sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Revendo os amigos do laboratório

Sexta-feira, 8 de dezembro de 2006. Mal acabo de me despedir dos alunos do 3o. A e já me dou conta de que preciso viajar a Ribeirão Preto. Como de costume, o pessoal do laboratório de Química Orgânica, onde eu passei seis anos de minha vida de pós-graduando, convidou-me para o churrasco de confraternização de final de ano. Desde que compareci pela primeira vez, em 2000 (se não me engano...), nunca deixei de comparecer a nenhum churrasco. Digo isso com certo orgulho, pois a maioria dos ex-alunos do laboratório (como eu, por exemplo) geralmente não comparecem, muitas vezes por não terem sido convidados. Neste ano a confraternização foi realizada na casa do meu amigo Tomaz. O grande ‘Tomaizão” (é assim que o chamamos...) demonstrou estar muito satisfeito com as visitas dos amigos e foi recepcionar-me no portão. Assim que entrei, saí à procura de algo para comer. Por mais estranho que possa parecer, eu não me refiro a carne (que, aliás, havia em abundância e para todos os gostos...), e sim a algum tipo de fruta. Os amigos que ali estavam já sabem, de outros tempos, que eu sou fanático por melancia. Desta forma, lembraram-se de comprar uma melancia enorme, que avistei por cima da janela que separava a varanda da cozinha do fundo da casa. De qualquer forma, preferi deixar a melancia para o final da festa, contentando momentaneamente com alguns cachinhos de uva... Assim que cumprimentei a todos, tomei posse de uma das cadeiras brancas de plástico e sentei-me. Enquanto degustava as uvas, fiquei analisando as pessoas que ali estavam.
À minha direita, reunidos em um pequeno círculo, estavam o Gilberto, o Roberto e o Diógenes. Trajando roupa social, o Gilberto (a quem apelidamos de Giba) parecia um professor. Quem não o conhece certamente o confundiria com um docente. Muito sorridente, faz lembrar-me dos tempos em que ele coordenava a animada turma de futebol das quartas-feiras, com quem joguei durante 4 anos de minha pós-graduação. Bons tempos... O Roberto, a quem apelidaram de general, é o mais forte deles. Não me refiro aqui ao porte físico, e sim à capacidade de ingerir uma quantidade impressionante de álcool sem levantar para ir ao banheiro ou ficar embriagado. Esteja bêbado ou não, poucos são os músculos de sua face que parecem se mover quando sorri. É muito sério – daí veio o apelido de “general”. Já o Diógenes ri à toa. É bastante tímido e discreto, mas dá risada das piadas e “causos” engraçados que o Giba segue contando ao longo do churrasco. Próximo a eles, de pé, o Vladimir participa da conversa, degustando um enorme pedaço de carne. O Vlad é um ex-colega de pós-graduação. Durante o período em que convivemos, nos tornamos grandes amigos. Nossa amizade fortaleceu-se com o passar dos anos e culiminou com um convite para visitá-lo em sua casa no ano passado (12/12/05). Hoje tenho o prazer de dividir com ele o mesmo espaço de trabalho lá na universidade.

Vladimir (Vlad), Roberto (general), Gilberto (Giba) e Diógenes (Barba)
À minha esquerda, Carla e Janaína colocam o assunto em dia. A Carla é a secretária do laboratório de Química Orgânica que me acolheu em minha pós-graduação. Ela veio cumprir uma difícil tarefa: substituir a Irani, que era uma profissional altamente competente, e tem feito isso com autoridade. A Janaína é uma ex-colega de laboratório, que hoje faz doutorado na Biologia. Está sempre sorridente e alegre, apesar das decepções que sofreu no âmbito pessoal...
Janaína e Carla
Um pouco mais próximo à churrasqueira, o professor João e o Fernandinho estão falando dos problemas da faculdade. Pelo que conheço deles, sei que não conseguem se separar dos assuntos da faculdade...

Na piscina, o Tomaizão brinca com sua filhinha, a Sarah, e sua sobrinha. Nada mais justo! Afinal, além de ser o churrasqueiro, elé é também o dono da casa...
Tomaz
Também na piscina, Leonardo (Léo) e Vessecchi tentam aproveitam os raros momentos de folga para poder degustar uma cerveja na piscina...
Léo e Vessecchi
Como não poderia deixar de ser, os "manguaceiros" surgem quando estou prestes a ir embora. Gobbo, Betão e Mazza, ao redor de uma mesa, estão rindo das situações cômicas lá da faculdade.
Prof. João, Luís Elídio (Mazza), Norberto (Betão), Vladimir (Vlad) e Leonardo (Gobb0)
O tempo voa... Infelizmente já é hora de ir embora. Ainda tenho que dar aulas no período noturno... Já no meio do caminho, começou a sentir algumas voltas no abdômen... O intestino parece que precisa trabalhar em breve. Acho que um churrasco à base de uvas e de melancia não foi uma boa idéia...

Nenhum comentário: