terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Dia de formatura - o desencontro

19 de dezembro de 2007. 22h40min. Assim que a pró-reitora anuncia o término da cerimônia de colação de grau, os alunos, todos em suas becas e devidamente preparados para aquela noite tão importante, lançam seus capelos para cima, comemorando assim o fim de uma fase difícil de suas vidas. A maioria destes alunos teve que conciliar longas jornadas de trabalho com viagens para a faculdade e finais de semana de estudo. Foram 4 anos de renúncia e sacrifício. Quatro anos abdicando de tempo com suas famílias, companheiros e filhos. Foi justamente sobre isso que discursei, meio que improvisadamente. Desta vez fui o único professor que discursou sem ler, não que assim eu preferisse, mas por mera falta de tempo. De qualquer forma, acredito que consegui dar o recado que eu queria aos formandos, e é isso que deve ficar de lembrança. Assim que os formandos se levantam, já com os canudos em mãos, eu me levanto da mesa de professores e procuro pela Débora. Lá está minha fiel e dedicada noiva, com um sorriso largo estampado no rosto. Estendo-lhe a mão, entregando-lhe a caixa de bombons Ferrero Rocher que ganhei por ser o paraninfo da turma, e peço-lhe para aguardar um minuto, enquanto eu cumprimento os formandos. 22h47min. Assim que termino de cumprimentar os formandos, dirijo-me até onde eu “acho” que a Débora está, mas não a encontro mais. Começo a caminhar em direção à sala de professores. “Ela deve estar me esperando lá”, penso, tentando acalmar-me. Adentro a sala, retiro a beca e saio novamente à procura da Débora. “Está chovendo. Ela não deve ter ido embora. Deve estar me esperando no final do corredor.” E para lá sigo novamente à sua procura, mas novamente minha busca é frustrada. Subo mais uma vez as escadas, na tentativa de que ela esteja vindo ao meu encontro. “Ela deve estar descendo. Se estivesse por lá, ela já deveria ter descido”. Mas nada. 22h55min. Após tanto procurar, decido parar em frente à sala dos professores e esperar que ela apareça. Passo os dedos entre os cabelos e sinto que já estou banhado de suor. “Meu Deus, onde ela estará? Não acredito que fomos nos desencontar... Por que isso foi acontecer?”
(to be continued...)

Um comentário:

M.Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.