sexta-feira, 21 de abril de 2006

Uma semana "fora do ar"

Uma semana sem atualizar o blogger... Certamente devo desculpas àqueles que, por curiosidade ou por consideração, acessam este espaço. Imagino o desapontamento que lhes abatem quando acessam este endereço e encontram sempre a mesma postagem. Entretanto, preciso esclarecer que uma série de fatores contribuíram para este infortúnio. O primeiro deles foi a falta de tempo. Encontramo-nos em final de bimestre escolar, período em que ocorrem as provas. Os pacotes vão se acumulando e corrigi-los nem sempre é uma batalha que consigo vencer. O segundo é que, em virtude dos pequenos problemas de saúde que vêm me abatendo ultimamente (dores no estômago, na coluna, na cabeça, diarréias e resfriados), tenho procurado dormir pelo menos seis horas por noite. Sendo assim, aquela "horinha" de sono perdida que eu dedicava à atualização dos blogs está precisando ser aproveitada sob as cobertas...
Esta foi uma semana muito atípica. Minha irmã retornou a Cosmópolis mas levou consigo a mamãe. Com isso, eu e o papai ficamos novamente em condição de "big brother". Ao contrário do que muitos pensam, a casa permaneceu em ordem praticamente o tempo todo e, graças aos dotes culinários do papai, não passamos fome. Eis que já na segunda-feira, ao retornar do colégio, ele veio dizer-me que comprou umas "coisinhas" pra gente comer. "Ele deve ter comprado frutas, legumes e variedades", pensei. Tamanha foi minha surpresa ao ler a lista de coisas que ele comprou que, incontidamente, caí em risos. As "coisinhas" a que ele se referiu eram bisteca suína, tulipa, cupim, contra-filé, mortadela e presunto. Eis aqui um típico espécime de Homo sapiens carnívoro!!!
Com a ausência da mamãe, tive que "andar na linha". Normalmente tomo banho e me apronto para as aulas da universidade meio que em cima do horário. Não raramente tenho que vencer as duas esquinas que separam minha casa do ponto de ônibus correndo. Mesmo assim, tenho perdido o ônibus algumas vezes e, nestes casos, ligo para a mamãe e ela vai levar-me ao ponto de ônibus. Durante toda esta semana, fui forçado a deixar esta vida de "filho mimado" de lado e comportar-me como homem de verdade.
De todos estes dias, o mais complicado foi a segunda-feira. Fui abatido por uma diarréia (entenda-se: caganeira...) sem precedentes. Era como se um "gatinho" estivesse miando dentro do meu estômago... Ao total, foram umas oito visitas ao banheiro durante todo o dia. Ao final do dia, enxerguei uma certa analogia entre a forma como eu estava usando o papel higiênico e a maneira como as "madames" usam os guardanapos para limpar os lábios...
Na terça-feira paguei um verdadeiro "mico" no colégio. Tive também a grata surpresa de receber uma mensagem no orkut de uma aluna com quem havia conversado na universidade. Em seu recado, ela disse que eu era um exemplo de que um professor universitário não precisa ser arrogante; basta ser simples e sábio, como eu...
Na quarta-feira, tive que deslocar-me até a universidade duas vezes. A primeira delas foi de carro, a segunda "by bus". Ao final do dia, estive tão cansado que acordei na quinta-feira às 9h... Aproveitei a quinta-feira para resolver meu dilema com os bancos. Para evitar a irritação que o tráfego desta minúscula cidade de 50 mil habitantes tem me causado, preferi ressuscitar minha bicicleta e pedalar. Esta iniciativa representou também uma saída para movimentar-me um pouco e, ao mesmo tempo, economizar o combustível. Perdi, no sentido próprio da palavra, todo o meu tempo e acabei não resolvendo praticamente nada... Pelo menos concluí que não tenho problemas cardíacos, pois suportar as filas e o péssimo atendimento da Caixa Econômica Federal não é pra qualquer um, não.
Sexta-feira, 21 de abril, nem pareceu feriado para mim. Passei o dia todo corrigindo provas. Na quinta-feira à noite, havia dito a uma aluna da universidade que sua nota era 2,5. Minha intenção era "prepará-la" para uma notícia ruim, já que ela já havia me comunicado que fica muito nervosa em dias de prova. A reação dela, no entanto, não foi a que eu esperava. Ela mal dormira aquela noite e quase caiu em depressão. Quando passei-lhe a nota via MSN, ela ficou desapontada comigo... Fazer o quê, né? Não se pode ganhar todas...
Acordei neste sábado às 9h, com o papai dando porradas na porta do quarto. Disse que era pra levantar e varrer a casa, pois a mamãe retornaria à noite e ele queria mostrar a ela que nós somos dois "bichinhos" bem comportados. Após terminar minha tarefa como "diarista", segui à casa da Débora. Em nossas "andanças" pelo centro da cidade, entramos em uma perfumaria, onde eu comprei um líquido para limpeza de pele. Ela disse, orgulhosa, que estou me tornando um homem vaidoso. Eu, claro, entrei em casa e escondi o tal líquido do papai. Se o vir, vai achar que estou virando viado...

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