sábado, 24 de dezembro de 2005

A imagem acima traduz a minha visão de um Natal perfeito: paz, amor e união. Está nevando. As luzes acesas dentro da casa sugerem a presença de várias pessoas festejando o nascimento do menino Jesus. Uma família grande, porém muito unida. Todos se respeitam, todos se amam mutuamente. Dentro daquela casa existe, provavelmente, um enorme pinheiro, decorado com bolas e luzes coloridas. Abaixo deste pinheiro, imagino inúmeros presentes, trazidos pelo papai Noel enquanto todos dormiam. Ao amanhecer, todos se abraçam. Enfim, é Natal. A magia que se associa a esta visão do Natal não tem nada a ver com o Natal que conhecemos aqui no Brasil. Para começar, falta união, amor e tolerância. Em toda família, mesmo que pequena, existem pelo menos duas pessoas que não se falam. O rancor é eventualmente tão grande a ponto de um deles não permanecer onde o outro estiver... A imagem da família (ou melhor, a parte dela), reunida ao redor da mesa, comendo e bebendo é também ilusória. Os homens estão no quintal, vigiando sua cervejinha, atenta à rodada de carne ou de tulipas que está para sair. Ao invés de neve, um sol escaldante. Camisetas cavadas, bermudas e chinelos substituem os gorros vermelhos de Papai Noel. Comparando as duas descrições, parece difícil identificar o espírito natalino, certo? Não necessariamente. Depende muito de cada um. Aqui em casa, por exemplo, eu fico muito feliz por ter meus entes queridos vivos e de ver alguns deles reunidos, mesmo que seja por alguns instantes. Já foi o bastante para que o meu Natal tenha sido iluminado. Meu pai almoçou na casa da tia Vânia. Minha mãe e eu almoçamos na casa da vovó Maria. O papai seguiu para lá também e acabou abrindo o “segundo estágio” para poder caber mais alguma coisa no estômago. A Clarinha não foi, pois estava dormindo.
Minha irmã, por sua vez, ficou aqui em casa com ela. Como vêem, a ceia e o almoço estão longe de serem considerados exemplos de união entre as pessoas da minha família. Mas tudo bem. Eu estranharei o dia em que eles permanecerem juntos, sem brigas. Aí, sim, eu começarei a me preocupar.
À tarde, fui à casa da Débora. À noite, viemos para minha casa. Ela pediu-me para montar um orkut para ela. E eu acabei montando...

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