terça-feira, 29 de setembro de 2009

Verdade nua e crua

No último domingo assisti ao filme “Verdade nua e crua”. Trata-se de uma comédia romântica sobre o relacionamento entre homens e mulheres. Um dos protagonistas, interpretado por Gerard Butler, mais conhecido por seu papel de Rei Leônidas em “300”, é um homem que diz apenas sua verdade sobre as mulheres. Ele diz que homens jamais se apaixonarão pela simpatia das mulheres, e sim pela beleza de seus corpos. Sim, pois o que importa é a beleza física. A outra protagonista, obviamente uma mulher solteira à procura de seu “príncipe encantado”, conta com uma lista de requisitos que um homem deve ter para ser seu namorado. Em se tratando de uma comédia romântica, já deu pra sentir que os dois vão ficar juntos, mesmo sabendo que o outro é imperfeito. Tenho que admitir: o filme traz realmente algumas verdades contundentes. Homem e mulher, embora tenham direitos iguais perante a lei, estão se distanciando cada vez mais em seus objetivos. Não vou me iludir e dizer que “no meu tempo as coisas eram diferentes”. A questão é que a mulher alcançou independência financeira e agora tem condições de escolher as características que quiser em seu companheiro (e quem não tem?). O pobre coitado que pisar na bolsa, que se cuide! “A fila anda”, como elas costumam dizer. Por outro lado, os homens parecem amedrontados, cada vez mais ariscos. Temem cair em um compromisso sério. Talvez isso represente para eles perder a liberdade, ou melhor, ficar sob “liberdade assistida”. Procurar em um homem uma lista de atributos e definir se ele é a pessoa ideal é uma atitude um tanto cretina, pelo menos na minha opinião. Da mesma forma, olhar para uma mulher e nela enxergar apenas uma “fonte de sexo e de prazer” é um tanto que primitiva demais. Onde fica a paixão nessa história? Onde está a cumplicidade e a vontade de construir uma vida juntos? Só para estragar o prazer dos que vão assistir ao filme: no final, a protagonista pergunta para o protagonista por que ele está apaixonado por ela. Ele simplesmente responde: “Eu não faço a mínima idéia”. Muito simples: a paixão, aquele sentimento que faz o coração acelerar, as mãos ficarem suadas e os pensamentos ficarem confusos não pode ser racionalizado como uma equação matemática. Paixão é paixão. Eu garanto que o mundo seria um lugar melhor pra se viver se a paixão fosse vivida ao invés de ser explicada.

Nenhum comentário: