quinta-feira, 30 de novembro de 2006

A coluna desabou"

Nada dura para sempre. Esta é a conclusão a que tenho chegado nos últimos dias, desde que atualizei este blog pela última vez. Isso foi há quase uma semana... É com o coração partido que vejo este espaço sendo deixado de lado em função dos problemas que tenho enfrentado. Por mais que você, leitor, pense que se trate de problemas de tempo (meus amigos “blogueiros” sabe ao que me refiro...), lamento (ou não?) esclarecê-lo que o meu problema é de saúde. Não se preocupem: não é nada grave. Bom, na verdade não é, mas é algo muito sério. Minha coluna resolveu travar novamente, e agora de uma forma que nunca havia travado. Tenho caminhado arrastando a perna direita e vi, ao olhar-me no espelho, que estou novamente “fora de centro”. Por causa disso, não tenho podido permanecer tanto tempo sentado, já que quando o faço, sinto uma “fisgada” na região lombar, que desce pela coxa...Peço desculpas a todos os que visitam este espaço e, mais do que isso, espero que rezem por mim. Obrigado a todos que "ainda" acessam este blog...!

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Perto do paraíso (?)

Sexta-feira, 25 de novembro de 2006. Hoje, e desde sexta-feira passada estou com uma dor terrível na parte inferior das costas e da coxa. Fui ao médico na segunda-feira e ele disse que o nervo ciático está inflamado. Receitou cinco injeções e um antiinflamatório, que provavelmente elevarão o meu peso corpóreo. Além disso, estou proibido de nadar e de praticar qualquer outro esporte até que esteja totalmente livre da dor. Infelizmente não tive como cumprir o repouso absoluto, com as pernas para cima, que ele receitou. Receio complicar minha situação lá na faculdade, onde tudo é sempre um enorme ponto de interrogação. A tensão por lá é tamanha que até as professoras de lá temem engravidar. Em resumo: estou caminhando com a perna arrastando. Quem olha de longe provavelmente deve querer rir, uma vez que caminho com as pernas abertas. É uma situação realmente constrangedora... No entanto, começo nestas palavras de agora a decepcionar aqueles que acham que estou triste ou me sentindo vítima da vida. Sinto-me, sim, completamente feliz, ao ponto de sorrir enquanto me encontro em repouso, com as costas no chão e as pernas sobre a cama, sentindo dor. Pra falar a verdade, é como se a dor física não tivesse abalado o meu espírito. Jamais pensei que fosse dizer isso, mas meu espírito neste instante parece ser mais forte que o meu corpo. Sinto-me preenchido por uma felicidade ímpar que há tempos não experimentava. A proximidade de Deus parece ter voltado e eu O sinto aqui comigo o tempo todo. Sei que tem que ser assim. Sei que esta dor é para que eu me torne uma pessoa melhor, de alguma forma que eu não consigo enxergar agora. As palavras do Serjão, o "anjo gigante", nunca me pareceram tão frescas. "Tudo é justo do jeito que é, porque é assim que o Pai quer que seja. Ele sempre quer que a gente evolua. A gente sofre porque se recusa a aceitar a vontade dele." E em meio às minhas dores e aos meus sorrisos, tenho notícias ótimas no campo profissional - que, aliás, andava meio devagar: dois artigos e um capítulo de livro foram aceitos para publicação. Aquele ânimo, que vinha me faltando desde meados deste ano, parece ter voltado. Lanço um olhar de "Chuck Norris" para a tela deste computador, com os lábios desenhando um sorrio maldoso... "Estes próximos dois meses vão ser curtos demais para nós dois."
Em outras palavras: há tempos eu não me sentia tão perto do paraíso como me sinto agora... Obrigado, Senhor!

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Só de passagem...

São 4h da madrugada. Nem eu mesmo acredito que estou acordado até agora, principalmente sabendo que daqui a duas horas e meia eu terei que estar de pé novamente. A justificativa para esta loucura, e também pela ausência de novas histórias aqui neste espaço virtual reside em um fato simples: o fim do semestre letivo. Além disso, há vários trabalhos a fazerem (artigos, correções de dissertação, interpretação de espectros e coisas do gênero) que foram se acumulando nos últimos meses. Agora que se acumularam, escrevi todas em um papel, dobrei-o e o carrego comigo. Todos os dias tento cumprir algo que está escrito ali, e depois o risco. A estratégia tem funcionado, pois há muito tempo não me snetia tão motivoado ou mesmo rendido tanto. Certo, eu estou indo dormir tarde, mas amanhã acordarei com a consciência de que todas as provas aplicadas até agora estão corrigidas e que todas as cadernetas estão em ordem.
Há apenas um pequeno problema (aliás, um novo...): o nervo ciático, do lado direito, está inflamado. Tenho andado arrastando a perna, para evitar a dor. O médico receitou repouso absoluto. Tive que rir sozinho quando saí de lá. Coitado! Talvez ele possa saber algum dia qual é a rotina de um professor que se meteu a dar aulas no ensino médio, na graduação e na pós-graduação...
A propósito: Cristine, por favor, seja paciente comigo. Em breve terminarei a história da quarta-feira estressante, mas já lhe adianto que o final daquele dia foi inesperado...

