quinta-feira, 6 de abril de 2006

Cada dia tem uma história diferente

Há exatamente uma semana atrás, recordo-me de ter voltado mais cedo para casa em virtude do cheiro enorme em sala de aula, que me embrulhou o estômago. Naquela ocasião, eu havia chegado na escola arrastando os pés, mal conseguindo levantá-los para andar. Estava um caco e a todo momento minha boca se abria para um bocejo discreto e contido.
A situação em que cheguo na escola neste momento não é muito diferente. Ao virar a esquina da avenida e avistar o portão, respiro fundo. "Ao fechar a porta da sala de aula, meus problemas deverão ficar do lado de fora da sala", penso. Com este pensamento fixo, adentro a primeira sala. Respiro fundo. Ensaio levantar, mas as pernas desobedecem. Putz, que cansaço! No entanto, os olhos dos alunos daquela sala, diferentemente do de outros, pareciam estar sedentos de conhecimento. Afinal, eles haviam deixado suas famílias em casa e perdido mais um episódio de "Belíssima" para poderem estar ali. Não posso decepcioná-los.
Ao final de mais uma noite, começo a refletir sobre mais um dia interessante do magistério. Não raramente, o professor chega na escola cheio de vontade e disposto a dar uma boa aula, mas acaba se decepcionando com a falta de vontade e apatia dos alunos. Em outros casos, bem menos comuns, a vontade de se explicar o conteúdo vai surgindo durante as aulas. E por esta última eu fui privilegiado de experimentar tamanha bondade de Deus. Valeu, "Papai do céu"

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