terça-feira, 12 de junho de 2007

Dia dos Namorados

Quando meus olhos te avistaram pela primeira vez, nos últimos dias do mês de maio de 1995, fiquei sem saber o que fazer. Escondido naquele abrigo do tiro-de-guerra, e aparentando ter pelo menos uma década a mais que minha idade verdadeira, eu me limitei a olhar. Lancei-lhe então um olhar descompromissado, pois bem sabia que ele não seria retribuído. E assim foi. Ignorando-me, você partiu, deixando-me novamente sem saber o que dizer. Quando te avistei naquela noite junho de 1995, meu coração novamente acelerou-se. Somente ao ver-te caminhando em direção ao meu carro foi que percebi que seu irmão estava comigo, e que certamente estaríamos muito próximos dentro de poucos instantes. E assim foi. Teus olhos foram a única coisa que eu conseguia visualizar pelo retrovisor central. Na verdade, era tudo o que eu queria ver. E pela primeira vez, após um sorriso forçado, daqueles que se oferece por educação, nossos olhos se cruzaram pela primeira vez. Neles depositei meu sono daquela noite, não me restando nada a não ser lembrar de você madrugada adentro, acordado. Mas foi em 1º de julho daquele ano que consegui ficar a sós com você pela primeira vez. Após quatro longas horas de conversa, eu permanecia de pé diante de você, admirado com aquela beleza tão singular. Naquela noite deixei-a em casa, mas ao ter minha solicitação de beijo recusada, tive que conter-me com um abraço “roubado”. O beijo tão aguardado viria somente na noite seguinte. Desde então você não mais partiu, trazendo vida à minha existência.
Feliz Dia dos namorados, minha Débora, e obrigado por dar-me inúmeros motivos para celebrar este dia tão especial!

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