sábado, 10 de dezembro de 2005

Tendo em vista a viagem que será feita amanhã, acordei cedo e fui ao mecânico, para tentarmos solucionar o problema do aquecimento do motor. Quando lá cheguei, o Mauro (mecânico e dono da oficina) pediu-me que deixasse o carro por lá, pois ia levar algum tempo para o conserto. Como eu tinha ouras coisas a serem, avisei-o que voltaria no final da manhã. A Débora, então, ligou-me e disse que queria dar um passeio pelo centro da cidade, para olhar as vitrines das lojas. Expliquei-lhe que estava a pé, ao que ela prontamente respondeu que viria buscar-me de carro. Enquanto aguardava na oficina, resolvi dar uma mãozinha para o pessoal do escritório, que estava fazendo uma faxina de final de ano. Foi então que olhei a árvore de Natal e senti, novamente, como esta época do ano é especial. Após alguns minutos, o carro da Débora parou em frente à oficina. Ao entrar no carro, ela avisou-me de um pequeno problema na direção. Algo de muito estranho estava fazendo o volante da direção tender para a esquerda, em movimentos ritmados. Sugeri-lhe que, após nosso passeio, voltássemos ao mecânico para pedir-lhe sua opinião. Já no centro da cidade, pedi-lhe que me ajudasse a escolher um presente para o amigo secreto que será realizado na próxima quinta-feira. Comprei uma caixinha de artesanato, que poderá ser muito útil para a minha amiga secreta (por enquanto não posso falar quem é...) colocar suas jóias. Em seguida, entramos em uma loja em cuja vitrine estava uma linda saia branca comprida, semelhante àquelas usadas pelos hippies dos anos 70. A Débora não resistiu e a comprou... Enquanto efetuava o pagamento, ouvi um barulho e um movimento de pessoas, que se moviam olhando para cima. Curioso como sou, saí à porta da loja e notei que um helicóptero estava sobrevoando a praça. Era o papai Noel! Aos poucos o piloto foi fazendo algumas manobras, até que conseguiu descer em frente à igreja. A manobra praticamente parou todas as lojas, já que haviam inúmeros curiosos como eu... Em outra loja, comprou também uma tintura para os cabelos de sua mãe e uma pequena piranha (sim, no formato de piranha!!!) para prender os cabelos.Feitas as compras, voltamos ao mecânico para saber em que pé estava o conserto do carro. O Xexéu, um dos mecânicos da oficina, deu-me a triste notícia: a bomba d’água estava fazendo e a válvula termostática estava travando. Em resumo: o serviço ia ficar o olho da cara! Como o serviço não estava concluído, disse que voltaria dali a meia hora. Voltamos, então, ao centro e compramos algo para comer. Escolhi dois stakes; a Débora preferiu uma coxinha e uma torta de palmito. Voltamos rapidamente à oficina e aproveitei para mostrar ao Mauro o problema no carro dela. O diagnóstico dele pareceu-me muito estranho: pneu torto. Eu já ouvi falar de roda torta, mas pneu torto foi a primeira vez... Disse que, por ocasião de uma possível queda em algum buraco na estrada, o pneu poderia ter sofrido alterações em sua estrutura, tornando-se maior em um dos lados (no caso, o lado interno do pneu). Agradeci-lhe pelo brilhante diagnóstico e disse à Débora que podia ir embora. Já era tarde, quase 12h30min. O meu carro ficou “pronto” mas, quando saí para testá-lo, notei que a temperatura ainda estava subindo... Após trocar a tampa do radiador, medir a temperatura da água, mexer no cebolinha da temperatura, o Mauro disse que só poderia ser o radiador que estava sujo. Já com a paciência esgotada, disse que voltaria na próxima semana e fui para casa. Chegando em casa, expliquei a situação para o papai. Ele sugeriu-me que colocasse uma espécie de removedor de ferrugem do radiador, antes de enviá-lo para limpeza. O papai disse que o nome do produto era “Rad Cool”. Após procurar em um posto, percebi que não ia ser nada fácil encontrar o que eu queria. No segundo posto, o rapaz vendeu-me o produto certo, mas quando cheguei em casa, notei que o prazo de validade havia expirado... Voltei ao posto, pedi o dinheiro de volta e dirigi-me ao terceiro posto. Lá encontrei um tal de “Rad Clean”. Após ler o rótulo, percebi que era um produto mais adequado para o que eu precisava do que aquele que o papai havia sugerido. Ao mostrar-lhe o produto, o papai disse havia confundido o nome; o produto certo era aquele que eu tinha comprado... Disse, também, que aquele produto era muito eficaz e que será capaz de remover as sujeiras de todo o sistema de refrigeração. Para ilustrar o efeito do produto, contou-me que quando quando o utilizou no radiador de um “Cara-chata” que ele dirigia, apareceram inúmeros vazamentos. Segundo ele, o radiador estava tão enferrujado que, após as impurezas terem sido removidas, tornou-se uma verdadeira peneira... Eram 16h quando percebi que meu tênis estava furado. Fui, então, comprar um tênis, um meião e uma palmilha de gel para o calcanhar. Preço da brincadeira: R$93,00!!!! Meu Deus, meu 13º. Salário sequer vai ser suficiente para tampar o antigo rombo em minha conta bancária... Como acontece em todos os sábados às 17h, fui jogar futebol com a turma. Pelo menos a estréia com o tênis novo foi muito boa: quatro gols. É, acho que valeu o investimento... À noite, a Débora e eu fomos ao Chopão, um restaurante-choperia aqui da cidade. Ela escolheu nhoque ao molho branco. Acredito que ela tenha se arrependido amargamente pela escolha, já que o molho branco conferiu um sabor tão enjoativo que ela começou a sentir enjôos e ânsias de vômitos... Tivemos que levá-la correndo para sua casa. Lá terminamos a noite de uma forma muito engraçada: ela, o pai dela e eu dormindo na sala, um em cada sofá... Que romântico!!!

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