na cama e ficar olhando para o teto, ouvindo as músicas da Enya e do Secret Garden, ou mesmo músicas clássicas. Sinto falta de fechar os olhos e imaginar que estou em outro lugar, um campo gramado, rodeado por árvores, à beira de um rio de águas límpidas e cercado de montanhas. Sinto falta de sair com a bicicleta pedalando por aí, ir à banca de revistas ver quais são as revistinhas desse mês. Sinto falta de baixar meus quadrinhos e os meus filmes... Por falar nisso, dá pra acreditar que estou com três temporadas do Arquivo X gravadas no computador e ainda não tive tempo de passá-las para o CD? Ao que parece, tudo na minha vida tem sido “para ontem”. Tudo tem prazo para ser feito. Acho que o problema é estar dedicado-me exclusivamente à vida profissional à despeito da vida pessoal. É claro que eu só o faço porque sinto prazer, mas acho que estou passando dos limites. Preciso de um tempo. Há quanto tempo não leio um livro? Ainda restam três volumes do Operação Cavalo de Tróia para ler. Há também outros que baixei pela internet... Em meio a esta reflexão, acabo de perceber algo muito grave e que pode ser a causa do que estou sentindo neste momento. Tenho conversado muito pouco com Deus. Não tenho deixado ele se fazer presente em minha vida e não tenho tido a sensibilidade de parar para senti-lo comigo. Acreditem ou não, sentir Deus comigo é a única coisa que me faz ter a certeza de que tudo vai dar certo, independente do que for e da forma como for acontecer. E é justamente isso que preciso fazer: reencontrá-lo em meu coração. Todo o resto se tornará um pequeno detalhe. Pra vocês terem uma idéia de como estou abatido, nem mesmo uma proposta para um emprego de R$5.000,00 alterou minha motivação... Que Deus possa dar-me forças e perseverança suficientes para conseguir enfrentar os desafios da vida que, aparentemente, só têm crescido em número e dificuldade....

domingo, 2 de outubro de 2005

Nem mesmo o compromisso de corrigir 50 provas que precisam ser entregues na segunda-feira à noite fez-me mudar o ritmo do meu final de semana. Preferi fazer as últimas correções no capítulo do livro durante toda a manhã de sábado, que permaneceu nublado a maior parte do tempo. Também ajudei o meu pai a engraxar as rodas do caminhão. Fiz isso sem reclamar (como geralmente faço...) e percebi que ele ficou muito feliz. A gente fez o serviço numa boa, um tirando o sarro no outro o tempo todo. Esse é o meu papaizão! Eu gosto muito de trabalhar junto com ele. Eu geralmente reclamo porque ele normalmente me “manda” fazer e sai, ao invés de fazermos juntos... O que importa mesmo é que eu vi meu pai feliz e disposto, trabalhando novamente. Nem parece aquele papai que estava com câncer alguns meses atrás. Como Deus é bom!
Mesmo com o dia nublado, fui nadar por volta das 11h30min. Não tinha ninguém na piscina, apenas o “manezão” encarando a água gelada e o vento. Tudo por causa do maldito “bico-de-papagaio”... Quando voltei do clube, fui dar uma “geral” na aparência do meu papai. Aparei as sobrancelhas, os pelinhos do nariz, da orelha e dei uma abaixada na costeleta. Tenho que admitir que o meu pai ficou ainda mais vistoso do que já é. Ele estava tão preocupado com a aparência por um motivo especial: o casamento da minha prima Ana Paula.
Às 17h fui “tentar” jogar futebol. Digo “tentar” porque choveu e, como vocês sabem, é muito perigoso jogar futebol com a quadra molhada. A maioria dos colegas saiu xingando, dizendo que era praga de namorada. Pensei comigo: “Eu já até sei qual foi a namorada que rogou essa praga...”
O casamento da Ana Paula e do Vlamir (um japonês muito tranqüilo e gente fina) foi muuuuuuito bom! Ela estava linda, bem maquiada e com um vestido muito bonito. Mas o que realmente me deixou emocionado na cerimônia religiosa foram as músicas ao violino, tocadas ao vivo! Eu tive que segurar a emoção quando, no momento da saída, o violinista tocou a 9a. sintonia de Mozart... Depois eu fiquei refletindo: como é que a gente só passa a gostar desse tipo de música após uma certa idade? Nem dá pra acreditar que eu ODIAVA esse tipo de música quando era adolescente...
A festa do casamento foi divina! Uma mesa de frios muito variada e que, por si só, já valia todo o casamento. Um tal de DJ Marcílio animou a festa, com iluminação e um som de primeira! O cara selecionou excelentes músicas, muito adequadas para a ocasião. Um dos membros da sua equipe passou em todas as mesas, uma a uma, e foi fotografando a moçada. Olhem na foto como eu bonitão ao lado da Débora... Que casal mais lindo!
No domingo, acordei cedo para jogar futebol com os alunos do colégio mas acho que as nuvens no céu fizeram com que eles desistissem. Fui então jogar futebol na Baixada (clube em que nado diariamente), a convite do Valdinei, um colega que também é professor do colégio e que, como eu, também tinha levado “um bolo” dos alunos. Joguei duas partidas e, dado o meu baixo desempenho, preferi nadar. Na piscina, uma menina de mais ou menos uns 6 ou 7 anos começou a conversar comigo. Imagino que ela tenha gostado da conversa, porque começou a se irritar quando eu atravessada a piscina. Ela queria que a gente ficasse conversando! E como explicar que eu nado não é por prazer e sim por necessidade? Preferi desencanar e e preferi voltar e jogar mais duas partidas. Não sei se fiz um bom negócio, pois um “moleque” de uns 16 ou 17 anos deu-me um drible tão rápido que eu caí sentado!
À tarde recebemos aqui em casa a vista da comadre Cláudia e suas filhas Brisa, Clara e, é claro, minha querida afilhada Bianca (aquela que está na primeira foto que postei aqui neste blogger). Como ela está linda e crescida! No começo ela chorava quando olhava para nós, mas aos poucos foi se soltando e acabamos nos divertindo muito. O único problema foi quando a Clara (minha sobrinha e também afilhada) avistou a comadre Cláudia. Ela começou a chorar desesperadamente, de medo! Quando perguntamos por que ela estava chorando, ela disse que era porque a Cláudia se parecia com a namorada do pai dela. Nós deduzimos que essa tal moça deve tê-la “torturado” na ausência do pai dela... Que pena da Clara! Tão novinha e já com traumas tão fortes... Como alguém pode ter feito isso com um anjinho como ela? Ah, se eu presencio uma cena dessas...
À noite, ajudei a Débora a digitar notas para a escola e fizemos algumas pesquisas na internet. Quando voltei, tentei corrigir algumas provas, mas a disposição não ajudou muito... E assim se foi mais um fim de semana!