domingo, 26 de outubro de 2008

A bonança...

7 de outubro. 14h30min. Disco o número da escola, já memorizado no celular, e peço para chamar pela secretária. É a Regina quem atende. Peço que lea me envie, por e-mail, os documentos necessários para pedir a exoneração do meu cargo. "Meu Deus, Eduardo! Você vai mesmo ter coragem de fazer isso?" Minha resposta é imediata: "Não tenho outra escolha." Em poucos minutos os documentos estão em meu e-mail para serem preenchidos. 14h40min. Comunico à coordenadora que minha exoneração já foi solicitada e pergunto-lhe, ainda temeroso do que farei, se a minha situação está pendente ou se já foi definida (ou seja, se existe a possibilidade de ser demitido por causa desse inconveniente). "Acho que dá pra contornar." 22h15min. Encontro o ex-coordenador e peço que ele me dê alguns minutos para conversar. Peço-lhe desculpas e explico-lhe que estava apenas aguardando a aprovação do meu projeto para exonerar. Ele entende. 8 de outubro. 7h15min. É hoje o dia em que exonerarei meu cargo de professor da rede pública. Sinto a água fria cair sobre meus ombros, na esperança de que ela ative meus pensamentos e me aponte uma saída. "E se eu pedir exoneração e for dispensado da universidade?" Essa possibilidade existe. "Já sei! Entregarei os documentos para a secretária e pedirei para que ela 'segure' as pontas até que a minha situação esteja esclarecida". Com essa decisão em mente, troco-me de roupa e reúno meus pertences para sair de casa. Por curiosidade, resolvo entrar no site da Fapesp. Digito os códigos rapidamente. O número do projeto aparece. "Débora, venha ver isso aqui!" Ela corre até o escritório e eu lhe mostro o monitor. Ela lê antentamente... "Du do céu! Foi concedido!"

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