terça-feira, 21 de março de 2006

Um dia que não gostaria que acabasse...

Ao final deste dia tão cansativo, sinto-me leve. A sensação agradávelque me acomete neste momento é a de ter feito, em todos os momentos do dia, o meu melhor (ainda que eu não tenha conseguido fazer o que eu precisava...)
Hoje de manhã tive uma conversa séria com os alunos do ensino médio. Eu me preocupo muito com o desinteresse deles em relação ao futuro. Contei-lhes, então, um pouco sobre minha vida pessoal e dos obstáculos que tive que enfrentar para chegar até aqui. E disse, de coração, que valeu a pena. Disse-lhes que posso ser um professor melhor, mas que depende do interesse deles. Em uma das salas, ouvi uma aluna dizendo: "Quem dera todos os professores nos tratassem como o senhor nos trata". Uma outra aluna, muito tímida, pediu para que sua colega viesse dizer-me que gostaria muito que eu comparecesse à sua festa de aniversário. Manifestações de carinho como essas deixam-me cheio de orgulho. Eu me sinto uma pessoa muito privilegiada por estar vivenciando tudo isso.Vejo este tipo de reconhecimento, puro e espontâneo, como uma luz para iluminar o meu caminho. É como se Deus estivesse me incentivando a seguir o caminho que tem me rendido inúmeras críticas pelo pessoal da universidade e da pós-graduação.
As aulas na universidade foram hilárias! Resolvi tomar alguns alunos a serem crucificados e os zoamos a aula inteira. Fui também abordado por vários alunos nos corredores. Um dos alunos chegou a dizer-me, na segunda-feira, que me considera o professor mais popular do curso de Química. Caramba!!!
Há um ditado que diz: "Não faça da vida um rascunho, pois pode não dar tempo de passar a limpo". Neste momento, abrindo a boca de cansaço, sinto uma sensação divina de ter seguido este ensinamento durante o dia todo. Sinceramente: minha alegria é tamanha que não gostaria que este dia acabasse...

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