domingo, 27 de novembro de 2005

Recebendo as primas de Cambira

Se não me engano, faz mais de duas semanas que este blog não sofria autalização. Tenho, portanto, muita coisa para contar, algumas boas, outras nem tanto. Vou tentar atualizá-lo aos poucos. Nos dias 14 e 15 de novembro (sábado e domingo, respectivamente) recebemos a agradável e surpreendente visita de nossas primas de Cambira, uma pequena cidade do Paraná. Estas primas são filhas (a Vanda e a Sônia) e netas (a Nice, a Sueli e a Rosana) do tio Chiquinho, o irmão do vovô Crotti, pai do meu pai. Eu tive a oportunidade de visitar o tio Chiquinho em apenas três ocasiões. A primeira delas foi em 1986, quando eu tinha apenas 10 anos. Na época, nós viajamos em função do casamento da Nice, uma das primas que veio nos visitar. A segunda vez foi no finalzinho de 1998. Lembro-me que, na época, passamos o reveillon por lá, regados por muita comida! Devido aos efeitos nocivos do cigarro, o tio Chiquinho havia sofrido um derrame no nervo óptico (bom, foi isso o que eu entendi), que culminou na perda de sua visão. Recordo-me que passei quase todo o tempo conversando com ele. Na terceira visita, em 2001, o tio Chiquinho já não estava bem de saúde. Desta vez eu fiquei o tempo todo ao lado dele e só o deixava quando ele ia tomar banho ou dormir. Ouvi histórias sobre o tio Eduardo, a minha bisavó e o meu bisavô (que, infelizmente, não cheguei a conhecer). Também ouvi as aventuras por ele vividas, todas narradas com incrível riqueza de detalhes. Confesso que eu fiquei emocionado quando ele me chamou de amigo, pouco antes de virmos embora para casa. A viagem, ressalto, foi a pior que eu já experimentei até hoje. Chorei a viagem inteira, sabendo que aquela tinha sido a última vez que eu o viria em vida... Os poucos dias que convivi com o tio Chiquinho foram suficientes para perceber que pessoa maravilhosa ele era. A despeito de sua idade, pouco mais de oito décadas de vida, ele recordava de coisas que nem o meu avô, que é bem mais novo que ele, conseguia se lembrar. Fiquei também admirado com a calma, a serenidade e o bom humor do tio e fiquei boquiaberto ao ver o quanto ele era amado e admirado por todos da família. Aliás, esta foi uma das coisas que me chamou mais a atenção. Apesar das dificuldades, o tio Chiquinho conseguiu constituir uma família Crotti grande e muito unida, ao contrário do que eu tenho presenciado na família do meu avô. Obviamente, as primas que nos visitaram assimilaram perfeitamente a filosofia do tio Chiquinho e se tornaram sementes da sua bondade. Foi um prazer indescritível recebê-las por aqui. Todas elas são tão simpáticas que eu cometeria uma grande injustiça se ousasse afirmar qual delas tem a conversa mais agradável... Foi, também, um grande surpresa, pois eu nunca acreditava que elas fossem enfrentar os mais de 700 km de rodovias para virem nos visitar. Ficamos também muito satisfeitos, pois tivemos a oportunidade de retribuir um pouco da hospitalidade com que nos trataram nas ocasiões em que estivemos em suas casas.
A Sônia é a filha caçula do tio Chiquinho. Foi ela quem cuidou do tio Chiquinho no período mais difícil de sua vida, e agora cuida de sua mamãe, a tia Augusta (esposa do tio Chiquinho). Enche os olhos ver quão dedicada e atenciosa ela é. Meu pai diz que ela se parece com a tia Célia, que era irmã do vovô Crotti e também sua madrinha de batismo. A Vanda, também filha do tio Chiquinho, é a bondade traduzida em pessoa! Ela é casada com o Mazola, um camarada muito gente boa, sempre sorridente e que sempre contagia as pessoas com o seu bom humor. Eles constituíram também uma família muito bonita, com um filho (o Claudemir, que é caminhoneiro) e três filhas (Sônia, Cleusa e Nice). A Nice, sua filha, é quem veio conduzindo a caminhonete pelos mais de 700 km (“virgi Maria”!!!). Quem a vê na foto, tão delicada, não acredita que ela foi tão valente assim... Rosana, uma das netas do tio Chiquinho, é professora de Geografia e também vereadora de Cambira-PR, cidade onde mora a maior parte da família do tio Chiquinho. Foi com ela com quem eu passei conversando a maior parte do tempo. Além de sermos professores, temos outras coisas em comum, como o nosso interesse pelo passado da família. Ela pareceu muito feliz quando eu a presenteei com um CD de fotos digitalizadas dos nossos bisavós. A Sueli é irmã da Rosana. Ambas são filhas da Val, filha do tio Chiquinho. São, portanto, sobrinhas da Vanda e da Sônia. Na última vez que visitei Cambira, ela era delegada do município (!!!!!). Hoje, graças a Deus, ela montou uma fábrica de camisetas e, segundo suas palavras, vive muito feliz fazendo o que realmente gosta. A Sueli é tão bem humorada que eu sou capaz de dizer que é impossível conversar 5 minutos com a Sueli e não soltar nenhuma gargalhada...
Da esquerda para a direita: Nice, Rosana, eu, Vanda, Sônia e Sueli.
Muito obrigado pela visita, minhas primas! Espero que possamos nos reencontrar em breve.

Nenhum comentário: