quinta-feira, 18 de março de 2010

Sky


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Onde estive todo este tempo? Essa é a pergunta que me faço agora...
Talvez estivesse triste, sem vontade de escrever. E neste caso a máxima de que a tristeza desaparece quando se escrever não se aplica. Talvez eu tenha apenas me retirado, dado um tempo pra mim mesmo. De qualquer forma, hoje senti uma vontade imensa de voltar a escrever... e aqui estou!
Enquanto escrevo estas palavras na sala aqui de casa, ouço “Bless the beasts and children”, do Carpenters, música esta que eu nem conhecia. Está tocando na televisão, em um dos canais da Sky. Pois vejam como são as coisas... No início do ano passado tomei coragem e contratei o serviço por assinatura. Recebi um telefonema de uma moça afirmando que estavam com parceria com a empresa de telefonia e que haveria um desconto. Ora, como descobriram o meu telefone? A moça foi logo pedindo o número do meu cartão de crédito e de CPF. Aos poucos fui ficando meio desconfiado. Vasculhei então um daqueles e-mails que algum amigo sempre envia para nos alertar para as ameaças que nos rondam via telefone e acabei encontrando um que falava do serviço da Sky. Segundo o tal e-mail alguém ligava na residência e agendava um horário para a instalação do serviço, e quando o portão era aberto... mãos para o alto! Fiquei espantado com a semelhança do que estava escrito no e-mail com o rumo que as coisas estavam tomando comigo, e justamente por isso relutei várias e várias vezes até decidir “encarar”. Minha esposa ficou desconfiadíssima, com muito medo. Quando o interfone tocou, na tarde do dia 31 do ano passado, disse a ela para ficar no quarto e fechar a porta. Peguei então uma enorme faca e um rolo de salame italiano e segui para o portão. Acho que você consegue imaginar a reação dos três rapazes, devidamente uniformizados e com o aparelho da Sky nas mãos, quando me viram com uma faca daquele tamanho nas mãos. Ao ver a cara de espanto deles, não me restou alternativa. “E aí, vai um salaminho aí?”
No final das contas, acabamos nos tornando amigos. Dei um bombom para cada um deles e algumas latas de cerveja que estavam na geladeira há algum tempo. Enquanto eles instalavam a antena e o conversor, falamos algumas besteiras e demos boas risadas. Mas quem até hoje ri sou eu quando me lembro do mico que paguei naquele dia, saindo ao portão sem camisa, com um rolo de salaminho nas mãos... e com uma faca!

Um comentário:

Divulgadores de Conhecimento disse...

com toda certeza, temos que tomar cuidado mesmo com os trotes.
rsrsr

http://divulgadoresdoconhecimento.blogspot.com/