terça-feira, 14 de novembro de 2006

Quarta-feira estressante - parte 1: teoria

Quarta-feira, 8 de outubro. Estou trabalhando na universidade, cumprindo as horas de pesquisa. Na verdade acho que estou apenas tentando, pois as dores na coluna estão me incomodando muito e eu não consigo me concentrar. Já são 14h30min. Acho que vou embora, nadar e fazer hidroginástica. São os dois únicos remédios que realmente têm aliviado essas dores que tanto têm me incomodado nos últimos meses. Despeço-me então do pessoal e sigo em direção ao carro, que a esta altura poderia ser chamado de “porcomóvel” por causa do pouco tempo que tenho tido para cuidar de sua limpeza. Há papeis pelo chão e poeira sobre a lataria. Balanço a cabeça em sinal de reprovação. Às vezes sinto saudade da época em que tinha mais tempo para cuidar do meu “carango”... A viagem segue tranqüila. Há pouco trânsito nos dois sentidos da pista, o que facilita as ultrapassagens. Isso me deixa muito satisfeito, pois quanto mais rápido chegar em casa, mais tempo terei para nadar e para aliviar as dores na coluna. No meio do trajeto o telefone celular toca. É a mamãe, dizendo que o Nino quer saber onde quer que eu prefira que ele coloque um dos ralos lá na casa onde será meu futuro lar. “Tudo bem, um pequeno contratempo, mas isso não vai me impedir de nadar”. Neste momento, lembro-me de ter deixado os óculos da Débora na relojoaria, para soldar a haste. “Sem problemas. Deixei ontem, portanto já deve estar pronto. É só passar para pegar. Nada vai atrapalhar minha natação”.Enfim, estaciono na frente da relojoaria. “Boa tarde. Eu vim buscar os óculos que deixei aqui ontem para soldar a haste.” “Qual é o nome?”, pergunta o cara, sem responder ao meu “boa tarde”. Quando respondo, ele balança a cabeça em sinal de desaprovação. “Olha, ainda não está pronto, mas dentro de uns 10min vai estar”. Respiro fundo. “Não, isso não vai me irritar nem tampouco atrapalhar a natação!”, penso comigo mesmo, tentando convencer-me. “Então faz o seguinte: daqui a 10min eu volto aqui, combinado?” Neste momento, traço uma pequena mudança de planos. Preciso agir rápido, ganhar tempo. A coluna está doendo bastante e eu preciso nadar. “Passo em casa, pego a sunga e a câmera digital. Passo aqui na relojoaria, pego os óculos e os levo, junto com a câmera, e deixo com a dona Adelina (mãe da Débora). Depois passo na construção e esclareço a dúvida do Nino para, enfim, ir para a natação”. Eu tenho 30min pra fazer tudo isso... Será que vai dar tempo?

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