segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Voltando à vida real

Aqueles que se aventuraram a escrever seus blogs vão entender o que quer dizer a frase: “O número e o tamanho de postagens em um blog é diretamente proporcional ao tempo daquele que o escreve”. Esta frase contém um bom argumento para justificar minha ausência durante a semana que se passou. Contudo, seria injusto atribuir à falta de tempo o abandono que este espaço experimentou durante a semana que se passou. Não, não foi só a falta de tempo. Na semana que se passou eu vivi dias difíceis, talvez por ter me acostumado ao período de recesso da “Semana do saco cheio”, que a antecedeu. Um turbilhão de idéias povoou minha cabeça e, como sabem, o tamanho do meu HD cerebral não é tão grande como alguns teimam em pensar. Houve então um conflito entre hardware e software, o que me forçou a reiniciar o computador. Agora, finalmente, as coisas parecem estar em seus devidos lugares e eu posso, enfim, voltar a postar. Além disso, eu achei que nos últimos posts eu estava muito “chorão” e “ranzinza”. De certa forma, eu senti numa certa tristeza ou energia negativa naquelas postagens quando as reli... Era realmente preciso dar um tempo e esperar a paz retornar. Hoje, em especial, estou muito alegre. Quando se está de bem com a vida, qualquer coisa traz sorriso e alegria... Tive um final de semana comum (ah, como eu estava com saudade disso!). Eu e a Débora assistimos a um DVD “92 flash backs” e nos divertimos bastante com as “velharias” que nos trazem lembranças de nossa adolescência. Uma das músicas, “We shall dance”, do Demis Roussos, lembrou-me as noites de sábado em que, aos 15 anos, eu me deitava no sofá da sala e chorava feito uma criança....E como chorava!!! Certo, muitos daquela época achavam que eu não era muito normal, mas quem é que pode saber o motivo do meu choro se nem eu mesmo consigo entender?? De manhã, fui à escola e levei para um aluno alguns gibis. Embora eu MORRA de ciúmes de minhas coisas, decidi que não posso apegar-me a elas, pois quanto mais eu fizer isso, mais facilmente vou perdê-las (são palavras do Serjão!!!). Ao entregar para ele, senti que ele estava muito feliz. Eu, de certa forma, me senti um pouco esvaziado, como se estivesse pronto para receber novas coisas boas. Hoje saí à tarde para pagar contas pela cidade. De bermuda, tênis, óculos escuros e mp3 (até parecia que eu era gente!!!), montei em minha bicicleta cumprir a minha “agenda.”No entanto, andei bem devagar, curtindo o vento que vinha de encontro ao meu rosto. Olhei para o céu e pude experimentar uma sensação divina, de quem realmente não está sozinho, nunca. Sorri e agradeci a Deus por aquele momento. Na volta, aproveitei para visitar minha avó, que há meses não me via em sua casa. Eu tinha preferido afastar-me de lá em função das brigas entre meu pai e os irmãos, mas percebi (ainda bem que não foi tarde demais...) que estava cometendo uma grande injustiça, aliás muito parecida com uma que meu pai cometeu com relação à minha bisavó.Amanhã, terça-feira, será um dia corrido. Tenho que preparar uma palestra para sexta-feira que está me tirando o sono... Que Deus me ajude!!! Vixi, e por falar em sono, preciso dormir!!!

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