quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Novamente neste dia o carro foi o centro de minhas atenções. Acordei com o meu pai batendo à porta, para que eu levantasse da cama e fosse levar o radiador para limpar e o cabeçote para plainar. Já que eu precisava do carro hoje à noite, eu deveria apressar este pessoal no que eu pudesse. Fomos, então, ao mecânico, para retirar o radiador e efetuar sua limpeza. O termo mais usado é “varetagem”, já que o processo consiste basicamente na abertura da tampa superior do radiador e no desentupimento das colméias de resfriamento do radiador,usando-se uma com uma vareta de metal. Após deixar o radiador para consertar, o papai e eu voltamos para casa. Às 9h30min retornei à retífica para buscar cabeçote e levá-lo até o mecânico. Quando lá cheguei, o Cidinho disse que era preciso trocar a mangueira do servo de freio e seis prisioneiros da tubagem (o Cidinho os quebrou e os levou a um torneiro para efetuar a retirada dos prisioneiros quebrados)… Sigo, então, para a Volks, onde comprei a mangueira e os prisioneiros. Segui, então, para buscar o radiador, mas o senhor (acho que se chama Mauri) disse-me para voltar às 11h. Aproveitei a proximidade do local à casa da vovó Maria e fui conversar com ela enquanto fazia almoço. Disse-lhe o quanto eu a amo e o quanto é importante para mim. Quando o relógio bateu 11h, despedi-me da vovó e fui buscar o radiador. Quando chegou na oficina, o Nunes estava conversando com o Mauro. O Nunes é um camarada muito gente boa. Nós servimos o tiro-de-guerra juntos. Foi uma boa oportunidade para conversarmos bastante, já que fazia muito tempo que eu não o via . Por coincidência, ele está namorando a filha do Mauri do radiador. Voltei após o almoço para pagar o torneiro. Acabei perdendo a viagem, já que o Mauro acabara de buscar o escape do qual tinham sido retirados os prisioneiros. Voltei para a oficina; mais peças quebradas: caninho da tubagem. Fui buscar no Fabinho (Alfa Auto Peças), também de bicicleta... Voltando para casa, consegui terminar de preencher todos os diários de classe do colégio. Já eram 16h30min quando liguei para saber se o carro estava pronto. O rapaz disse que o Cidinho tinha saído para experimentar o carro . “Está quase pronto’, pensei. Quando ligo novamente, às 17h, o rapaz disse que ele ainda estava mexendo no carro. “Putz, deu pepino!”, concluí. Às 17h30min, o Mauro veio trazer-me o carro. Ele elogiou muito o meu carro e perguntou, inclusive, se ele estava à venda. Levei o Mauro de volta à sua oficina, voltei rapidamente, tomei um banho rápido e fui à casa da Débora, para irmos juntos à Franca. A viagem até Franca foi tranqüila. O problema com o aquecimento do motor finalmente tinha sido solucionado! Quando chegamos, estranhei a falta de movimentação do lado de fora. Um forte som de microfone vinha do lado de dentro do estádio. Caramba, a colação de grau já havia começado! Ao entrarmos, eu e a Débora tivemos que nos separar, já que eu era professor. Eu perguntei à moça do laboratório se eu seria homenageado; ela perguntou a alguém da mesa de professores e respondeu-me que sim. Sentei-me, então, ao lado do Eduardo Nassar e fiquei aguardando. À medida que os professores iam sendo chamados, minha ansiedade ia aumentando. Eu olhava para a Débora e sorria, para minimizar a tensão. E eis que as placas de homenagem se esgotaram e eu não fui chamado... A colação então terminou e eu, abraçado à Débora, saí pelos fundos, de fininho. Naquele momento não havia clima para cumprimentar ninguém. Eu estava chateado, e muito! Não consegui esconder da Débora o meu desapontamento. Não que eu ache que devesse ser homenageado. Não, não é isso. Eu fiquei muito chateado por ter me preparado o dia todo para algo que não aconteceu, e que me disseram que ia acontecer. Nutri, durante este dia difícil, a expectativa por aquele momento. Houve uma desinformação enorme do pessoal da comissão de formatura, que ao que parece, nem sabia ao certo quais professores seriam homenageados. Outro fato que me deixou muito triste foi que só haviam na mesa professores do último ano. Isso tem sido uma constante desde a época em que me graduei. Os alunos geralmente preferem homenagear aqueles professores cujas disciplinas do quarto ano são as mais difíceis. A escolha do professor para integrar a mesa de homenageados parece ser um artifício hipócrita que os alunos usam para assegurarem a aprovação no final do ano. Diante deste quadro, dificilmente serei homenageado algum dia, já que não dou aulas no 4º.ano. Na volta, passamos em São José da Bela Vista. A Débora queria entregar um livro a uma professora amiga dela, que se encontrava em uma formatura naquela cidade. Infelizmente não encontramos o lugar onde a formatura estava sendo realizada e voltamos para São Joaquim. Já de volta à nossa cidade, aproveitamos e passamos em um rodízio de pizza. Cada um de nós comeu apenas uns cinco pedacinhos e tivemos que amargar uma conta absurda (R$26,00!) pelo pouco que comemos. Eita dia difícil de terminar! Ainda bem que o Natal está chegando... Com a sorte que estou ultimamente, só falta o papai Noel entalar na chaminé...

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