segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Acordei hoje às 7h40min. “Engoli” um pão com manteiga e bebi um copo de leite com café, escovei os dentes, troquei de roupa, penteei os cabelos e esguichei algumas gotas de perfume pelo corpo. Às 7h55min eu saía de casa, relativamente atrasado. Infelizmente, isso está se tornando algo constante me minha vida... O motivo de minha pressa era o conselho de classes que estava marcado para as 8h. Chegando na escola, notei que o conselho ainda não havia começado. “Ufa! Ainda bem...”, pensei comigo. A razão do atraso deveu-se a problemas na impressora. Sem os formulários com as notas, obviamente não haveria conselho... 8h30min e nada do conselho começar. Comecei a conversar com as professoras que estavam ali na sala dos professores. Contei algumas experiências da faculdade e arranquei algumas risadas quando mostrei uma cola do tipo “pergaminho”, que encontrei com um aluno do 3º. Ano durante uma prova substitutiva. 9h e nada deste conselho começar... Comecei a conversar com a Luciene, uma colega que já me deu aulas de Geografia em 1991, quando eu estudava no colégio técnico de Contabilidade “São José”, também conhecido como FEAM. Perguntei-lhe sobre o corpo docente daquela época. Ela, em contrapartida, interessou-se pela minha trajetória na pós-graduação. Mantivemos o papo por um tempão, até que... 9h30min. O conselho de classes começou a ser realizado. As primeiras classes seriam as 7as séries (A, B e C), seguidas pelas 8as (A, B e C) e, em seguida, o 1º. A. A dona Sebastiana, professora de Matemática, sugeriu que fôssemos conversar com a diretoria para pedirmos dispensa, já que levaria mais de uma hora para chegar a vezes das salas em que damos aulas. Às 9h50min eu saí daquela escola e me dirigia à minha escola-sede. Encontrei apenas as inspetoras, sentadas, conversando com o soldado Farias, um colega com quem servi o Tiro-de-guerra em 1995 e que é, hoje, policial militar. Entreguei um dos atestados que estou devendo para a Juliana, a secretária mais paciente que já vi na vida... Tenho adquirido certa admiração pelo seu profissionalismo e esforço para evitar que os professores se prejudiquem em função de suas faltas. Prometi-lhe, inclusive, que levaria o atestado que ficou faltando ainda esta semana... Cheguei em casa por volta das 11h30min. Almocei e fui tentar corrigir um artigo que preciso submeter com urgência para uma revista internacional. Muito cansado, porém, acabei caindo na cama e dormindo até às 15h40min... Acordei, já consciente de que estava novamente atrasado para a confraternização que estava marcada para às 16h. Escovei os dentes, esguichei um perfume pelo corpo, penteei o cabelo, troquei de roupa e... lá vou eu novamente, subindo a rua Minas Gerais a todo vapor... Na escola, cumprimentei os professores e fui sentar ao lado do Jorge, professor de Matemática. Tenho me identificado muito com ele, principalmente por ser uma pessoa bem humorada e de origem muito humilde. A diretora da escola, a professora Lâmia, falou alguns minutos, agradecendo a todo o corpo de funcionários da escola e, de forma humilde, desculpando-se pelas falhas. Disse, também, que nunca trabalhou em uma escola tão humana e carente como aquela. Por fim, fez uma homenagem emocionante à Sílvia, uma inspetora de origem tão pobre que, nos primeiros dias, trabalhava em troco de um prato de merenda... A professora Lâmia disse que uma funcionária da escola (que até então ela não disse quem era), disse que tinha um sonho quando era criança de ganhar uma boneca e que, mesmo adulta, ainda não tinha perdido as esperanças. A professora, então, presenteou-lhe com os olhos transbordando em lágrimas. Foi um momento muito mágico, reconhecido pelo aplauso de todos e pelas lágrimas emocionadas nos olhos de vários professores, inclusive eu... Finalizado o discurso, ela presenteou a todos com um anjinho. Partimos, enfim, para a “comelança”. A mesa (na verade, eram duas...) estava farta de doces, salgados, lanches naturais e refrigerantes. Havia, inclusive, um maravilhoso estrogonoff de chocolate, ao qual eu nunca havia experimentado. Delicioso! Na maior parte do tempo, conversei com a professora Janaína, de quem eu e a Débora temos nos tornado bons amigos. Durante nossa conversa, o meu telefone celular tocou; era a Débora. Pedi à Janaína que atendesse à ligação, para deixar a Débora em ciúmes... Contudo, a Janaína já atendeu ao telefone saudando a Débora: “Oi, Débora, tudo bem?”. Não preciso nem dizer que meus planos de “enciumá-la” foram por água abaixo... A festa terminou por volta das 18h. Desci para a casa da Débora, tomando o devido cuidado de desviar dos buracos no asfalto, tão comuns nesta época do ano. A Débora recepcionou-me com um enorme sorriso no rosto... Eu adoro quando isso acontece! Não preciso nem dizer que eu fico derretido quando isso acontece. Jantamos, ela se trocou e fomos à minha casa. Tomei banho, troquei de roupa e fomos ao centro, olhar as vitrines das lojas. Acabei comprando o presente de Natal dela – uma linda sandália preta. O que me despertou a atenção foi a vendedora, uma linda menina de apenas 10 anos!!! O atendimento foi tão bom que posso dizer que ela deixa muitas veteranas no chinelo... Para terminar a noite, comprei um cachorro quente para a Débora e fomos à sua casa. Não preciso nem dizer que me deitei sozinho em um dos sofás tirei aquela cochilada de sempre. Fui acordar às 23h... Desse jeito não há sofá que agüente!!!

Nenhum comentário: