domingo, 5 de novembro de 2006

Uma semana atípica

Queira ter tempo (ah, como queria!) para registrar aqui tudo o que aconteceu durante a semana que passou... Infelizmente terei que me contentar com um breve resumo. Breve, sim, exatamente como é o tempo que tenho para fazê-lo... Praticamente não nadei na semana que se passou. Com efeito, as dores na base da coluna voltaram a incomodar-me bastante, mostrando que eu não posso mais viver sem entrar na piscina, mesmo que seja por poucos minutos diários. Na escola, voltei a vivenciar momentos intensos. Na segunda-feira, os alunos estavam simplesmente impossíveis! Em uma das salas, que geralmente costuma ser a mais disciplinada, não consegui explicar os exercícios que deveriam ter sido feitos na semana anterior, mas que os alunos sequer tentaram fazer... Contei então a história dos 5%, segundo a qual um professor disse aos seus alunos que somente 5% dos alunos valiam a pena; os demais eram apenas resto. Disse que isso valia para tudo nesta vida: amigos, tempo e, inclusive, os professores. Tive também que enviar quatro alunos de uma outra sala para a diretoria. Dois deles estavam enchendo a boca de água e cuspindo-a um no outro. Outro rapaz estava “azucrinando” uma aluna que, sem titubear, encheu-lhe a cara com a mão. “Vem cá, os dois. Vem cá, vem cá!”, disse eu nos momentos em que os encaminhava para a diretoria. Acredito que deva ter feito isso de uma forma muito engraçada, pois um dos alunos, ao me ver na porta de outra sala, parou e, rindo, disse: “Vem cá, vem cá!”... Na terça-feira tive uma grata surpresa. Apenas 10 alunos da classe onde eu falei sobre a história dos 5% compareceram. Ao invés de sentar e bater papo, resolvi ir ao quadro explicar os exercícios com bastante cuidado. Para minha satisfação, os alunos participaram e conseguiram, enfim, entender o conteúdo. Agradeci a eles por terem vindo e por terem prestado atenção, ao que uma das alunas respondeu: “Professor, nós fazemos parte dos 5%. Não queremos ser ‘resto....” Eu abri um sorriso largo, muito orgulhoso e satisfeito por ter ouvido aquilo. Ainda na terça-feira, precisei ter muita paciência com o técnico de computação e com o bendito calheiro que está trabalhando lá na construção. O primeiro disse que eu poderia buscar o computador no sábado, mas em plena tarde de terça-feira ele ainda nem havia olhado o computador... Já o segundo não fez os acertos que precisavam ser feitos nas calhas que colocou. Além disso, fiquei extremamente desapontado com o desleixo daqueles que trabalham no ramo da construção civil... Na quarta-feira recebi a resposta de um artigo científico que enviamos para uma revista. Foi aceito (eeeeeeeeeeee), mas é preciso fazer algumas pequenas correções. E tome tempo!!! Recebi também o e-mail do amigo que havia me convidado para proferir a palestra que havia mencionado aqui. Ele disse que os alunos ficaram “maravilhados” com a palestra. Senti-me muito feliz, pois como disse no post anterior, o esforço realmente valeu a pena. Na quinta-feira pela manhã meu carro pifou em pleno estacionamento do supermercado. Convicto de que era o copo do distribuidor, decidi bancar o mecânico e tirei todos os cabos para poder limpar a tal peça. O problema é que há uma ordem correta dos cabos, e eu não tinha anotado nada! No final das contas, precisei pedir para o papai ir rebocar-me. Com isso, acabei não me encontrando com a Débora à tarde. Aproveitei para dormir a tarde toda. Mais um feriado frustrado! Na sexta-feira fui à escola à noite, mas havia poucos alunos. Assistimos a um DVD com algumas músicas pop que eu havia selecionado. Os que assistiram disseram que escolhi boas músicas.
No sábado acordei cedo para ir à nossa construção com o encanador. Pelo menos alguma coisa vamos ter que acelerar naquela casa... O preço da mão-de-obra, que de início parecia assustador, foi diminuindo após algumas “choradas”, até chegarmos em um preço justo. À tarde o amigo Crevelin passou aqui em casa para irmos jogar futebol. O campo estava molhado e os escorregões surgiram aos montes. Demos boas risadas!

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