domingo, 2 de outubro de 2005

Nem mesmo o compromisso de corrigir 50 provas que precisam ser entregues na segunda-feira à noite fez-me mudar o ritmo do meu final de semana. Preferi fazer as últimas correções no capítulo do livro durante toda a manhã de sábado, que permaneceu nublado a maior parte do tempo. Também ajudei o meu pai a engraxar as rodas do caminhão. Fiz isso sem reclamar (como geralmente faço...) e percebi que ele ficou muito feliz. A gente fez o serviço numa boa, um tirando o sarro no outro o tempo todo. Esse é o meu papaizão! Eu gosto muito de trabalhar junto com ele. Eu geralmente reclamo porque ele normalmente me “manda” fazer e sai, ao invés de fazermos juntos... O que importa mesmo é que eu vi meu pai feliz e disposto, trabalhando novamente. Nem parece aquele papai que estava com câncer alguns meses atrás. Como Deus é bom!
Mesmo com o dia nublado, fui nadar por volta das 11h30min. Não tinha ninguém na piscina, apenas o “manezão” encarando a água gelada e o vento. Tudo por causa do maldito “bico-de-papagaio”... Quando voltei do clube, fui dar uma “geral” na aparência do meu papai. Aparei as sobrancelhas, os pelinhos do nariz, da orelha e dei uma abaixada na costeleta. Tenho que admitir que o meu pai ficou ainda mais vistoso do que já é. Ele estava tão preocupado com a aparência por um motivo especial: o casamento da minha prima Ana Paula.
Às 17h fui “tentar” jogar futebol. Digo “tentar” porque choveu e, como vocês sabem, é muito perigoso jogar futebol com a quadra molhada. A maioria dos colegas saiu xingando, dizendo que era praga de namorada. Pensei comigo: “Eu já até sei qual foi a namorada que rogou essa praga...”
O casamento da Ana Paula e do Vlamir (um japonês muito tranqüilo e gente fina) foi muuuuuuito bom! Ela estava linda, bem maquiada e com um vestido muito bonito. Mas o que realmente me deixou emocionado na cerimônia religiosa foram as músicas ao violino, tocadas ao vivo! Eu tive que segurar a emoção quando, no momento da saída, o violinista tocou a 9a. sintonia de Mozart... Depois eu fiquei refletindo: como é que a gente só passa a gostar desse tipo de música após uma certa idade? Nem dá pra acreditar que eu ODIAVA esse tipo de música quando era adolescente...
A festa do casamento foi divina! Uma mesa de frios muito variada e que, por si só, já valia todo o casamento. Um tal de DJ Marcílio animou a festa, com iluminação e um som de primeira! O cara selecionou excelentes músicas, muito adequadas para a ocasião. Um dos membros da sua equipe passou em todas as mesas, uma a uma, e foi fotografando a moçada. Olhem na foto como eu bonitão ao lado da Débora... Que casal mais lindo!
No domingo, acordei cedo para jogar futebol com os alunos do colégio mas acho que as nuvens no céu fizeram com que eles desistissem. Fui então jogar futebol na Baixada (clube em que nado diariamente), a convite do Valdinei, um colega que também é professor do colégio e que, como eu, também tinha levado “um bolo” dos alunos. Joguei duas partidas e, dado o meu baixo desempenho, preferi nadar. Na piscina, uma menina de mais ou menos uns 6 ou 7 anos começou a conversar comigo. Imagino que ela tenha gostado da conversa, porque começou a se irritar quando eu atravessada a piscina. Ela queria que a gente ficasse conversando! E como explicar que eu nado não é por prazer e sim por necessidade? Preferi desencanar e e preferi voltar e jogar mais duas partidas. Não sei se fiz um bom negócio, pois um “moleque” de uns 16 ou 17 anos deu-me um drible tão rápido que eu caí sentado!
À tarde recebemos aqui em casa a vista da comadre Cláudia e suas filhas Brisa, Clara e, é claro, minha querida afilhada Bianca (aquela que está na primeira foto que postei aqui neste blogger). Como ela está linda e crescida! No começo ela chorava quando olhava para nós, mas aos poucos foi se soltando e acabamos nos divertindo muito. O único problema foi quando a Clara (minha sobrinha e também afilhada) avistou a comadre Cláudia. Ela começou a chorar desesperadamente, de medo! Quando perguntamos por que ela estava chorando, ela disse que era porque a Cláudia se parecia com a namorada do pai dela. Nós deduzimos que essa tal moça deve tê-la “torturado” na ausência do pai dela... Que pena da Clara! Tão novinha e já com traumas tão fortes... Como alguém pode ter feito isso com um anjinho como ela? Ah, se eu presencio uma cena dessas...
À noite, ajudei a Débora a digitar notas para a escola e fizemos algumas pesquisas na internet. Quando voltei, tentei corrigir algumas provas, mas a disposição não ajudou muito... E assim se foi mais um fim de semana!

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