segunda-feira, 30 de julho de 2007

Coluna - um ano depois!

6h15min. O celular toca. É segunda-feira. As aulas recomeçam hoje. Preciso levantar-me. Faço o sinal da cruz e peço a Deus que me dê um bom dia. Suplico forças para enfentar este dia, que é o mais "puxado" da semana. Viro-me de lado, desço as pernas devagar. Não quero fazer nenhum movimento brusco, pois pode ser que minha coluna esteja prestes a "travar", como aconteceu ontem. Sigo para o banheiro. Lavo o rosto e sigo para a cozinha. Há um copo de café com leite e açúcar à minha espera. Eu o devo rapidamente. Não quero chegar atrasado.
Escovo os dentes e sigo para o meu quarto. Visto a calça, a camiseta e a meia. Falta agora colocar o tênis. Abaixo-me vagarosamente, na esperança de ser o mais cauteloso possível, mas.... "Aaaaaaaaaaaaaaaaai!" Sinto os nervos repuxarem. A dor é muito intensa. Faço um alongamento e consigo ludibriá-la. Mal sei que isso é apenas momentâneo....
Sigo para o carro. Estou pronto para sair. Abro a porta e me sento. Ao encostar a coluna no banco, sinto novamente uma "Pinçada", desta vez muito mais dolorisa. "Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai! Deus do céu, que dor!" Volto então para o meu quarto. Retiro as cintas abdominais (que desta vez de nada serviram). Pego o telefone e ligo para a escola, avisando que não poderei ir. Deito-me na cama. Aqui ficarei até melhorar. Descanso? Não, definitivamente não. Ah, como eu gostaria de estar trabalhando neste momento...
Em instantes como esse fica claro que não se deve reclamar quando se está exausto por causa do trabalho. Exaustão não é doença. Exaustão não traz dor. Pelo menos não uma dor tão terrível como esta que estou sentindo agora...

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