domingo, 9 de setembro de 2007

Feriado prolongado, prelúdio de solidão

0h15min. Já estava desligando o computador quando, ao olhar para este monitor, resolvi escrever algumas linhas sobre o que ocorreu nos últimos cinco dias de minha vida. Não há nada de extraordinário ou novo pra contar, mas há sempre uma forma diferente de se olhar velhas coisas. 6 de setembro. Tentei voltar um pouco mais cedo da universidade, com o intuito de nadar e, assim, aliviar minhas dores nas costas. Quando cheguei em casa, porém, encontro o portão fechado por dentro. Como dizem, “rolou um stress”, pois aquilo significaria que eu não chegaria a tempo para a natação. Vi-me então forçado a pular o muro de minha própria casa e abrir o portão pelo lado de dentro. Ao chegar na academia, para meu desapontamento, vi que estava vazia. Ocorreu um vazamento em um cano e o conserto só ocorrerá na próxima segunda-feira... À noite não havia alunos no colégio. Enquanto esperava o tempo passar, conversava com a Jacira, nossa vice-diretora. O prof. Vanderlei apareceu e conversou conosco por alguns minutos. Algum tempo depois, a Jacira sentiu falta de um de seus sapatos. “Vanderlei, seu filho da mãe!” Com o pé no chão, a Jacira sai em busca do Vanderlei e de seu sapato. Uma cena que me causou risos, pois fez lembrar-me a cena que presenciei anos atrás no almoxarifado da usina. 7 de setembro. Acordo muito tarde. Eu deveria ter ido ao colégio para cumprir horário, mas chego quando todos já estão de saída... Papai e mamãe não estão em casa. O dia será bem triste, pois sem eles esta casa fica muito vazia. Sinto-me só nestes dias. Ainda bem que almocei na casa da vovó Maria e encontrei a Débora à noite. Assistimos “Efeito borboleta” e ficamos pensando sobre como o destino foi bom em nos ter colocado um no caminho do outro. À noite, quando voltei para casa, recebi um telefone da Mariane, afilhada do papai e da mamãe. Aos prantos, ela comunicou que seu irmão foi assassinado a pontapés pelos policiais aqui da cidade. 8 de setembro. Débora e eu saímos cedo para ver como está a construção da nossa casa. Já estamos colocando o piso e a casa, enfim, começa a ganhar suas formas finais. Descemos até o centro da cidade e lá comemos um lanche. Foi o nosso almoço. Durmi o restante da tarde até o momento de ir jogar futebol. “Faminto” por futebol, joguei em dois horários: das 16h30min às 17h30min e das 18h às 17h. No primeiro horário, embora estivesse jogando em um time pouco competitivo, conseguimos permanecer três partidas consecutivas. No segundo horário, mesmo com o pé machucado, consegui marcar um “gol de placa”, característico de jogadores raçudos (porém pouco técnicos...). Todos os companheiros de time vieram cumprimentar-me. À noite Débora e eu comemos uma deliciosa pizza de lombo canadense com bordas de catupiry. 9 de setembro. Acordei às 8h45min. Ouvi a bola batendo aqui no clube em frente à minha casa, mas prefiro resistir e dar seguimento àquilo que deveria ter feito no feriado e no sábado, mas que não consegui. À tarde, Débora e eu fomos ao shopping para assistir ao filme “Licença para casar”, com Robin Williams. O filme é muito bom e foi perfeito para a ocasião, já que no próximo fim de semana VAMOS PARTICIPAR DO CURSO DE NOIVOS. “Eita, óia o casório cheganu aí, sô!”

3 comentários:

Stuart (Marcelo) disse...

E aí professor? Lembra de mim? O Marcelo do Ora Bolas! Mas que DIABOS! Há quanto tempo!

Quem anda nestas carreiras agora sou eu! Pouco tempo pra tudo! Espero que tudo esteja bem e parabéns pelo casório! Meu primo casa em Breve também \o/

Felicidades, Professor! =)

Antonio E. M. Crotti disse...

Olá Marcelo, tudo tranqüilo?
Faz tempo que você não deixava um recado. Achei que nem acessasse mais este blog... Por falar nisso, o que aconteceu com o "ora bolas"? Tenho um link, mas quando clico nele, aparece uma mensagem dizendo que não existe mais. Poxa vida, você desistiu? Eu adora o seu blog!
O casório ainda demora um pouco. Até lá tem chão ainda, mas tenho a impressão que vai passar bem rápido. Deseje sorte ao seu primo!
Um grande abraço, meu amigo!
:-)

Michel Leandro disse...

Edu,
por favor me convide para o casamento. O seu será hiper especial para mim.]

Ah ... agradeça a Deus todos os dias ao olhar a sua namorada e por tê-la colocado em sua vida. Faço isso com o meu. Passarão tantos por mim e agora consegui uma recompensa. Namoro maduro. Este é, tenha certeza.
Um dia o convidarei para meu casamento (se eu sonho demais? Que nada, no amor tudo podemos - love never fails!).

Por isso envie-me dois convites.

Enquanto ao futebol, sem comentários ... só quando for Copa do mundo e ponto final.

Pular o muro da própria casa? Faz parte do nosso progresso de aprendermos que nada é tão nosso assim, a não ser nós mesmos, nossa maior casa - coração.

abração amigo!