quarta-feira, 7 de junho de 2006

Meu querido diário...

Certo, o título deste post é um pouco estranho. Afinal, não sou nenhuma adolescente e nem tampouco ou apreciador de diários, daqueles onde as jovens moças depositam a maioria de seus segredos, muitas vezes na forma de códigos. Na verdade, coloquei este título por querer manifestar aqui um pouco do que estou sentindo neste momento. Portanto, nada de narrativas por hoje. Estou um pouco abatido para escrevê-las, embora histórias não me faltem.
Voltei às aulas do ensino médio na segunda-feira. Mesmo permanecendo um mês de licença médica, preferi não descansar e continuar levando em frente os planos para o futuro. Como já mencionei aqui neste espaço algumas vezes, certamente antes de empolgar-me com as narrativas (acho que por incentivo do Márcio), estou tentando preparar-me para uma grande guinada na minha vida profissional. Não, eu não vou deixar de ser professor para ser fiscal da receita ou coisa parecida. Eu me refiro apenas a subir mais um importante degrau ba nubga carreira. No entanto, para cumprir as minhas metas pessoais, tenho me dedicado muito. Não raramente, abdico de estar com as pessoas que tanto gosto para ficar olhando para a tela de um monitor, sem qualquer inspiração,para escrever um artigo científico. Trocando em miúdos, acho que já os que estiverem lendo este post conseguem entender por que estou com a coluna vertical travada...
Mas não foi por isso que resolvi mudar o enfoque do post de hoje. Na verdade, eu o fiz com a intenção de deixar aqui relatado que hoje, em especial, estou muito triste com algumas coisas que aconteceram lá na universidade. Por exemplo: ontem uma aluna ficou a aula inteira dizendo que não estava entendendo nada do que eu estava explicando. Quando eu pedi para ela abrir a apostila na página 16, ela me responde, rindo: "Eu não tenho apostila." Percebi, também, que a maioria dos alunos não estuda, ou se o fazem, deixam para estudar às vésperas da prova. Em resumo: eu passo uma boa parte do tempo tentando transmitir um pouco do quase nada que eu sei e os alunos pouco se interessam... Eu sei que a maioria deles trabalha durante o dia (alguns até giram turno!), mas ainda assim é muito doloroso esforçar-se para explicar e receber os ombros em retribuição (o mesmo que "não estou nem aí"). mesma de "aceitar os ombros para aquilo que transmitimos com tanta dedicação. Ser professor universitário é mais complicado do que eu pensava.
Diante destes infortúios, comunico que estou trocando a cadeira do computador pelo meu colchão. Talvez amanhã eu esteja um pouco mais animiado. Rezem por mim!

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