quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Quedas de braço com a paciência

Visitar os parentes em Cambira e em Maringá foi uma verdadeira "faxina mental" (como diz minha prima Rosana). Foi como se tivesse tirado férias de mim mesmo. Com isso, comecei a semana da melhor maneira possível: sorrindo. Há tempos eu não me via acometido por tamanho bom humor. Entretanto, durante as aulas no ensino médio, tive a sensação de estar sendo constantemente testado pelos alunos. Isto ocorreu-me enquanto estava ditando o texto. Eles repetiam o que eu dizia, ao invés de escrever. Alguns se perdiam enquanto conversavam entre si. Não, nada daquilo tirou o meu bom humor. "Professor, o senhor não vai ficar nervoso com eles?", perguntou uma aluna. Não, eu não fiquei nervoso. Ao invés disso, usei o que estavam fazendo como motivo de piada. Nunca fui tão paciente em toda a minha vida. Certo, nesta queda de braços contra a falta de paciência eu ganhei...
Hoje, ao voltar da universidade, resolvi passar em frente à construção onde eu e a Débora pretendemos morar quando nos casarmos (se Deus permitir). O fato é que a construção está praticamente parada por causa do carpinteiro, que há quase dois meses disse que voltaria para terminar o telhado... Pois bem: os 15 dias que ele estipulou se tornaram 60... Hoje, por sorte (ou azar, não sei bem ao certo...) eu o encontrei em cima de um telhado, fazendo o madeiramento de uma casa próximo ao bairro onde moro. Decidi então parar e conversar com ele. "Queria saber por que você não quer fazer o serviço lá em casa". Ao ouvir o seu "não, a gente vai, sim", com um sorriso no rosto, eu continuei. "Você disse que voltaria dentro de 15 dias, mas já faz 60 dias. Neste meio tempo, você foi para outras construções e passou outros serviços na frente do que eu havia combinado com você. Se você vai realmente fazer o serviço lá em casa, eu quero que você o faça até o próximo sábado. Se não puder, diga agora. Mas se disser que vai fazer, dê a sua palavra de homem e honre-a. Caso não possa, eu vou procurar outro carpinteiro. No próximo sábado quero que tudo esteja pronto para colocarmos as telhas, entendeu?" Aparentemente assustado e sempre acostumado a ver-me sorrindo, ele limitou-se a balançar a cabeça, concordando com tudo o que eu falei. Minha paciência com relação a este assunto esgotou-se. Não se pode ganhar todas, né?

Um comentário:

Márcio Roberto do Prado disse...

Salve, Tonhão!

Rapaiz, se o assunto é construção, caso você tivesse coseguido ficar calmo e sereno, então poderia disputar uma eleição para Buda! Olha, é dose, e TODAS as vezes que tive que lidar com profissionais da área, tive bilhões de dores de cabeça. Mas espero que as coisas corram bem, né?

A propósito, a visita em que registrei esse comentário foi a de número 5000, redondinho assim. Bem, pra quem (quando eu comecei a visitar o “Narrativas”) reclamava que ninguém passava por aqui, isso é bem legal.

Abração, brother, e até mais,

Márcio