quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Acordei decido a terminar a correção das provas mas só fui terminar após o almoço. Aproveitei para digitar as provas substitutivas e digitar as notas na internet. Fui ao clube nadar uma meia horinha, mas a água da piscina estava muito escura e suja por causa da chuva. À noite, entreguei as provas para os alunos e comentei a correção. Pude sentir que as notas melhoraram e que houve um pouco mais de empenho da parte deles (ou será que todo mundo colou?) No ônibus, assistimos ao filme “Elektra”. Uma pena o que fizeram com uma personagem da Marvel Comics tão interessante quanto ela! Posso dizer que o filme exterminou de vez qualquer possibilidade de aumentar as vendas dos quadrinhos da tal ninja assassina... Preciso confessar que não ando me sentindo muito bem quando chego na faculdade. Estou me sentindo muito inquieto e sei que isso é por falta de estudo. Acreditem ou não, meus nervos ficam abalados quando eu não estudo. Não é pra menos: passei boa parte dos anos de minha vida estudando e isso passou a ser uma ‘necessidade biológica’. A distância dos livros faz com que eu tenha a péssima sensação de que estou esquecendo o pouco que consegui aprender até hoje... Espero que esta situação possa mudar-se em breve.
Mensagem do dia. A dor do bandono
Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura. De quem se trata? Quase ninguém sabe. Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas. Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve. Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações. Eram anotações sobre a dor... Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos.. Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases: Onde andarão meus filhos? Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão? Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe? Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão... Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão. Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho... Os dias passam.. e com eles a esperança se vai... No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei... Mas, agora... como esquecer que fui esquecida? Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia? Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfazê-lo. Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima... Queria saber dos meus filhos... dos meus netos... Será que ao menos se lembram de mim? A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim. Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim... É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria... Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... que eu vivo... que eu sinto... Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado... E essa é a única esperança que me resta... Sinto que a minha hora está chegando... Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse. E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam... Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado.. A data assinalada ao final da última anotação, foi a data em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para outra realidade. Talvez tenha seguido para aquele jardim dos seus sonhos, onde jovens afetuosos e gentis a conduzem pelos caminhos floridos, como filhos dedicados, diferentes daqueles que um dia ela embalou nos braços, enquanto estava na terra.
Frase do dia: “Mais vale calar o que sentimos que manifestar a quem não possa compreender.” (Francisco B. Cordeiro)
Piada do dia: diário de mulher x diário do homem
O Diário DELA: No sábado à noite ele estava estranho... Combinamos de nos encontrar no bar para tomar um drink. Passei a tarde toda nas compras com as minhas amigas e pensei que pudesse ser por minha culpa, porque me atrasei um pouquinho. Mas ele não fez grandes comentários. A conversa não estava muito animada, de maneira que pensei em irmos a um lugar mais íntimo para podermos conversar melhor, em particular. Sugeri um restaurante e ele continuou agindo de modo estranho. Tentei animá-lo e comecei a pensar se seria por minha causa ou outra coisa qualquer. Perguntei, e ele disse que não era eu. Mas não fiquei muito convencida. No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e ele limitou-se a por o braço por cima dos meus ombros. Não sei que raios quis dizer com isso, porque não disse que me amava também, nem nada. Eu estava ficando mesmo preocupada. Finalmente chegamos em casa e eu já estava pensando se ele iria me deixar! Por isso tentei fazê-lo falar, mas ele ligou a televisão, e sentou-se com um olhar distante que parecia estar me dizendo que tudo entre nós estivesse acabado. Por fim, embora relutante, disse que ia me deitar... Mais ou menos 10 minutos depois ele foi se deitar também e, para minha surpresa, correspondeu aos meus avanços e fizemos amor. Mas ainda parecia muito distraído. Quis confrontá-lo e falar sobre isso, mas comecei a chorar e chorei até adormecer. Já não sei o que fazer. Tenho quase a certeza que ele tem alguém e que a minha vida é um autêntico desastre. O Diário DELE: - Sábado meu time perdeu. Ainda bem que dei pelo menos umazinha

Nenhum comentário: