terça-feira, 16 de outubro de 2007

Semana do saco cheio - parte 3

Quarta-feira, 10 de outubro. 7h38min. Cá estou novamente na New Car para que o jovem rapaz, o Bruno, regule o carburador e acerte o funcionamento do motor do meu carro. Quando ele me vê, fica com os olhos arregalados. “Algum problema com o motor?”, pergunta ele. “Bruno, o serviço no motor ficou jóia! Resta apenas acertar o funcionamento, porque ele está ‘falhando’ em baixa rotação. Além disso, tem um barulho estridente nas rodas que está incomodando.” O rapaz, prestativo, meio que arregaça as mangas para o serviço. “Peraí, vou passar o cartão de ponto e nós vamos resolver isso.” 7h45min. O Bruno parece decido a resolver o problema. Ao vê-lo desmontando a roda do carro, sinto uma certa “valentia”, uma coragem de enfrentar o problema que me faz acreditar que ele será um grande mecânico no futuro. Aos poucos, vejo as peças do sistema de freio caírem uma a uma, até que ele me aponta um metal que estava riscando o disco de freio e fazendo o barulho que tanto me irritava. 8h13min. O Bruno pede pra que eu vá com ele até o Léo, o filho do dono da oficina, para usar uma tal de “Lanterna de ponto” para acertar o funcionamento do motor. O tal Léo trabalhava aqui nesta oficina com o pai dele, mas por motivos que desconhecemos, os dois se desentenderam e ele saiu para montar sua própria oficina. No acerto de contas, ele ficou com a pistola. Que sorte a minha, hein? 8h25min. Estou parando em frente ao portão da New Car. Mais uma vez estou surpreso com o trabalho do Bruno. O funcionamento do carro ficou perfeito! Aperto a mão dele e digo-lhe, ao fechar a porta: “Parceiro, você me surprendeu! Parabéns! Valeu!” Engato a primeira marcha e saio, cantando pneus. Até que enfim meu carro está pronto para recomeçar a semana que vem! 9h23min. Estou em uma floricultura. A Débora pediu-me para procurar alguém para fazer o jardim, e disseram que havia um rapaz nesta floricultura que era muito bom. Quando entro, uma surpresa: o dono da floricultura é o Paulo, um de meus alunos do supletivo. Somente então é que associo os projetos à sua habilidade com os desenhos... Ele parece feliz em ver-me ali. Chamo-lhe para ir medir o jardim de casa. 9h45min. Débora está mostrando ao Paulo as plantas que gostaria de incluir no jardim. Ele vai dizendo, uma uma, o nome delas. Acho que essa conversa vai longe. 11h30min. O Paulo, após longa conversa e muita paciência e atenção, desce em frente a floricultura, na promessa de que irá ligar-me assim que o projeto do jardim estiver pronto. 22h45min. Não dá pra acreditar! Estou passeando de carro com a Débora quando vejo uma luz vermelha acendendo no painel. É a luz do óleo! Lembro-me então das palavras do papai. “Filho, nós consertamos a parte de cima do motor, agora a compressão vai aumentar. Se a parte de baixo não estiver boa, o carro vai fundir, e não vai demorar muito”. Entro então em desespero! “Meu Deus, e agora?” Após gastar quase R$600,00 com o carro, o motor fundiu? E agora? Se o carro fundir, como conseguirei dinheiro para terminar de construir a casa antes do casamento?

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