sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Troca de marchas

Em sua concepção física, a vida é como uma estrada. Mais cedo ou mais tarde essa estrada chega ao fim. O grande segredo é saber aproveitar a viagem. Há trechos do percurso que são mais íngremes e que exigem mais do nosso motor. Neste caso, precisamos reduzir a marcha para que consigamos superá-lo, mesmo que em uma velocidade menor. Há outros, no entanto, em que o motor é menos exigido e podemos trafegar por ele em quinta marcha, uma vez que o carro já está embalado. Desde que defendi o doutorado, em fevereiro de 2005, minha vida tem estado em quinta marcha. Era como se eu estivesse na “banguela”, embalado, em um ritmo alucinante. Assim eu trafegava até meados deste ano, quando minha coluna mostrou que era preciso reduzir a marcha, caso contrário eu não conseguiria vencer a subida íngreme que se apresentou diante de mim. Não bastasse as dificuldades intrínsecas desta parte da estrada, eu tive que lidar com alguns fatos, entender algumas situações e aceitar algumas verdades que nos são impostas pelo destino. Confesso que encontrei certa dificuldade neste percurso da estrada. Era como se eu tivesse parado para trocar um pneu...Pois bem. Após quase quatro meses atravessando esta longa subida em marcha reduzida, eu tenho a impressão que cheguei ao topo da subida e que estou, enfim, pronto para o embalo de mais uma descida. Agora com o pneu trocado, algo me diz que nos próximos meses eu atravessarei um dos períodos mais produtivos de toda a minha vida pessoal e profissional. Espero que esta seja a vontade de Deus. E que assim seja!!!

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