quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Os últimos dias não têm sido fáceis para mim. Tenho sido muito exigido em todos os sentidos e isso tem gerado em mim uma irritação sem precedentes. Conhecendo-me como eu conheço, posso afirmar que isso é resultado das coisas que estão por fazer e que, aos poucos, vão se acumulando e acabam sendo deixadas para trás à medida que outras, mais recentes e mais urgentes, vão surgindo. Para ser mais específico, refiro-me ao livro e ao projeto de pesquisa que precisam ser escritos “para ontem” e que, em virtude das aulas, estão ficando sempre em segundo plano. Se não me engano, há mais de seis meses que não consigo encontrar tempo para dedicar-me a eles. Acho que, no final das contas, eu preciso mesmo é deixar as obrigações de lado e fazer o que realmente me traz prazer, ou seja, trabalhar no que eu realmente quero e não no que eu preciso. Quero ver-me logo livre das provas de final de período, que são desgastantes também para os professores (ao contrário do que eu pensava quando era aluno...). Hoje passei o dia todo corrigindo provas. Eis uma tarefa que acaba com o meu humor! Dar aulas é muito prazeroso, mas acredito que corrigir provas é o preço que se paga por algo que tanto gosto de fazer. Minha vida familiar também não anda lá aquelas coisas. Minha irmã já deu início aos preparativos para sua mudança de endereço e, como já mencionei aqui, ainda não assimilei muito bem a idéia (embora, no fundo do coração, eu tenha convicção de que sua ida é necessária). Minha avó paterna anda mal de saúde. Embora ela tenha sempre sofrido com os efeitos de diabetes e de pressão arterial elevada, o problema agora é um pouco mais grave: esclerose... Ela simplesmente faz as coisas e já não se lembra do que acabou de fazer há um minuto atrás, além de estar fazendo xixi sem saber... Putz, é triste saber que uma mulher forte como ela vai caminhando para o fim da vida desta forma! Quanto à mim, tenho andado muito contrariado com o rumo com a construção da minha casa, que ainda não começou. Havia combinado com o meu cunhado para começar a construção em outubro, mas apareceram outros imprevistos e até hoje a construção não começou. Quem entende um pouco das coisas sabe que construção no período das chuvas não é um bom negócio. Acho que teremos que adiar para março.
Outro fato, extremamente irritante, é a obrigação de ter que ir na escola e na faculdade durante duas semanas sem ter aulas nem alunos. Que perda de tempo! E eu com tanta coisa pra fazer...
É, acho que depois desse desabafo já deu pra perceber por que ando sem paciência, né?

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