quarta-feira, 26 de outubro de 2005

“Às vezes a vida nos prega algumas peças”. Não há nada de novo nesta frase. Entretanto, há um abismo enorme entre ouvir e interpretar uma frase e sentir na pele o que ela realmente significa. Pois bem. Desde retornei à natação, por recomendação médica e visando aliviar as dores nas costas, comecei a sentir “fisgadas” no músculo peitoral esquerdo. Hoje, por exemplo, senti uma muito forte enquanto nadava. Eu já havia sentido a mesma dor anteriormente, mas de forma mais bem intensa, no último sábado. A dor for tamanha que tive que parar de caminhar e respirar fundo.
Diante disto, uso a frase como uma outra forma de dizer que a vida é muito curta. A gente vive em meio a uma rotina frenética de trabalho, pensando nos compromissos que vão se acumulando, esquecendo-se de pessoas que a gente gosta, pensando em tudo que ainda precisa ser feito, fazendo planos para o amanhã e, de repente, tudo acaba ficando escuro. Eu fico me perguntando: Qual é o sentido de tudo isso? Que sentido damos à nossa vida? Será que cada um de nós faz o uso devido de seus dias como meros mortais?
Refleti um bom tempo após chegar em casa e concluí que talvez eu esteja direcionando demais a minha vida para o futuro, a despeito do presente. E todos nós sabemos que o amanhã pode, para muitos de nós, não existir. Pode ser que não dê tempo para conquistar o emprego tão sonhado, para realizar aquela viagem para o exterior, para ter filhos, para ter uma boa casa... É preciso abrir os olhos diante da vida e, mais ainda, do que fazemos com ela.

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