quinta-feira, 4 de outubro de 2007

56 anos de amor - parte 2

Padre Evaristo, vovô Miller, vovó Maria, eu, mamãe e tia Ângela
"Meus irmãos e minhas irmãs, bom dia. Antes que retornemos aos nossos lares, alimentados pelo pão do Senhor e pelas palavras do Evangelho, gostaria de contar-lhes uma história. É uma história longa e cheia de amor, que se iniciou há 56 anos. Tudo começou quando Maria Olívia, uma jovem linda e cheia de vida, conheceu Antônio, um jovem honesto, trabalhador e muito bem humorado. Maria Olívia e Antônio apaixonaram-se, e conforme manda as leis de Deus, casaram-se. Como os dois jovens eram de origem muito humilde, inúmeras foram as dificuldades que lhes foram impostas, mas o amor entre eles em nenhum momento deixou de existir ou sequer enfraqueceu. Muito pelo contrário: o amor daquele casal resultou em uma linda menina, a quem eles batizaram como Carmem. Anos depois, aquela família seria abençoada com um novo fruto, a quem eles batizaram como Ângela. Maria Olívia e Antônio agradeciam a cada dia as duas bênçãos que Deus havia lhes dado. Os anos foram se passando. Maria Olívia e Antônio assistiram Carmem e Ângela crescerem em físico, em espírito e na fé. Aquelas duas jovens foram educadas com muito amor, em um ambiente cheio de paz e harmonia, pois Deus sempre esteve presente entre no seio daquela família. Ângela, a caçula, em meio a muitas privações, mas sempre apoiada por Maria Olívia e Antônio, graduou-se em Economia. Carmem, a mais velha, tornou-se costureira. Nas linhas de sua história Deus colocou um jovem, que por coincidência também se chamava Antônio Altair. Carmem e Antônio Altair casaram-se, e do fruto de sua união nasceu um filho, também batizado como Antônio Eduardo, que foi batizado por Maria Olívia e Antônio. Apesar de ainda serem jovens, Maria Olívia e Antônio já eram avós. Quatro anos depois, Carmem daria a luz à Hérica, tornando Maria Olívia e Antônio avós pela segunda vez. Maria Olívia e Antônio viam a família crescer e agradeciam a Deus a cada amanhecer e anoitecer pelas bênçãos derramadas sobre eles. Como prova de agradecimento a Deus por tamanha bondade, Maria Olívia e Antônio amavam Antônio Eduardo e Hérica como se fossem seus próprios filhos. Quantas vezes Maria Olívia, nas eventuais ausências de Carmem, não preparou deliciosos almoços para seu neto... Na época em que ele passava a semana fora, estudando, Maria Olívia passava os fins de semana preparando deliciosas bolachinhas de nata. O amor e a preocupação de Maria Olívia para com seus netos era tão intenso que às vezes ela passava mal. Já Antônio, seu esposo, era atencioso e divertido para com seus netos. O amor dele era tamanho que ele chegava a produzir caminhões de madeira para seu neto brincar usando um canivete, ou mesmo a fazer guardas-roupas para sua neta guardar vestidos de boneca. Foi com Antônio, seu atencioso e bem-humorado avô, que Eduardo aprendeu a fazer o laço no cordão do sapato. Foi com Antônio que Eduardo aprendeu a sorrir e a tratar seus semelhantes de forma sempre respeitosa. Os anos se passaram. Hérica casou-se, e de seu casamento nasceu Clara, a bisneta de Maria Olívia e Antônio. Os dois amam Clara assim com amaram seus netos Eduardo e Hérica, e suas filhas Carmem e Ângela. Após 56 anos, Maria Olívia continua linda e cheia de vontade de viver, e ainda faz as deliciosas bolachinhas de nata. Antônio Miller ainda é o mesmo homem honesto e trabalhador, e está mais bem-humorado que nunca. Para mim, os dois são mais do que meus avós e padrinhos. São modelos de pessoas e da família que eu devo construir. Dentre todas as bênçãos que Deus derramou sobre mim, uma das maiores é ter crescido recebendo o amor, o carinho e a atenção de vocês dois. Agradeço a Deus a cada dia anoitecer e a cada amanhecer por poder chamá-los de “vovó e vovô”. Que Deus continue abençoando-os com muita saúde e renove a cada dia o amor que os mantêm unidos há 56 anos, para que os meus filhos, quando nascerem, possam amá-los como nós os amamos. Parabéns!"

Nenhum comentário: