quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Hoje foi mais um dia daqueles em que os problemas com o carro causaram-me profunda irritação. Na verdade, não estou irritado pelos problemas em si. Afinal, foram pouquíssimas as vezes em que ele visitou o mecânico ao longo do ano e, quando ocorreu, foi por motivos muito pequenos (geralmente regulagem e limpeza do carburador). Logo, seria uma injustiça enorme reclamar do meu “possante” ou mesmo rogar pragas sobre o pobrezinho. Na verdade, o que me deixa realmente irritado é o fato de tê-lo levado ao mecânico duas vezes, ter trocado algumas peças (bomba d'água e válvula termostática) e o problema original persistir. No início, o mecânico disse que a temperatura estava se elevando por causa de um entupimento no cano de retorno do radiador. Esse caninho é quem faz a ligação da parte superior do radiador com o reservatório d’água. A água entra no reservatório por um buraquinho muito pequeno, que também se encontrava entupido. Na segunda visita, o mecânico disse que era a bomba d’água e a válvula termostática. Ambas foram trocadas (putz, estou até com medo de perguntar quanto vai custar...), mas o problema ainda persiste... Sabem aquela sensação de estar sendo enganado e de estar tendo o seu dinheiro roubado? Pois é, é aquela mesmo... Tendo meu pai suspeitado de sujeita no radiador, fomos “fuçar” no carro logo que acordamos. Soltei a mangueira inferior do radiador e deixem a água jogar até o reservatório ficar vazio. Meu pai ia aproveitou para introduzir água sob pressão pela parte de cima, com o intuito de “amolecer” os aglutinados de impurezas que provavelmente estão se formando no interior do radiador. Repetimos o procedimento várias vezes, até que a água que saía pela parte inferior do radiador estivesse completamente límpida. Ao recolocar as mangueiras, reparei que o motor estava esquentando e a ventuinha não estava mais ligando... Neste caso, nós fomos obrigados a levar o carro para o Mauro... Naquele momento, confesso que só faltei ajoelhar para que ele fosse levar o carro na oficina, já que eu tenho um zilhões de coisas atrasadas e não estou dando conta do recado... Preenchi rapidamente alguns diários de classe e digitei as notas dos alunos em dependência; montei a bicicleta e saí pedalando feito um maluco em direção à escola. Quando lá cheguei, estava banhado pelo suor. Deixei as notas e saí pela avenida em alta velocidade. Minha pressa tinha um motivo: o bico de papagaio acabara de dar sinal de vida e, portanto, eu precisava nadar. Nadei menos que nos dias comuns. Voltei para casa, almocei e aproveitei para brincar um pouco com a Clara, minha querida afilhadinha. Chovia forte e trovejava bastante. Como ela tem medo do estrondo dos trovões, eu disse a ela: “Se a gente se deitar no sofá e estiver coberto, pertinho um do outro, aí não tem perigo.” Essa foto aí dá mais ou menos uma idéia da nossa brincadeira. Vejam que ela estava adorando!
Após o almoço, meu pai acabou convencendo-me de que eu deveria ir acompanhar de perto como estava o andamento do conserto do carro. Quando lá cheguei, o Cidinho já havia removido o o cabeçote do motor e disse-me que era preciso retificá-lo, pois a água estava passando para dentro do motor. Conclusão: eu estava à pé e precisava ir à missa de formatura do pessoal do colégio... Liguei então para a Débora, expliquei-lhe o caso e pedi para ela vir buscar-me às 18h15min. Quando o relógio da sala apontou o horário combinado, a campainha tocou. Era ela. Infelizmente o carro da Débora também não está muito melhor que o meu. Acredito que a roda tenha se danificado devido à queda em um buraco na estrada e, em virtude disso, o volante da direção dá alguns “socos” periódicos para o lado esquerdo. De qualquer forma, conseguimos chegar bem até à Igreja Nossa Senhora Aparecida, onde a missa foi realizada. Esta igreja situada do outro lado da cidade e no mesmo bairro em que localiza-se a escola onde leciono. Haviam poucos alunos. Na verdade, eu fiquei muito triste, pois dos 120 alunos matriculados, no início do ano, somente 11 estavam ali presentes. Eram eles: Luck, Luís Fernando, José Alcione, Natália, Daiane Toloti, Geralda Lívia, Rangel (todos do 3º. B, noturno), Dalivan, Camila Bomfim, Lidiane Aparecida, Fabiana e Alessandra (3º. A, diurno). Dois alunos do 3º. C (Fernando Sarri e Ágata) se recusaram a sentar-se junto com os demais formandos e sequer participaram da missa. O corpo docente da escola também deixou a desejar. Estavam presentes apenas os seguintes professores: Hercílio (História) , eu (Química), Cleusa (Biologia), Isabel (eventual de Matemática e Física), , Cláudia (Matemática), Luciana Avezum (eventual de História e Geografia) e Luciana Stechini (Educação física). Se na escola houver 70 professores, a porcentagem de presentes foi muito pequena. Após a rápida celebração, os professores se reuniram e decidiram ir à uma pizzaria. Foi uma ótima idéia, embora apenas 6 alunos tenham ido conosco (Dalivan, Luís Fernando, Luck, Rangel, José Alcione e Natália). Passamos alguns momentos descontraídos e estou certo de que valeu a pena. O que mais me deixou feliz em toda esta situação é que a Débora esteve comigo o tempo todo e eu não precisei preocupar-me com ela; ela se divertiu, deu boas risadas e, mais que isso, finalmente viu como eu me comporto no dia-a-di9a. E vocês não imaginam como isso é importante para mim. É tão bom não precisar fingir ser outra pessoa quando estou perto dela...

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