terça-feira, 3 de julho de 2007

Queda de braços com o mestre

Dias de prova são geralmente estressantes tanto para o professor como para o aluno. Um precisa avaliar, o outro precisa ser avaliado. A avaliação é uma parte natural do processo, ou pelo menos deveria ser. Para que a avaliação seja a mais justa possível, o professor precisa se precaver, valendo-se de alguns truques já bem conhecidos pelos alunos, tais como: preparar vários tipos de prova e mudar os alunos do lugar em que se encontravam no início da prova. Os alunos, por outro lado, também se valem de seus truques, usando a tradicional “cola” e trocando informações entre si de maneira discreta, usando códigos. Sob esta ótica, um dia de prova pode ser comparado a uma “queda de braços” entre professor e aluno. Às vezes o professor vence, às vezes o aluno sai vencedor. Mas a situação que se apresenta neste momento é inédita para mim, e por incrível que pareça, não consigo parar de rir... O nome dele é Matheus. Os colegas de classe o chamam de “mestre”, provavelmente em alusão à sua experiência com as mulheres. Mas a velhaquice deste jovem parece ir mais além de sua habilidade com as palavras. Na última prova bimestral, sua nota 8,0 foi obtida graças a uma cola, que foi descoberta apenas no final da prova após ter cometido um deslize e deixado-a cair enquanto preparava-se para retirar-se da sala. Para aliviar a situação, o “mestre” presenteou-me com uma trufa, uma bala e um saco de pipoca... Sim, isso é velhacagem típica! Nesta prova de hoje, coloquei o Matheus praticamente colado à parede. Quando o olho, pouco familiarizado com aquela parte da sala de aula, ele passa as mãos na altura do fêmur, no sentido horizontal. “Desta vez você quebrou minhas pernas...”, brinca ele. “Quero ver ele colar desta vez...”, penso comigo. Eis que ele me chama para esclarecer uma dúvida e deixa cair do meio de sua folha de prova um pequeno papel. “É cola. Peguei!”. “Putz, você me pegou!”, lamenta. Ao abrir o papel, entretanto, escrito com a letra dele, encontra-se os dizeres: “Cadê a cola que você tava procurando?” Inconformado com a esperteza e com a pegadinha em que acabo de cair, disparo a rir, não apenas por não haver outra coisa a ser feita, mas por estar admirado com a esperteza daquele rapaz. Minutos depois, um dos alunos, o William, levanta-se e entrega a prova. Ele então diz, em voz baixa: “O mestre pediu pra você trocar-me de lugar. Agora vou me vingar dele e entregá-lo. Olha esta foto aqui...” A foto mostra o mestre com um papel branco descuidadosamente saindo de seu boné. Aproximo-me vagarosamente e peço para ele tirar o boné. “O que foi? Não to fazendo nada! Por que ta desconfiando de mim?”, diz ele, parecendo defender-se. “Tira o boné, deixa eu ver uma coisa”, digo, com voz firme. Ao retirar o boné, o pedaço de papel aparece. Quando abro o tal papel, surge diante de meus olhos os seguintes dizeres: “Cadê a cola?Bobão?” Às vezes é preciso reconhecer aqueles que são mais espertos do que a gente. Agora entendo porque o chamam de “mestre”... Ainda assim, não consigo parar de rir.

3 comentários:

Anônimo disse...

vc é o cara... rs..rs..rs...

Matheus (Mestre)

William disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

essa foi boa hein..

naum consigo para de rir qndo lembro da cena..

Miller vc é o CARA msm..

Falando nisso fiquei sabendo q comeram o CARA.. será q é verdade??

Anônimo disse...

Salve Salve Santo Mestre !!!

Esse cara nao tem apenas habilidades só para preparar colas nao!!A melhor parte é qdo ele desisbesta a falar sobre tecnicas satisfatorias sexuais milenares nuncas antes vista nesse universo,sendo ele o unico mensageiro presente entre nós.
Assistindo emanuelle esncodido de seus pais,ponto p e lendo revistinha de 1 real das bancas,se tornou este rapaz charmoso q todos veem.

Espero q o mestre se torne professor de faculdade para meus flihos terem O ENSINO !!!!!

FElipe