segunda-feira, 20 de agosto de 2007

O sumiço

6h20min. Acordo com o despertador do celular. Hoje é segunda-feira, preciso apressar-me. Tenho aulas de manhã e não posso chegar atrasado, pois sou o professor. Há, no entanto, um seminário que preciso preparar para apresentar na quarta-feira, na USP de Ribeirão Preto. Fui convidado por um professor e não posso fazer feio. Ligo então para o colégio e digo que não vou poder ir. Feito isso, sigo para o computador. Começo a preparar os slides. Quando termino de preparar o segundo slide do dia, a campainha toca. É o vovô Mila. Ele veio para regar as plantas. Enquanto o avisto pela janela do meu quarto a aguar as plantas, sinto vontade de tossir. O “coff cofff” da tosse é seguido por um “AaaiaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiI!”. Sinto uma fisgada na coluna. “Maldito bico-de-papagaio”, penso. Assim que o vovô termina e se despede, visto a roupa e sigo para a academia. Tentarei nadar e aliviar esta dor. 10h45min. Chego na academia. Corro uns minutinhos, depois faço uns breves exercícios. Nada de pegar peso. A intenção é só melhorar o preparo físico. Afinal, já tenho mais de três décadas de vida. Sigo depois para a piscina. Atravesso a piscina algumas vezes, mas a dor não alivia. Vejo então que o professor está só aguardando para ir almoçar. Desisto, enfim, de nadar e volto para casa. A vovó, a esta altura, já deve estar esperando com a comida na mesa. “Vou de bicicleta. Talvez minha coluna melhore”. 12h45min. Acabo de almoçar. Estou andando de bicicleta, em direção à casa que estou construindo. Trafego pela avenida mais movimentada da cidade (ou seria a única?). De repente, sinto meu sapato prender na catraca. Ao prever meu desequilíbrio e o perigo que estou correndo, freio. A bicicleta pára e tente a tombar para um dos lados. Como de costume, tombo para o lado direito... mas meu pé está preso ao pedal! Conclusão: eu vou de encontro ao chão! 2h35min. Estou pronto para ir para a faculdade. Antes, porém, preciso trocar o óleo do carro e negociar os pneus, que também precisam ser trocados. Enquanto visto a camisa, sinto um barulho estranho. Parece um estrondo de portas batendo ou sendo chutadas. Mas estou sozinho em casa... Paro por um minuto. Respiro fundo. “Não tenho medo. Tenho Deus no coração”, penso comigo, considerando a possibilidade de tratar-se de alguma “assombração”. “Ora, o que eles poderiam fazer de mal a mim?”, penso. Levo então as bolsas para o carro e fecho a porta do quarto e da cozinha. Quando vou dar partida no carro... cadê a chave??? 16h45min. Exausto, Desisto de procurar a chave. Vou ver se encontro as originais para ver se faço uma cópia. Apesar da decepção, não estou nervoso. Penso que se isso aconteceu, provavelmente Deus não quis que eu viajasse à tarde, pois algum acidente teria acontecido. Isso é o que me consola. De qualquer forma, o seminário é depois de amanhã... Meu Deus!Assim foi minha segunda-feira, muito proveitosa, com dois slides preparados...
E assim foi minha segunda-feira. Um dia tão perdido quanto a minha chave do carro.

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