terça-feira, 1 de maio de 2007

Medo de altura

Existem vários ditados populares que atraem a atenção pela forma divertida com que transmitem uma mensagem. Dentre todos eles, o que sempre me despertou risos foi “quem tem c..., tem medo”. Coincidentemente, acredito ser este um dos mais sábios dentre todos os ditados que me vêm à cabeça neste instante. Afinal, todo homem (e mulher também) tem seus medos e fobias. No meu caso, eu tenho duas grandes fobias: altura e água. Nos meus sonhos (ou deveria chamá-los de pesadelos?) sempre me vejo trafegando em alta velocidade em uma rodovia. Quando chego no topo de uma colina, a estrada acaba. Lá embaixo, aguardando por minha queda, há água por todos os lados... Com relação à altura, acredito que a minha fobia seja hereditária. Meu querido papai, em uma das raras vezes que demonstrou fraqueza humana (sim, os heróis também têm medo!), contou-nos da ocasião em que minha mamãe o convidou para passear na roda gigante, quando ainda eram solteiros. Diz ele que quando a roda gigante parou e os dois estavam lá na parte de cima, ele se borrou nas calças (!!!). Obviamente não consegui confirmar a veracidade desta história, pois ela foi contada entre risos e o papai adora ilustrar os “causos” que conta. O fato é que anos depois de tomar conhecimento daquela situação inusitada, “minha” Débora convidou-me para passear em um brinquedo de parque chamado de “estrela”, que em muito se assemelha a uma roda gigante. Prontamente eu aceitei. Ah, se arrependimento matasse... Já na primeira vez que a cabine começou a subir, senti voltas no estômago. A cada volta daquela enorme roda em torno do eixo central, minhas vísceras pareciam remexer dentro de mim. Na tentativa de esconder o medo, eu olhava para a minha Débora, que parecia estar feliz por estarmos ali, juntos. Após consecutivas voltas, a quantidade de “gases” que foi se acumulando não pôde ser contida. Silenciosamente, de forma bem discreta e calculada, fui liberando esses gases, que provavelmente seriam detectados pelo odor, mas não pela sua “chegada”. Assim que “aliviei” os malditos gases, o tempo se esgotou e nós tivemos que descer. Antes que a Débora detectasse o que eu acabara de aprontar, desci rapidamente da estrela e puxei-a pelo braço. “Calma, Du! Por que a pressa?”, disse ela, recriminando-me. Após nos afastarmos do maldito brinquedo, eu me aproximei dela e falei, baixinho, eu seu ouvido: “Nem te conto o que aconteceu...” Imediatamente ela voltou seus olhos para a cabine de onde acabávamos de sair, e avistamos um casal que se dirigia para lá. Eis que o casal mal acabou de se sentar e saiu com os dedos pressionando o nariz. “Deus do céu! Que fedor! Nessa cabine não tem jeito de ficar, não!” A Débora olhou-me, mergulhada em risos. “Nem precisa me contar. Eu já sei o que foi que você aprontou...”
"A verdadeira força de um homem está em olhar para suas fraquezas e rir delas."

2 comentários:

Anônimo disse...

vai trabalhar MILLER!!!!!!!!!!!!

Anônimo disse...

p.s. achei o site pelo vcq