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Quarta-feira estressante - parte 2: prática contraria a teoria

Minha mudança de planos acalmou-me momentaneamente. Com certa pressa, dirijo o mesmo Gol cor chumbo, ano 1989, que adquiri há 8 anos. Não quero atrasar-me para a natação, pois acho que minha coluna não sobreviverá caso não se exercite dentro da água ainda hoje.. Ao chegar em casa, estaciono o carro sob a sombra da árvore de folhas pequenas, sem me preocupar com a distância que o deixo em relação à sarjeta. Tenho pressa. No entanto, qualquer tentativa de colocar meu plano B em prática vai por água abaixo quando giro a maçaneta e vejo que o portão está trancado. “Certo, eu vou entrar pelo outro lado”, penso. Quando tento abrir, a decepção: o trinco está trancado pelo lado de dentro!!! Só então me vem à memória a lembrança de que a mamãe tinha pedido a chave do cadeado daquele portão para tirar cópia. Sem querer acreditar que a mamãe tenha tido a coragem de me deixar para fora, meus pés começam a chutar o portão, cuja folha de metal nunca pareceu tão espessa. Penso que se não a fosse, o desenho do bico de meus pés teria deixado as marcas da minha raiva naquele momento. Instintivamente minhas mãos começam a proferir murros no mesmo portão. Aqui, prostrado do lado de fora, fico minutos a esmurrar e a chutar o portão, na esperança de que minha raiva possa passar. E realmente passa. Certo, essa é uma das características (ou deveria chamar de “defeito”?) fortes em minha personalidade. Geralmente sou muito controlado e ponderado em tudo que faço ou falo, mas quando eu explodo.... Como diz a mamãe, sou como se fosse uma “brasa encoberta”, e neste momento ajo como se um vento tivesse acabado de reacender a chama que aparecia já ter sido apagada há tempos... Após alguns minutos, percebo que estou agindo como um louco e vejo que de nada vão adiantar aqueles chutes e socos. Recomponho-me e volto para o carro. “Nem tudo há de estar perdido. Vou cumprir as outras etapas do plano, depois volto para buscar a toalha e a sunga”. Sem titubear, pois o tempo me é escasso, entro no carro e volto para a relojoaria. Em poucos minutos encontro-me ao portão da casa da Débora, com os óculos em mão. “Ela vai gostar do resultado”, penso. No entanto, ao tocar a campainha... Adivinha?? Outro portão trancado. E não há ninguém em casa!!!! Olho para baixo. Respiro fundo. O coração está disparado. A raiva toma conta de mim novamente, mas desta vez tenho que controlá-la. Levanto os olhos, olho para o portão. Parece existir no mundo somente eu, ele e minha raiva. Puxo a perna para trás, tomo posição. A perna, no entanto, pára no meio do caminho. “É uma pena que eu não tenha o direito de chutar o que não é meu...”

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Quarta-feira estressante - parte 1: teoria

Quarta-feira, 8 de outubro. Estou trabalhando na universidade, cumprindo as horas de pesquisa. Na verdade acho que estou apenas tentando, pois as dores na coluna estão me incomodando muito e eu não consigo me concentrar. Já são 14h30min. Acho que vou embora, nadar e fazer hidroginástica. São os dois únicos remédios que realmente têm aliviado essas dores que tanto têm me incomodado nos últimos meses. Despeço-me então do pessoal e sigo em direção ao carro, que a esta altura poderia ser chamado de “porcomóvel” por causa do pouco tempo que tenho tido para cuidar de sua limpeza. Há papeis pelo chão e poeira sobre a lataria. Balanço a cabeça em sinal de reprovação. Às vezes sinto saudade da época em que tinha mais tempo para cuidar do meu “carango”... A viagem segue tranqüila. Há pouco trânsito nos dois sentidos da pista, o que facilita as ultrapassagens. Isso me deixa muito satisfeito, pois quanto mais rápido chegar em casa, mais tempo terei para nadar e para aliviar as dores na coluna. No meio do trajeto o telefone celular toca. É a mamãe, dizendo que o Nino quer saber onde quer que eu prefira que ele coloque um dos ralos lá na casa onde será meu futuro lar. “Tudo bem, um pequeno contratempo, mas isso não vai me impedir de nadar”. Neste momento, lembro-me de ter deixado os óculos da Débora na relojoaria, para soldar a haste. “Sem problemas. Deixei ontem, portanto já deve estar pronto. É só passar para pegar. Nada vai atrapalhar minha natação”.Enfim, estaciono na frente da relojoaria. “Boa tarde. Eu vim buscar os óculos que deixei aqui ontem para soldar a haste.” “Qual é o nome?”, pergunta o cara, sem responder ao meu “boa tarde”. Quando respondo, ele balança a cabeça em sinal de desaprovação. “Olha, ainda não está pronto, mas dentro de uns 10min vai estar”. Respiro fundo. “Não, isso não vai me irritar nem tampouco atrapalhar a natação!”, penso comigo mesmo, tentando convencer-me. “Então faz o seguinte: daqui a 10min eu volto aqui, combinado?” Neste momento, traço uma pequena mudança de planos. Preciso agir rápido, ganhar tempo. A coluna está doendo bastante e eu preciso nadar. “Passo em casa, pego a sunga e a câmera digital. Passo aqui na relojoaria, pego os óculos e os levo, junto com a câmera, e deixo com a dona Adelina (mãe da Débora). Depois passo na construção e esclareço a dúvida do Nino para, enfim, ir para a natação”. Eu tenho 30min pra fazer tudo isso... Será que vai dar tempo?

domingo, 12 de novembro de 2006

Vivendo entre espinhos e flores

Segunda-feira, 6 de novembro de 2006. Estou no colégio, seguindo para a última aula, na primeira série do ensino médio. Os alunos da sala vêm correndo pelo pátio em minha direção. “Fessor, fessor, a gente queria ver o fim do filme! A professora não deixou a gente assistir. “Calma, vamos para a sala de aula. Vou fazer chamada e lá a gente conversa.” E assim fazemos. Após fazer a chamada, levanto-me e sigo para a porta. De lá avisto o professor Fernando, de Artes, que está fechando a sala de vídeo. Sigo em direção a ele e peço para que não desinstale o DVD. Ele concorda e me passa as chaves. Sim, a televisão e a sala ficam protegidas por grades. Elas são necessárias, mas não foram suficientes para evitar o roubo de um outro aparelho de DVD da sala da Ivani, a nossa coordenadora pedagógica. Após levar um verdadeiro “banho” do DVD (eu nunca acerto a posição daqueles malditos fios coloridos na parte traseira da televisão!), conseguimos colocar o filme para assistirmos. Quando olho para a classe, noto que só há mulheres. Então não consigo resistir e pergunto: “Pessoal, cadê os rapazes da turma?” Elas se entreolham e uma delas, aparentemente assustada com o fato de não estar sabendo de nada, começa a contar. “Fessor, o pessoal foi pego tomando Gatorade com pinga dentro da sala na aula da professora de Inglês”. Meu queixo quase vai ao chão... Ela continua a narrativa, dizendo que a professora exagerou ao dizer que um dos alunos traz maconha pra vender na escola e que ela bem que podia ter deixado aquela passar. No final, diz: “Fessor, eu rezo pra que o carro dela saia inteiro do estacionamento, porque os meninos vão pegar ela! É a lei da favela, fessor.” Triste com aquela situação, e ao mesmo tempo inconformado com a atual crise no ensino em nosso país, eu limito-me a balançar a cabeça, em sinal de desaprovação. Embora não diga nada, as idéias vão se confrontando em minha mente. Neste momento, entretanto, é preciso guardar minhas memórias comigo... É tudo uma pena, não precisava ser desse jeito... Volto, enfim, os olhos para o filme. Chama-se “Jogos mortais 2”. Certo, o filme tem certas cenas fortes, mas não chega a tratar-se de um filme de terror. Faz mais o gênero policial. A história do filme conta que um psicopata reúne, em um mesmo lugar, pessoas que foram presas por um certo policial corrupto, que forjou provas contra todos eles. Junto com os “marginais” encontra-se o filho do policial. Eles têm 2h para encontrar a saída, caso contrário morrerão com um gás letal que estão respirando. O filme tem uma mensagem muito interessante: o cara que coloca todos os marginais em uma casa sofre de câncer terminou. Sua intenção é mostrar aos marginais que eles têm vida e saúde e não sabem fazer uso correto de suas vidas, enquanto ele, que quer tanto viver, não têm mais forças para lutar contra a doença. Realmente é uma pena que os rapazes desta sala, que a esta altura devem estar suspensos, não estejam assistindo a esse filme. Talvez conseguissem enxergar o tamanho do mal que estão fazendo a si mesmos agindo daquela forma...Enquanto assisto ao filme, abro a pequena garrafa de água mineral, abastecida com água filtrada, e dou alguns goles. Naquele mesmo instante, vejo na ela uma moça pegar uma seringa com o antídoto, porém a seringa está de cabeça para cima e o conteúdo se perde... Então em me empolgo, involuntariamente e, soltando um “putz”, bato a garrafa na carteira. Imediatamente a água fria espirra de dentro da garrafa e jorra sobre mim, desde a cabeça até a barriga. Nesta altura as alunas já estão tendo cólicas de risos. “Esse fessor é doido!”. Então eu não resisto e caio na risada. Se não podemos enxergar flores o tempo inteiro, pelo menos não precisamos conviver com os espinhos o tempo todo”... Tudo isso ainda vale muito a pena!

domingo, 5 de novembro de 2006

Matando a saudade com estilo!

Uma semana atípica

Queira ter tempo (ah, como queria!) para registrar aqui tudo o que aconteceu durante a semana que passou... Infelizmente terei que me contentar com um breve resumo. Breve, sim, exatamente como é o tempo que tenho para fazê-lo... Praticamente não nadei na semana que se passou. Com efeito, as dores na base da coluna voltaram a incomodar-me bastante, mostrando que eu não posso mais viver sem entrar na piscina, mesmo que seja por poucos minutos diários. Na escola, voltei a vivenciar momentos intensos. Na segunda-feira, os alunos estavam simplesmente impossíveis! Em uma das salas, que geralmente costuma ser a mais disciplinada, não consegui explicar os exercícios que deveriam ter sido feitos na semana anterior, mas que os alunos sequer tentaram fazer... Contei então a história dos 5%, segundo a qual um professor disse aos seus alunos que somente 5% dos alunos valiam a pena; os demais eram apenas resto. Disse que isso valia para tudo nesta vida: amigos, tempo e, inclusive, os professores. Tive também que enviar quatro alunos de uma outra sala para a diretoria. Dois deles estavam enchendo a boca de água e cuspindo-a um no outro. Outro rapaz estava “azucrinando” uma aluna que, sem titubear, encheu-lhe a cara com a mão. “Vem cá, os dois. Vem cá, vem cá!”, disse eu nos momentos em que os encaminhava para a diretoria. Acredito que deva ter feito isso de uma forma muito engraçada, pois um dos alunos, ao me ver na porta de outra sala, parou e, rindo, disse: “Vem cá, vem cá!”... Na terça-feira tive uma grata surpresa. Apenas 10 alunos da classe onde eu falei sobre a história dos 5% compareceram. Ao invés de sentar e bater papo, resolvi ir ao quadro explicar os exercícios com bastante cuidado. Para minha satisfação, os alunos participaram e conseguiram, enfim, entender o conteúdo. Agradeci a eles por terem vindo e por terem prestado atenção, ao que uma das alunas respondeu: “Professor, nós fazemos parte dos 5%. Não queremos ser ‘resto....” Eu abri um sorriso largo, muito orgulhoso e satisfeito por ter ouvido aquilo. Ainda na terça-feira, precisei ter muita paciência com o técnico de computação e com o bendito calheiro que está trabalhando lá na construção. O primeiro disse que eu poderia buscar o computador no sábado, mas em plena tarde de terça-feira ele ainda nem havia olhado o computador... Já o segundo não fez os acertos que precisavam ser feitos nas calhas que colocou. Além disso, fiquei extremamente desapontado com o desleixo daqueles que trabalham no ramo da construção civil... Na quarta-feira recebi a resposta de um artigo científico que enviamos para uma revista. Foi aceito (eeeeeeeeeeee), mas é preciso fazer algumas pequenas correções. E tome tempo!!! Recebi também o e-mail do amigo que havia me convidado para proferir a palestra que havia mencionado aqui. Ele disse que os alunos ficaram “maravilhados” com a palestra. Senti-me muito feliz, pois como disse no post anterior, o esforço realmente valeu a pena. Na quinta-feira pela manhã meu carro pifou em pleno estacionamento do supermercado. Convicto de que era o copo do distribuidor, decidi bancar o mecânico e tirei todos os cabos para poder limpar a tal peça. O problema é que há uma ordem correta dos cabos, e eu não tinha anotado nada! No final das contas, precisei pedir para o papai ir rebocar-me. Com isso, acabei não me encontrando com a Débora à tarde. Aproveitei para dormir a tarde toda. Mais um feriado frustrado! Na sexta-feira fui à escola à noite, mas havia poucos alunos. Assistimos a um DVD com algumas músicas pop que eu havia selecionado. Os que assistiram disseram que escolhi boas músicas.
No sábado acordei cedo para ir à nossa construção com o encanador. Pelo menos alguma coisa vamos ter que acelerar naquela casa... O preço da mão-de-obra, que de início parecia assustador, foi diminuindo após algumas “choradas”, até chegarmos em um preço justo. À tarde o amigo Crevelin passou aqui em casa para irmos jogar futebol. O campo estava molhado e os escorregões surgiram aos montes. Demos boas risadas!