quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Hoje à noite fui ao colégio apenas para participar de um amigo secreto em um dos terceiros anos. Trata-se de uma classe pela qual eu tenho um grande carinho. Apesar da maioria dos alunos trabalharem durante o dia e de estarem se aproximando da maioridade, percebo que ainda são adolescentes como eu... Muitas vezes eu fui para o fundo da classe e começávamos a falar de super-heróis, de revistas em quadrinhos e de desenhos animados. Eu me divertia à bessa! Todos eram, também, bem humorados, de modo a dar a impressão de que a vida não tinha lhes seqüestrado a alegria de viver. Situações especiais requerem roupas especiais. Fui, então, um pouco mais bem vestido. Coloquei uma calça “jeans” um pouco mais nova, um sapato mais novinho e uma camisa um pouco mais apresentável. Não deu outra: assim que apareci no pátio, eles gritaram: “Aí, o professor Eduardo virou burguesinho!”. Foi bom isso ter acontecido. Foi a prova definitiva que eu precisava para dar aulas com roupas “surradas”.. Quando cheguei, os professores estavam fazendo conselho de classe. Todos olharam com curiosidade para a prenda que eu tinha nas mãos (um pão gelado que a mamãe faz como ninguém!). Coloquei a prenda na geladeira e fui para o pátio, distribuir os picolés que a escola havia comprado. “Aí, professor, tá muito engomadinho pra ser vendedor de picolé, hein?”. Foi quando percebi que só havia uma turma na escola, e sabia que eles tinham vindo em virtude do amigo secreto. Quando entrei na sala de aula, percebi que havia cachorros-quentes, pipoca, bolo de chocolate e suco de maracujá. Na verdade, a diretora havia pedido para os professores contribuírem para esta festa (que foi realizada nos três períodos), para incentivarem os alunos a freqüentarem a escola até aquela data. Realizamos o amigo secreto. Eu presenteei a aluna (a Geralda Lívia, ou simplesmente Lívia, como ela prefere ser chamada) como uma caixa de artesanato para colocar jóias. Curiosamente, ela havia sido sorteada comigo, e presenteou-me com uma toalha de rosto, com o nome da turma (3º. B) estampado. “Aí, professor, é pro senhor lembrar da gente todo dia, quando acordar”. Mal sabiam eles que não seria preciso o presente para eu lembrar-me deles com muito carinho... No final da festa, quando a diretoria veio desejar “boas festas” a todos que ali estavam, ocorreu uma situação que me deixou um pouco triste. Ao deparar-se com dois alunos que estavam de boné, a diretora pediu que eles tirassem os bonés e, diante da recusa dos mesmos, começou a discursar sobre o uso do boné. Os alunos acabaram se retirando da sala e indo embora para suas casas... Seguem algumas fotos para deixar registrado este momento tão especial. Desejo a todos dessa turma que tenham um caminho muito iluminado pela frente. Saibam que vou sentir saudades dos bons momentos. Valeu por tudo, moçada!!!

De pé: Fernanda Dândalo, Geralda Lívia (Lívia), professora Cleusa (Biologia), Jacira (vice-diretoria), Rangel, José Alcione, Fabiana, Natália, Daiane Toloti, Luís Fernando (Nunes), Dimas, Alexandre e Denis; Sentados: Vanderson (Goiaba), Camila e Marcelo.

Denis, posando com seu novo modelito de lingerie.

Sílvia (inspetora) e Vítor Hugo, filho da Daiane e do Dimas.

Ângela (secretária), professora Lâmia (diretora), professora Cleusa (Biologia), eu e a Sílvia (inspetora)

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