quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Labirinto

Novamente me deparo com suas páginas deste blog e não sei por onde começar a postagem. Faz tanto tempo que não lhe deixo nenhum registro pessoal. Não são as coisas que estão acontecendo agora que me fazem ausente, e sim as que aconteceram, pois nelas estão as razões de estar passando um período tão atribulado.

Os exames mostraram que não há nada de errado acontecendo comigo. A pressão está ótima, o diabetes está normal. Apenas o colesterol está um pouco acima (mas muito muito pouco mesmo!), mas não é nada que mereça preocupação. Estou com uma gordurinha acumulada na região lateral da cintura, provavelmente em virtude do tempo que não tenho para ir à academia. Tudo isso, é claro, pode ser em virtude da idade. Afinal, meu corpo já não é mais o mesmo de 15 anos atrás. Tenho 32 anos e já estou quase na metade do caminho.

Mas há algo de errado que a tomografia e o eletroencefalograma não mostraram. Nem eu nem o neurologista sabemos a razão das minhas vertigens. Elas vêm e não sem horário marcado. A visão não consegue se fixar em um único ponto. Ao invés disso, fica oscilando e causando sensação de embriaguez. Daí em diante é só apreciar o mundo rodar e procurar um lugar pra se apoiar para evitar o tombo.

A despeito das recomendações médicas, continuo viajando para Franca. Eu preciso trabalhar para sobreviver. Não posso me dar ao luxo de ficar faltando. Caso as vertigens surjam enquanto eu estiver ao volante, pararei e esperarei passar. Por outro lado, tentarei poupar-me do stress, pois pode ser ele a causa de tudo isso.

Aos poucos estou retomando minhas atividades normais. Acho que o período de depressão oriundo do falecimento da Ana Cláudia está passando. Os artigos estão voltando a ser escritos e a sensação de estar fazendo as coisas com capricho está voltando. Estou novamente no caminho certo, mas às vezes... somente às vezes... o mundo ainda parece girar rápido demais.

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