sábado, 1 de julho de 2006

Verde e amarelo

São 18h. Lá fora, os vizinhos começam a queimar os foguetes que compraram para comemorar a vitória da seleção brasileira sobre a França. Contudo, o motivo não é a alegria, e sim a decepção que veio com a derrota. É, mais uma vez a nossa seleção canarinho ficou a ver navios diante da França, frustrando as esperanças de mais de 180 milhões de brasileiros de conseguir o hexacampeonato. É claro que ninguém é obrigado a vencer sempre. Aliás, eu nem acho que isso é justo. Quando jogo futebol, por exemplo, eu não me importo de perder, desde que meu time tenha condições de competir de igual para igual, com todo mundo dando o sangue e se doando em função de um objetivo em comum: a vitória. Todos juntos, como uma equipe. Na condição de zagueiro, posição que tive que assumir em virtude da pouca habilidade com a bola (ao invés de construir jogadas, minha função é destruí-las...), meu lema passou a ser “muita raça e pouca técnica”, com um estilo parecido com o do volante Dunga, que foi tetracampeão em 1994. Nunca fui bom, mas sempre fiz o melhor que pude dentro das quatro linhas. Nem sempre foi possível vencer, mas isso evidentemente faz parte do jogo. Pois bem. Hoje, no jogo Brasil x França, o que se viu foi uma seleção apática. Jogadores consagrados no futebol mundial, como Kaká, Cafu, Juninho, Gilberto Silva e Ronaldinho Gaúcho (este último eleito o melhor jogador do mundo nos últimos dois anos), assistiam ao passeio da França em campo. Isso é o que nos irrita! A movimentação do time foi horrível! O treinador, um tal de Carlos Alberto Parreira, assistia àquela apresentação vergonhosa sem demonstrar qualquer preocupação. Nem mesmo alterar o time ele conseguiu, exceto aos 35 min da segunda etapa (nossa, que esperto, hein???!!!) Enquanto isso, na arquibancada, os brasileiros gritavam “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”, na tentativa de trazer empolgação àqueles jogadores. Uma frase tão difícil de ser dita pelos brasileiros em tempos normais, e agora aparece em vão... As bandeiras verde-amarelas irão, aos poucos, desaparecer. As camisas amarelas e os calções azuis deixarão de fazer parte do vestuário do brasileiro. Nesta semana, tudo voltará ao normal. De verde e amarelo mesmo só restarão as copas das mangueiras. Aproveitemos enquanto elas também ainda não se renderam e não desapareceram da paisagem...

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