segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Aventuras no congresso BR-Mass - parte 1

Domingo, 20 de novembro. Acordei por volta das 8h30min. Vesti a sunga e fui ao clube para nadar um pouco. A água estava muito fria, mas existem alguns sacrifícios que precisam ser feitos visando um bem maior (no caso, para aliviar as dores nas costas devido ao maldito bico-de-papagaio). Nadados os míseros 500 m de sempre (sim, quem nada sabe que essa distância é bem pequena), voltei para casa correndo, tomei banho, arrumei as malas e enfrentei os pouco mais de 70 km de Via Anhanguera que separam São Joaquim da Barra de Ribeirão Preto. O combinado era encontrar-me com o Gobbo e com o Néri e partirmos rumo à Campinas, onde o congresso seria realizado. Saí de casa por volta das 10h40min. Antes, porém, passei na casa da Débora para despedir-me. Às 11h50min eu parei em frente ao condomínio onde o Gobbo mora. O porteiro, um nordestino muito gente fina, acusou-lhe minha presença pelo interfone e, em seguida, o portão se abriu. Após alguns desencontros dentro do prédio (eu não sabia pra que lado eu ia...), finalmente encontrei o apartamento dele. Sossegado como sempre, o velho Gobbo ainda estava fazendo um “lanchinho”, que ele pretensiosamente chamou de almoço. Por volta das 12h30min nós deixamos o seu apartamento. Deixei o meu carro na vaga do dele, transferi as malas para o carro dele (um Uno flex power zerinho!) e nos dirigimos ao apartamento do Neri. O Néri estava aguardando na sacada do apartamento. Desconfiado, ele desceu e foi direto olhando na bagagem e perguntando se nós estávamos levando nossos ternos. Essa preocupação do meu colega tinha fundamento. O comitê organizador do congresso recomendava, no site, o uso de “traje de gala” (????). Nós, obviamente, entendemos que se tratava de terno. Como eu não tenho terno e o Gobbo não estava com o dele, respondemos que não. Guardamos, então, a bagagem do Neri no carro e, finalmente, “queimamos o asfalto” rumo à Campinas. A viagem foi bem tranqüila. Fomos conversando durante quase todo o trajeto. Como sempre, o Néri falou muito pouco, limitando-se a se defender de nossas brincadeiras. Na verdade, eu era o mais falante dos três. Em um determinado momento da viagem, tive que parar de falar, pois minha garganta já estava bem seca. A sorte foi que, neste momento, já estávamos adentrando Campinas, rumo ao apartamento da irmã do Gobbo. Eu sempre confiei bastante nas habilidades do Gobbo como motorista, mas a intuição dele não estava muito afiada aquele dia. Isso nos fez perder um certo tempo até encontrar o referido apartamento, já que ele não tinha o endereço... Durante o nosso passeio por Campinas, um tanto que imprevisto, pude perceber o porquê da cidade ser rotulada de “fresca”. Passamos em frente a um bar onde homens estavam se beijando na boca. Quem me conhece sabe que eu não tenho qualquer preconceito com relação à homossexualidade. Aliás, acho que este foi um dos diplomas mais importantes que eu trouxe da pós-graduação: aprender a viver no meio de pessoas com pensamentos e comportamentos diversos. Hoje em dia tenho o privilégio de ter amigos e alunos homossexuais, já que a maioria são pessoas maravilhosas e que também têm grande respeito por mim.
Finalmente chegamos ao apartamento da irmã do Gobbo (putz, eu esqueci o nome dela...). Nossa permanência foi muito breve, não superando os 10min. Apenas tomamos um copo d'água e retomamos nosso caminho rumo ao hotel.
Quando chegamos ao hotel...
(to be continued...)

Um comentário:

Ler nos Remendos disse...

Quando lerei o continuar da narrativa? Estou pacientemente no aguardo. Já pensou em ser escrevedor de histórias? Ganharia um dinheirinho extra!!!!