domingo, 1 de outubro de 2006

Eleições - par ou ímpar?

Hoje a luz do sol não conseguiu vencer as nuvens escuras que cobriram o céu praticamente o dia todo. Foi um dia bom... para dormir. E dormi. Aliás, dormir foi praticamente a única coisa que fiz à tarde. Os meus cochilos se deveram basicamente a dois fatores. O primeiro deles foi o cansaço, que desabou sobre mim após uma semana marcada por várias viagens à Franca. Além de viajar de ônibus à noite, para dar aulas de segunda até quarta-feira, tive também que viajar na quarta, na quinta, na sexta-feira e no sábado... Na sexta-feira, fiquei incumbido de recepcionar um professor da Unesp que eu havia convidado para visitar a universidade, para dar uma palestra e conhecer o trabalho que estamos desenvolvendo. No sábado, tive que viajar para assisitir a uma outra palestra... O segundo fator foi o fato de ter passado praticamente a tarde inteira longe da Débora, que foi “escalada” para as eleições. Ah, as eleições... Eu quase estava me esquecendo... Hoje o país escolheu “os caras” que vão dirigir nosso país nos próximos quatro anos. A presidência está sendo disputada acirradamente por dois candidatos principais: Geraldo Alckmin e Lula, este último candidato à reeleição. Pois bem: não votei em nenhum dos dois. O primeiro praticamente destruiu a educação do Estado de São Paulo, onde ele foi governador. Instituiu a tal de “progressão continuada”, que basicamente se resume na “aprovação automática”. Em outras palavras: ninguém mais reprova... Como eu também leciono na universidade, eu sinto na pele os efeitos desastrosos desta medida. Um cara que toma uma atitude dessas não pode ser presidente. Da mesma forma, um cara como o Lula, que passa a maior parte do tempo viajando e deixando o país na mão dos corruptos – quem disse que ele também não é? – não merece ser reeleito. E pensar que eu praticamente pulei de alegria quando ele foi eleito em 2002... Certo, talvez eu tenha errado uma vez, mas não caio na mesma história de que “sou um homem que veio do povo e não tenho estudo, companheiro.” Um homem que diz que “livros são coisas chatas” também não merece ser presidente de um país tão grandioso como o nosso. O engraçado é que eu não tinha essa visão alguns anos atrás. Talvez eu esteja um pouco decepcionado com o que tem sido feito com a educação deste país em todos os níveis. Talvez o meu voto não faça a diferente, mas pelo menos eu tenho consciência de que tentei fazer a minha parte. Agora é só torcer para que outros 180 milhões de brasileiros também tenham pensado como eu – se bem que, a julgar pelos resultados parciais, algum brasileiro desinformado e ignorante, provavelmente fruto desta “progressão continuada” e que não vive em ambientes de salas de aula, irá dizer: “Você jogou seu voto fora porque seu candidato não ganhou”.... Até parece que eleições são jogos de "par-ou-ímpar. " Que Deus nos ajude...

Nenhum comentário: