terça-feira, 14 de março de 2006

Entrevistado - parte 2

3. Em quem você se espelha? Como pessoa, eu me espelho muito em meu pai e em meu avô. Como professor, eu me “inspiro” muito no professor José Norberto Bazon, que foi meu professor na universidade. Trata-se de uma pessoa muito esforçada, honesta e, sobretudo, bem-humorada. Contudo, penso que cada professor precisa ter sua identidade e estilos próprios. Todos os nossos professores possuem uma qualidade marcante, na qual devemos nos “inspirar”. 4. Você já realizou todos os seus sonhos? Os sonhos nos servem apenas como um guia e, não raramente, nos tornam pessoas frustradas quando não os realizamos. Todos fazemos planos para o futuro, mas poucos conseguem concretizá-los. Posso dizer que sou um profissional realizado, pois sempre me dediquei ao máximo em tudo o que fiz e nunca abri mão dos meus ideais. Mas eu nunca sonhei chegar aqui eu cheguei! Em termos pessoais, ainda há muito que realizar. Quero constituir uma família e passar esses valores aos meus filhos. Nos dias de hoje, isso sim é um verdadeiro sonho, talvez o mais difícil de se realizar... 5. Em algum momento de sua faculdade você pensou em desistir? Ao longo da universidade, a idéia de tornar-me professor foi tornando-se cada vez mais constante. No entanto, eu sempre fui muito tímido e encontrava muita dificuldade para falar em público. Certa vez, apresentando um seminário na faculdade, eu fui à frente da lousa para explicar um esquema. Fiquei nervoso e esqueci tudo o que eu tinha estudado. Naquele momento, eu pensei: “Como posso ser professor se não consigo falar em público?” Foi a única vez em que pensei realmente em desistir. 6. Qual o maior mico que você já passou? Os micos são uma constante em nossa vida, em particular na minha. Um dos mais recentes foi ter ido à universidade dar aulas com sapatos de pares diferentes. A diferença entre eles era gritante: um era marrom-avermelhado e bico redondo, o outro era marrom-escuro e bico quadrado. O impressionante é que só fui notar quando estava dentro do ônibus. Meu maior medo não foi nem do mico, e sim da possibilidade dos professores pensarem que eu estivesse ficando louco... No final das contas, foi uma experiência muito engraçada. Dei boas risadas com os alunos.

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